Folha de S. Paulo
Ideb do ensino médio registrou avanço, mas
não necessariamente porque alunos aprenderam mais
Toda tentativa de mensuração já traz os
elementos que levarão à sua própria perversão
Nós só conhecemos aquilo que conseguimos
medir e toda medida carrega as sementes de sua própria perversão. Os
recém-divulgados dados do Ideb,
o sistema nacional de avaliação da educação básica,
ilustram bem esse dilema.
Numa primeira leitura, o Brasil avançou. A nota do ensino médio público passou de 4,1 em 2023 para 4,3 em 2025 —melhor marca desde que o indicador foi criado. Mas é cedo para soltar rojões. Numa leitura mais atenta, percebe-se que foi puxada pela elevação da taxa de aprovação, não porque os alunos aprenderam mais, como um observador ingênuo poderia esperar.
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