O Globo
Não é preciso dizer que a corporação jurídica
se mobilizou quanto pôde para pressionar os integrantes do STF que protegeram o
retrocesso de Dino votando em conjunto para dizer que foi recuo institucional,
não aceitação da pressão de companheiros.
O caso dos penduricalhos do Judiciário é
exemplar de como não é possível ter credibilidade diante da opinião pública se
mudamos de posição a cada pressão recebida, especialmente quando essa pressão
vem da própria corporação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio
Dino tem se destacado por decisões que tocam em feridas abertas em nossa vida
institucional, como as emendas parlamentares ou os penduricalhos. Parecia à
opinião pública um ministro independente de panelinhas, mas, à medida que o tempo
passa, mais e mais ele vai se inserindo no grupo capitaneado pelo decano Gilmar
Mendes.
A decisão de “flexibilizar” sua decisão inicial que restringia duramente os penduricalhos do Judiciário vem com uma pitada de corporativismo. Quatro dos ministros do Supremo votaram em conjunto, inclusive o próprio Dino, contra sua decisão anterior. Não é preciso dizer que a corporação jurídica se mobilizou quanto pôde para pressionar os integrantes do STF que protegeram o retrocesso de Dino votando em conjunto para dizer que foi recuo institucional, não aceitação da pressão de companheiros.






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