*Giuseppe Vacca, Modernidades alternativas. O século XX de Antonio Gramsci, Brasília/ Rio de Janeiro: FAP/ Contraponto, 2016, p. 267
[1] A. Gramsci, Quaderni del carcere, cit., p. 1592.
Política e cultura, segundo uma opção democrática, constitucionalista, reformista, plural.
*Giuseppe Vacca, Modernidades alternativas. O século XX de Antonio Gramsci, Brasília/ Rio de Janeiro: FAP/ Contraponto, 2016, p. 267
[1] A. Gramsci, Quaderni del carcere, cit., p. 1592.
Lula tenta se eximir de responsabilidade na segurança
Por O Globo
Por conveniência, Planalto resiste a criar
ministério e ameaça abandonar PEC que amplia o papel federal
São frustrantes os sinais de que o Palácio do Planalto pretende desistir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, um dos dois principais projetos do governo federal na área (o outro é a legislação antifacção). A ideia de engavetar a PEC passou a ser cogitada devido a dificuldades para aprová-la no Congresso, diante de divergências com parlamentares e governadores, especialmente do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O governo considera que o texto em tramitação, relatado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), foi desfigurado e se afastou do propósito original.
O Globo
A desqualificação sistemática do jornalismo
profissional, tratado como inimigo, tornou-se parte do repertório eleitoral
Em 2026, enquanto o Brasil se prepara para mais uma eleição presidencial em ambiente de alta polarização e o mundo assiste perplexo ao embaralhamento da ordem multipolar por parte de Donald Trump, o jornalismo atravessa um dos momentos mais desafiadores de sua história recente. Não se trata apenas de uma revolução do modelo econômico ou tecnológica. É uma disputa aberta pela credibilidade da informação, com impacto direto na preservação da democracia.
O Globo
Senador tentou foto com Marco Rubio, mas teve
que se contentar com Paulo Figueiredo
em busca de uma foto com Marco Rubio. Teve
que se contentar com uma visita ao blogueiro Paulo Figueiredo.
A viagem do Zero Um resultou num fiasco. O
senador queria mostrar que a família ainda tem prestígio na Casa Branca. Só
conseguiu ser recebido pelo deputado e ex-lutador Jim Jordan, da extrema
direita do Partido Republicano.
No ano passado, os filhos de Jair apostaram numa intervenção trumpista para livrar o pai da cadeia. A ilusão durou pouco. O Supremo resistiu aos ataques e condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão. Donald Trump se aproximou de Lula, revogou o tarifaço e deixou Eduardo Bolsonaro falando sozinho.
O Globo
A polícia espanhola anunciou que, na primeira
semana de janeiro, interceptou um navio (com jeito de ferro-velho) que
transportava cerca de 10 toneladas de cocaína, escondidas em 294 caixas debaixo
de um carregamento de sal. O barco tinha a bandeira da República de Camarões, e sua
tripulação de 13 pessoas era composta por sérvios e indianos. Em dezembro, o
barco havia passado por portos brasileiros. Ele foi abordado pelos espanhóis em
alto-mar. Sem combustível, teve de ser rebocado até o Porto de Tenerife.
Essa foi a maior apreensão de cocaína em alto-mar. Segundo as autoridades espanholas, a operação resultou da cooperação das polícias de Estados Unidos, França, Portugal e Brasil.
Correio Braziliense
Imagens de enforcamentos, necrotérios improvisados
e repressão aberta elevam o custo moral e político de manter relações “normais”
com Teerã. O Brasil terá de se reposicionar
A execução do jovem Erfan Soltani, 26 anos, na forca, hoje, sob acusação de terrorismo, pelo regime do aiatolá Ali Khamenei, 86, tem potencial para piorar a mais grave crise enfrentada pela República Islâmica desde 1979. A morte de um manifestante não é novidade na longa história de repressão do Estado teocrático iraniano. Mas há momentos em que um único corpo, pendurado em praça pública, condensa o medo, a indignação e a ruptura moral de uma sociedade que já não aceita ser governada pela combinação da moralidade religiosa, vigilância militar e miséria econômica.
Valor Econômico
Três delas são lideradas pelos EUA, Rússia e
China, enquanto uma quarta poderá ter a liderança de Turquia, Arábia Saudita ou
Irã
A intervenção de fato dos Estados Unidos na Venezuela nos coloca novamente diante de uma divisão geopolítica em que poucos países exercem dominância não só econômica, mas militar e territorial, sobre vastas regiões de sua influência. O economista Joseph Stiglitz chama de “nova era do imperialismo” os movimentos recentes. Outros preferem “novo imperialismo”, termo que se confunde com a denominação histórica atribuída aos fatos ocorridos nas últimas três décadas do século XIX, quando países europeus, o Japão e mesmo os EUA decidiram “tomar conta” de pedaços dos continentes africano e asiático.
Valor Econômico | Financial Times
Não há precedentes de que uma potência dominante abandone sua primazia, como Trump vem fazendo
Até recentemente, o mundo acreditava que uma dissociação entre EUA e China estava a caminho. O que ocorre agora, no entanto, é que a maioria dos países está correndo para dissociar-se dos riscos americanos. Como podem atestar o presidente do banco central dos EUA, Jay Powell ou a Dinamarca, um dos aliados mais leais dos EUA, tentar acalmar Donald Trump só te leva até certo ponto. Pode te ajudar a comprar tempo, mas não substitui a necessidade de proteção contra uma superpotência que saiu da linha. Estamos, portanto, nos primeiros estágios da aceleração do processo de redução da exposição a riscos dos EUA.
O Estado de S. Paulo
O receio dos investidores é de que o Fed se dobre diante da pressão de Trump para cortar os juros
O presidente Donald Trump está prestes a anunciar o nome de quem vai, a partir de maio, substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve (Fed), o banco central considerado o bastião da estabilidade de preços nos Estados Unidos, e, por tabela, da liquidez mundial, além de ser o paradigma de independência da política monetária.
Folha de S. Paulo
Pulsão do presidente dos EUA é totalitária,
não apenas autoritária, o que implica em experiência desestruturante
Negar fascismo de Trump cria mais problemas
do que resolve
Uma coluna no jornal The New York
Times, de autoria de Michelle Goldberg, faz uma admissão
importante: a de que estiveram certos aqueles que durante todos estes anos
defenderam a tese de
que Donald Trump representa um tipo de fascismo do século 21.
O argumento, que pode ser estendido a muitos dos aliados e imitadores de Trump, repousa no fato de que os críticos da tese foram sempre argumentando que faltavam dois elementos essenciais para poder considerar Trump fascista: a existência de uma milícia violenta e a emergência de uma retórica internacional agressiva expansionista.
Folha de S. Paulo
Líderes da banca querem conter ataque contra
independência do Banco Central americano
Trumpismo é força bruta na política e
tentativa de fazer a vontade do rei na economia
Donald Trump quer dominar o Fed, o banco
central dos EUA. Imagina que pode mandar na economia, sem mais —em juros, preços,
dívida, empresas. Tudo não passaria de mera política, da vontade do rei.
Imagina ainda que pode, sem mais, usar pura força na política mundial.
No limite, interessados, ofendidos e humilhados tendem a reagir. Na economia, com descrédito progressivo, em algum momento abrupto, do dólar e do mercado americano, onde está o grosso da poupança mundial. Na política, países vão pensar em coalizões de defesa e em ter bomba atômica.
Folha de S. Paulo
A próxima eleição decisiva do país pode não
ser para presidente, mas para o Legislativo
Maioria no Senado permite que se avance uma
agenda independentemente de quem governe
A próxima eleição decisiva no país será a
batalha pelo Senado.
O argumento parece esquisito, mas é preciso considerar duas coisas. A primeira
é que, desde 2018, houve uma virada ideológica no voto brasileiro, na direção
da direita radical.
Aquele centrão descrito como pragmático, disposto a trocar votos por cargos e grana, é hoje apenas uma ficção na cabeça dos jornalistas. O voto que deu bancadas a partidos como PL, Progressistas, União Brasil e Republicanos não é transacional; é ideológico e de matriz bolsonarista. Os detentores desses mandatos precisam provar, o tempo todo, fidelidade à base que os elegeu. O pragmatismo residual migrou para um espaço muito mais estreito, ocupado sobretudo pelo PSD, que não é centrão. O resto opera sob vigilância ideológica permanente.
Folha de S. Paulo
Universidade texana censura professor de
filosofia e o impede de discutir diálogo de Platão
'O Banquete' afirma que humanos não são
binários e isso seria ideologia de gênero, proibida por lei
"Reductio ad absurdum" é uma técnica argumentativa pela qual se busca refutar uma tese mostrando que sua aceitação leva a conclusões ilógicas, contraditórias ou absurdas. Já me vali algumas vezes desse recurso para criticar raciocínios, tanto por parte da direita como da esquerda, que desembocam em censura. Em mais de uma coluna afirmei que, a prevalecer esse tipo de pensamento, logo proibiríamos Aristóteles. Ele, afinal, defendia a escravidão.
Folha de S. Paulo
Instituição financeira deu ao Tribunal de
Contas a chance de sair de uma confusão em que nunca deveria ter entrado
No meio das suspeições sobre blindagem do
Banco Master ainda restam o Supremo Tribunal Federal e o Congresso
O desfecho da reunião entre o Banco Central e
o Tribunal de
Contas da União, relatado por Vital
do Rêgo Filho, deixou a nítida impressão de que o BC deu ao TCU a chance de
sair de uma confusão em que nunca deveria ter entrado.
Uma saída mais ou menos honrosa: ficou combinada uma inspeção supervisionada que em nada muda a decisão técnica da liquidação do Banco Master, mas serve para o órgão auxiliar do Poder Legislativo reduzir os danos provocados pelo esquisito afã do ministro relator, Jhonatan de Jesus, em questionar o BC.
Por Bruno Lessa / O Globo
Ministro elogiou atuação do Banco Central e disse que estar 'absolutamente seguro' do trabalho de Galípolo
O ministro da Fazenda, Fernando
Haddad, disse nesta terça-feira que a pasta tem dado "todo o respaldo
institucional" ao Banco
Central no processo de liquidação do Banco Master.
Segundo ele, o caso pode ser a "maior fraude do país".
– O caso inspira muito cuidado, nós podemos
estar diante da maior fraude bancária da história do país. Temos que tomar
todas as cautelas devidas com as formalidades, garantindo evidentemente todo o
espaço para a defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo bastante firmes em
relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público – afirmou.
O titular da equipe econômica disse que tem falado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e elogiou o trabalho da autoridade monetária.
Filho e irmão de resistente antinazista, militante do Partido Comunista Francês (PCF), Maspéro praticamente dominou a cena editorial progressista da França do pós-guerra ao seu falecimento. Mais tarde, romperia com o PCF, passando a professar simpatias pelo movimento trotskista, relativamente forte na França.