segunda-feira, 16 de março de 2026

Reforma das Forças Armadas, André Gustavo Stumpf

Correio Braziliense

O Brasil de hoje está ligado por comunicações de norte a sul, de leste a oeste. Mas faltam equipamentos para informar violações das fronteiras nacionais

O presidente Lula descobriu que o Brasil precisa dar mais atenção às suas Forças Armadas para proteger o país de eventual ataque externo. É uma descoberta óbvia, um pouco tardia, porém verdadeira. Os militares brasileiros sempre estiveram mais preocupados com a gestão do país, com a política partidária, com suas próprias vantagens e relegaram a segurança nacional a segundo plano. Mas a invasão da Venezuela, o sequestro de Nicolás Maduro, pelas forças especiais dos Estados Unidos, chamaram atenção dos países do continente para sua fragilidade.  

Fim da 6x1: conceitos, métodos e consequências, por José Pastore*

Correio Braziliense

As leis permitem trabalhar menos horas e isso é acertado pelo método da negociação coletiva entre empregados e empregadores ou seus representantes

A jornada de trabalho se refere às horas trabalhadas por dia, semana, mês ou ano. A escala se refere à distribuição dessas horas no tempo. Uma jornada de 44 horas semanais pode ser trabalhada com uma escala de 6x1, 5x2, 12x36 ou outras. 

Para a jornada, costuma-se fixar em leis o número máximo de horas que as pessoas podem trabalhar. No Brasil, isso é fixado na Constituição Federal. São oito horas por dia e 44 horas por semana. 

As leis permitem trabalhar menos horas e isso é acertado pelo método da negociação coletiva entre empregados e empregadores ou seus representantes. Assim é no Brasil. A Constituição permite às partes negociarem qualquer redução de jornada por esse método. 

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Brasil não está a salvo de ataques jihadistas

Por O Globo

Prisão de brasileiro que planejava atentado inspirado pelo Estado Islâmico traduz ameaça crescente

Embora até hoje não tenha havido nenhum ataque de inspiração jihadista no Brasil, isso não quer dizer que o país esteja imune. Com a facilidade de comunicação e aliciamento trazida pela internet, o terrorismo se globalizou, as iniciativas de recrutamento por grupos radicais se ampliaram, e o conflito no Oriente Médio cria um terreno fértil para a disseminação das narrativas perniciosas que tentam justificar a violência.

Bonita demais, por Ana Cristina Rosa


Folha de S. Paulo

Como cantou Emicida, ser chamada de morena 'camufla o abismo entre si e a humanidade plena'

Bonito demais será o dia em que a noção de que a beleza é exclusividade de quem tem traços caucasianos for superada de vez

Dia desses ganhei na loteria do absurdo mais uma vez —coisa que me acontece com uma certa frequência. Estava quieta no meu canto, esperando uma mesa num restaurante, quando uma jovem loira, que não tirava os olhos de mim, resolveu se aproximar para fazer um suposto elogio: "Parabéns! Você é uma morena muito bonita. Estou impressionada."

Agradeci educadamente, mas não pude deixar de fazer a seguinte consideração: "Me alegra saber que reconheces a minha beleza, mas eu não sou morena, sou negra mesmo."

A moça ficou injuriada, e resolveu retrucar com um "Nossa! Não quis ofender. Chamei de morena porque você realmente é bonita demais para uma negra".

É disso que se trata!

Degeneração institucional, Marcus André Melo

Folha de S. Paulo

O apoio público às supremas cortes não é baseado em princípios abstratos; em grande medida, é apoio instrumental

Cidadãos tendem a apoiar a corte quando acreditam que suas decisões os favorecem politicamente

A opinião pública importa para as supremas cortes porque sua autoridade depende de um estoque de legitimidade difusa que sustente a disposição dos atores políticos e da sociedade em acatar suas decisões. O verdadeiro armagedon institucional ocorre no day after em que atores relevantes passam a considerar a "opção nuclear" do não cumprimento das decisões judiciais.

Pastelão no gramado, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Craques do passado, ou aprendiam a se defender dos zagueiros durões ou fossem jogar pingue-pongue

Hoje, um contato entre um mindinho e o plexo solar faz com que os canastrões caiam com a mão ao rosto

Não é para me gabar, mas acompanho futebol desde o Terciário, quando as bolas eram de couro, o goleiro era o quíper e o juiz levava o apito pendurado ao pescoço. Às vezes, havia sombras no gramado —eram pterodáctilos sobrevoando o Maracanã. Assim, naquele tempo, vi jogar, ao vivo, Pelé, Garrincha, Didi, Dida (do Flamengo), Doval, Jairzinho, Paulo César, Zico, Dinamite. Todos com a camisa para dentro do calção e este, às vezes, acima do umbigo. A bola não saía do fundo das redes.

Os desafios da Gestão Municipal, o PDDU e a sustentabilidade do Município, por George Gurgel de Oliveira

Os desafios da Gestão Municipal  

As relações políticas, econômicas, sociais e ambientais estabelecidas na maioria dos municípios brasileiros são (in)sustentáveis?

Quais são os valores da Gestão Pública Municipal?  Qual é a importância do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano -   PDDU, do Mercado e da Sociedade nos processos de construção da sustentabilidade política, econômica, social e ambiental do Município?

Os prefeitos as, os vereadores  e a sociedade municipal em geral estão desafiando-as a construir a sustentabilidade política, econômica, social e ambiental do município para superar a triste e desoladora realidade de uma parcela majoritária das populações dos municípios brasileiros, desrespeitadas, na maioria das vezes, dos seus direitos básicos, constitucionais, a saber: moradia, educação, saúde, saneamento, mobilidade, segurança, trabalho e renda.

As administrações municipais deveriam estar comprometidas com o enfrentamento sistemático dos graves problemas sociais, econômicos e ambientais vividos no cotidiano da maioria dos municípios brasileiros, em diálogo com o Governo Estadual, Federal, o Mercado e a Sociedade, em sintonia com o processo de construção das políticas públicas municipais, dialogando com os governos estadual e federal.