Folha de S. Paulo
Em algumas profissões jurídicas, a porta
giratória não serve
Arranjo poroso traz riscos para interesse
público e imagem de órgãos
Há formas de lucrar com o trânsito entre o
cargo público e a empresa privada. A "porta giratória", metáfora da
captura institucional, é uma delas. Um profissional competente em finanças pode
sair do setor privado, passar um tempo no Banco Central ou
no Ministério
da Fazenda, e voltar para a Faria Lima. E, quando voltar, vender caro no
privado o capital adquirido no público.
Esse arranjo poroso traz riscos para o interesse público e para a imagem de imparcialidade de órgãos reguladores ou judiciais. Os riscos podem ser atenuados por mecanismo de quarentena, que obriga o profissional a se afastar por um período antes de voltar ao mercado com a credencial de ex-autoridade. Podem ser mais mitigados pelo bom senso e pela virtude.







