quinta-feira, 23 de julho de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Flávio reedita mentira do pai sobre modelo de votação

Por Folha de S. Paulo

Senador espalha desinformação sobre as urnas eletrônicas e depois nega ter atacado o sistema eleitoral

O padrão é tão previsível que seria cômico, não representasse risco à democracia; campanha do pré-candidato enfrenta problemas em série

Desde que foi ungido pelo pai, preso por tentativa de golpe de Estado, como sucessor na disputa presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) demonstra fidelidade aos preceitos de seu clã.

O padrão, que inclui mentira e dissimulação, é tão previsível que seria cômico, não fosse um perigo para a democracia, que o primogênito do apenado Jair Bolsonaro repetisse as estocadas do ex-presidente contra o sistema de votação eletrônica do país.

Ainda assim, não causa espanto que Flávio tenha copiado o seu progenitor ao chamar um grupo de embaixadores para espalhar mentiras sobre as urnas.

Maquiavel. Elementos de política, por Antonio Gramsci*

Deve-se mesmo observar que os primeiros a serem esquecidos são precisamente os primeiros elementos, as coisas mais elementares; estes, por outro lado, repetindo-se infinitas vezes, tornam-se os pilares da política e de qualquer ação coletiva. Primeiro elemento é que realmente existem governados e governantes, dirigentes e dirigidos. Toda a ciência e a arte políticas baseiam-se nesse fato primordial, irredutível (em certas condições gerais). As origens deste fato são um problema em si, que deverá ser estudado em si (pelo menos poderá e deverá ser estudado como atenuar e fazer desaparecer o fato, alterando certas condições identificáveis   como atuantes neste sentido), mas permanece o fato de que existem dirigentes e dirigidos, governantes e governados. Dado este fato, será necessário ver como se pode dirigir da maneira mais eficaz (dados certos fins) e como, portanto, preparar da melhor maneira os dirigentes (e nisto consiste mais precisamente a primeira parte da ciência e arte política), e como, por outro lado, conhecem-se as linhas de menor resistência ou racionais para obter a obediência dos dirigidos ou governados. 

Lula pode jogar parado porque o maior adversário de Flávio é ele mesmo, por Luiz Carlos Azedo

Correio Braziliense

Ciro comunicou ao candidato do PL que a federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, pretende manter-se neutra na eleição presidencial no primeiro turno

“Jamais interrompa o seu adversário quando ele estiver cometendo um erro.” A máxima atribuída a Napoleão Bonaparte, inspirada em suas reflexões sobre O príncipe, de Nicolau Maquiavel, parece ter sido escrita sob medida para Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. O petista enfrenta dificuldades na economia, elevada rejeição e desgastes naturais do longo exercício do poder, porém seu principal adversário insiste em criar problemas para a própria candidatura.

Isolado, Flávio se pendura na Casa Branca, por Maria Cristina Fernandes

Valor Econômico

Pré-candidato do PL emula Trump ao questionar as urnas e abre terreno para a teoria conspiracionista do “ressurgimento do terrorismo político da extrema-esquerda latino-americana”

Cinco dias antes do discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exumando notícias falsas sobre as urnas eletrônicas, o presidente americano, Donald Trump, acusou a China de intervenção nas eleições de 2020, quando perdeu para Joe Biden, e apontou “chocantes vulnerabilidades” no sistema de votação dos EUA.

A “denúncia” a diplomatas estrangeiros valendo-se da Smartmatic, que denunciou a fraude cometida por um de seus clientes, o governo venezuelano, e foi derrotada numa licitação de urnas do TSE, só perde, em grau de insanidade, para a acusação de Trump de que a China acessou 220 milhões de arquivos de eleitores americanos para fraudar aquela disputa.

Política desautoriza especialistas apressados, por Carlos Melo*

O Globo

Há semanas, Flávio Bolsonaro movia-se leve e solto, e as pesquisas indicavam seu ligeiro favoritismo

A política é soberana, desafia o senso comum, desautoriza especialistas apressados e oráculos de botequim. Compreende uma vertiginosa associação de variáveis distintas, além da imprevisível conduta dos atores. Nada sendo constante, não permite antecipar resultados. É produto da ação social.

Há semanas, Flávio Bolsonaro movia-se leve e solto, e as pesquisas indicavam seu ligeiro favoritismo. Já o presidente Lula vivia novo ciclo de desgaste; dúvidas sobre sua candidatura pairavam no ar seco de Brasília. Mas a revelação das relações perigosas de Flávio iniciou uma inflexão nas curvas dos gráficos das pesquisas. Para piorar, a imprudência de sua trupe, nos Estados Unidos, disparou um tiro de bazuca nos pés do senador.

Partidos e presidente, nada a ver, por Merval Pereira

O Globo

A estrutura partidária está completamente alheia ao resultado da eleição presidencial, pois tem compromisso apenas com seus próprios interesses, não os do país.

Como será a relação de um Congresso eleito sem compromissos com o candidato vitorioso a presidente da República? Tudo indica que a maioria continuará sendo de direita, mas nada indica que um presidente de direita, no caso do momento Flávio Bolsonaro, terá o apoio da maioria legislativa. Muito menos se Lula for eleito pela esquerda. A estrutura partidária está completamente alheia ao resultado da eleição presidencial, pois tem compromisso apenas com seus próprios interesses, não os do país.

A esquerda depende basicamente da popularidade de seu líder, mas será sempre minoritária no Congresso. Terá, porém, o poder de indicar ministérios, dirigentes de estatais, maior do que sua real representação. Esse poder, aliás, é o que faz com que o governo petista seja acusado de não distribuir adequadamente as nomeações governamentais na proporção do apoio que recebe de partidos de centro, partícipes de um suposto governo de união nacional que leva eleitores independentes a poder escolher Lula, em vez de Flávio ou Caiado.

Flávio usa método Trump sobre urnas, por Julia Duailibi

O Globo

Ele papagueou mentiras com o mesmo objetivo do presidente dos EUA, de preparar terreno para o caso de derrota

Flávio Bolsonaro não mirou o exemplo do pai quando resolveu, também em reunião com embaixadores, propagar mentiras sobre as urnas eletrônicas. Enrolado com supostos pagamentos de Daniel Vorcaro para o “Dark Horse” e, agora, com as notas fiscais canceladas para uma empresa da teia do Master, sem conseguir fechar coligações com outros partidos e atingido pelo barraco com a madrasta Michelle, o pré-candidato do PL inspirou-se no exemplo de Donald Trump. Papagueou as mentiras sobre as urnas eletrônicas com o mesmo objetivo do presidente americano: preparar terreno para o caso de derrota.

Na semana passada, Trump espalhou a mesma cascata sobre as urnas eletrônicas que Flávio. Fez referências indiretas à Smartmatic, empresa de tecnologia da Venezuela, alimentando teoria da conspiração já batida nos Estados Unidos sobre fraude nos sistemas eletrônicos de votação. Trump está às vésperas das midterms, eleições de meio de mandato, num contexto político e econômico que pode levá-lo a perder a frágil maioria no Congresso. Questionar desde já o processo eleitoral garante, em caso de derrota, um discurso para a base trumpista mais aguerrida.

O samurai, o passarinho de gaiola e o jornalista, por Eugênio Bucci

O Estado de S. Paulo

Quando essas pessoas jurídicas esmorecem diante das big techs e quando o leitor vira refém voluntário das plataformas, algo da profissão, algo de muito precioso, vai se perdendo no passado

Primeiro capítulo: o samurai. No dia 25 de novembro de 1970, o escritor Yukio Mishima e outros quatro membros da milícia Tatenokai (sociedade do escudo) invadiram o quartel de Ichigaya, em Tóquio, e fizeram um refém: o comandante, Kanetoshi Mashita. Começou assim um dos acontecimentos mais dolorosos, traumáticos e incompreensíveis da história literária e política do país do Sol nascente.

Qual soberania? Por William Waack

O Estado de S. Paulo

Os problemas sérios de afirmação nacional não estão na propaganda governista

O tarifaço americano está onde Lula (e todo populista) gosta. No campo das frases fáceis, da indignação seletiva e de seu intenso uso imediato como tática eleitoral no lugar de estratégia coerente de longo prazo.

No uso tático da questão, Lula se utiliza do presente que recebeu de adversários espetacularmente incompetentes. A ponto de ignorarem um princípio universal de ciência política, o das fileiras que se fecham até em torno de governos impopulares diante de agressão externa. E ainda posam com um sorriso beócio ao lado do agressor.

Lula lançou uma ampla campanha de “defesa da soberania” na qual falta entender a qual soberania a propaganda governamental se refere. A clássica soberania não é ameaçada por ninguém vindo de fora (apesar de o Itamaraty supor isso), mas, sim, pela incapacidade do Estado brasileiro de controlar o próprio território – é o que acontece com o crime organizado na Amazônia.

O governo Lula e os trabalhadores do século 21, por Guilherme Boulos*

Folha de S. Paulo

Políticas são resultado de processo de escuta e conexão com motoristas e entregadores de plataformas digitais

Prestação ficará menor que a mensalidade de locação do carro, moto ou bicicleta elétrica

A classe trabalhadora mudou profundamente nas últimas décadas. Ao lado do operário do chão de fábrica, dos trabalhadores do comércio e de serviços, surgiram milhões de novos trabalhadores ligados à economia digital das plataformas. É a chamada "uberização", especialmente visível nos setores de transporte e entrega.

O fato de esses novos trabalhadores atuarem sozinhos em seu automóvel ou motocicleta permitiu às grandes plataformas (Uber99IFood etc.) venderem a ideia de que são empreendedores de si próprios, mesmo trabalhando em jornadas exaustivas e obtendo um ganho muitas vezes insuficiente. Essa realidade colocou um enorme desafio para os sindicatos, a esquerda e os governos no mundo todo. Como garantir direitos aos novos trabalhadores? Como regular o modelo de negócio das plataformas digitais? E, antes de tudo, como dialogar com uma categoria tão difusa e individualizada?

Congresso desmontou o Orçamento com emendas, poder e opacidade, por vários autores*

Folha de S. Paulo

Em bom português, 'corra atrás de emenda, pois seus concorrentes o farão, buscando a reeleição'

Negociar com cargos é política; com dinheiro público sem transparência é captura

Reportagem desta Folha (18/7) mostrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) constatou irregularidades em 82% das emendas Pix fiscalizadas. Outra reportagem (15/7) relata que o presidente do PLValdemar Costa Neto, afirmou que ele e outros dirigentes interferem na destinação dos recursos, o que motivou ação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para quem acompanha a economia política do processo orçamentário, nenhuma surpresa.

Desde o início dos anos 1990, o Brasil construiu, com esforço, um Orçamento mais transparente, executável e controlável. O impulso veio de um escândalo em 1993, quando deputados manipulavam emendas para desviar verbas por entidades fantasmas e empreiteiras. Hoje, o Congresso Nacional trabalha, com método, para desmontar tudo isso. Por quê? Maldade? Perversidade? É mais complicado.

A contenção dos Bolsonaros, por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Representantes do PIB já olham para 2030

Depois dos dois tarifaços de Trump contra o Brasil, existe a percepção de que algo perigoso ronda a elite empresarial

A manchete da Folha foi cirúrgica: "Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga dado falso sobre urnas em reunião com embaixadores". O presidenciável do PL tentou amenizar a fala, mas o estrago já está feito.

A repercussão nos meios político e econômico foi péssima para ele, e será maior quando começar a campanha eleitoral após as convenções partidárias.

Boa parte do PIB e do mercado financeiro, que nunca apoiou o presidente Lula e preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Palácio do Planalto, parece ter fechado as portas para Flávio.

Flávio nunca foi um moderado, por Thiago Amparo

Folha de S. Paulo

Seus atos indicam e aplaudem a interferência direta dos americanos nas eleições brasileiras

A moderação estava nos olhos de quem o percebia como a única opção viável à direita pós-Lula

Deveras, os eventos históricos ocorrem duas vezes, a primeira como tragédia, a segunda como farsa. A cerca de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro reuniu diplomatas no Palácio da Alvorada e mentiu sobre a confiabilidade do processo eleitoral, sendo por isso condenado à inelegibilidade por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A três meses da eleição de 2026, Flávio Bolsonaro, o filho, reuniu diplomatas em Brasília e mentiu ao afirmar que as urnas eletrônicas brasileiras tinham a mesma origem de uma empresa venezuelana, vociferando falsamente contra a confiabilidade do processo eleitoral. O paralelo é evidente.

TSE propõe 'Selo Maria Vai com as Urnas', por Conrado Hübner Mendes

Folha de S. Paulo

Kassio Nunes Marques teve um eureka regulatório e quer premiar institutos de pesquisa

Pode parecer incentivo à competição, mas está mais para confusão; há equívoco conceitual

Se você foi defensor do "voto impresso e auditável" e com base nesse grito se inscreveu no histórico movimento de 8 de janeiro de 2023, o presidente do TSE tem ideia a lhe oferecer: o "selo de acurácia eleitoral". Não tem a ver com promoção de eleições livres e justas, mas com a inoculação de um novo apito de desconfiança artificial contra o voto popular. Nas entrelinhas da esperteza populista, o apito traz escondido, de novo, a solução de ruptura. Duas ideias com o mesmo código genético.

O selo de acurácia eleitoral tem um contexto. O ministro Kassio Nunes Marques, a pedido do PLsuspendeu divulgação de pesquisa eleitoral da AtlasIntel após vazamento de áudios entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Alegou que a sondagem teve perguntas enviesadas.

Morre Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores de cinema do Brasil, aos 98, por Inácio Araujo

Folha de S. Paulo

Ele foi um dos nomes responsáveis por sucessos como 'Dona Flor e seus Dois Maridos' e 'Vidas Secas'

Atravessou diferentes períodos do audiovisual brasileiro, do cinema novo à retomada

Quando Luiz Carlos Barreto nasceu, em Sobral, no Ceará, em 1928, apenas 3 em cada 10 crianças chegavam a completar um ano de vida. Ele dizia que tinha sido um desses três. E a persistência parece lhe ter feito bem. Não apenas se tornou um produtor de cinema, como persistiu, desde os anos 1960, como o mais longevo e um dos mais importantes produtores de cinema no Brasil.

Barreto, ou Barretão, como era chamado por amigos e adversários, morreu na madrugada desta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, aos 98 anos. Ele deixa uma obra monumental, em títulos como "Vidas Secas""Terra em Transe""Dona Flor e seus Dois Maridos", entre tantos outros. Foi ainda colunista deste jornal durante a Copa do Mundo de 2002.

A informação foi confirmada por sua filha, Paula Barreto. Barretão havia sofrido um acidente há dois anos e quatro meses e estava paraplégico desde então. Ele estava internado desde segunda-feira no Hospital Copa Star. Detalhes sobre o que motivou a internação não foram divulgados.

Ele deixa a mulher, a também produtora Lucy Barreto, e os filhos Paula, produtora, e Bruno, cineasta, além de netos.

Ainda adolescente, iniciou-se no jornalismo em O Democrata, jornal do Partido Comunista cearense que fechou as portas em 1947, quando a legenda foi extinta para efeitos legais. Não se abateu. Foi para o Rio de Janeiro, onde conseguiu emprego na revista O Cruzeiro, o veículo de circulação nacional mais célebre e influente daquela época, onde se tornaria repórter e fotojornalista.

Navegar é preciso, por Pablo Spinelli*

À memória de Luiz Carlos Barreto (1928-2026)

É de Emily Wilson¹ a observação de que a Odisseia não é apenas a história de um retorno. É a história de quem se tornou outro pelo caminho. Só se pode voltar para casa depois de deixar de ser quem partiu. Essa tensão atravessa os séculos e chega agora às telas por Christopher Nolan, cineasta que desde Amnésia já nos ensinava que a memória jamais é linear. Não é acaso que um diretor obcecado pelo tempo tenha escolhido o poema fundador do regresso ocidental.

Essa mesma dialética entre presença e ausência nos leva a outro clássico incontornável: O Desprezo, de Jean-Luc Godard. No filme dentro do filme que Godard constrói, a Odisseia é discutida por um diretor decadente (interpretado por Fritz Lang, interpretando a si mesmo) que propõe uma leitura radicalmente diferente da tradição: e se Ulisses não quisesse voltar para casa? E se a longa demora não fosse obstáculo, mas evitação deliberada — o herói que prolonga a viagem porque, no fundo, teme reencontrar Penélope e a vida que deixou?

Antônio Fausto, profissão humanista, por Ivan Alves Filho*

Prefácio para o livro Memórias da imprensa sindical e democrática, de autoria de Antônio Fausto do Nascimento, editado pela Aquarius Produções Culturais, São João del-Rei, 2026.  

Este livro de Antônio Fausto do Nascimento tem um mérito inquestionável. Qual seja, o de debater o mundo do trabalho, em suas múltiplas dimensões. Do campo jurídico às inovações técnicas e destas aos seus desdobramentos políticos, sindicais e institucionais, nada parece ter escapado ao olhar do autor. E isso em um período de profundas modificações na base material das sociedades, o que torna a sua leitura obrigatória. Até porque, no Brasil de hoje, são poucos estudiosos voltados para o exame da realidade do trabalho, de suas lutas e transformações.

Com efeito, se antes ocorreu uma transferência da capacidade muscular dos homens para as máquinas - e aqui nos confrontamos com a primeira Revolução Industrial, na Inglaterra do último quartel do século XVIII -, hoje uma parte da nossa capacidade de raciocínio, se podemos dizer assim, se transfere para elas - e aqui nos defrontamos com a revolução da robótica, do algoritmo, da automação. São, nitidamente, tempos de transição  - e tempos cruciais, sem dúvida.   

Formado nos embates trabalhistas, profundo conhecedor da nossa realidade sindical e política, Antônio Fausto foi secretário de Estado no mítico governo de Miguel Arraes, interrompido pela intervenção militar de abril de 1964. Conheci e mesmo convivi com algumas pessoas que atuaram em Pernambuco por aquela época - e poderia citar os nomes de Gregório Bezerra, Roberto Freire, Gilvan Melo, Graziela Melo, Socorro Ferraz, Abelardo da Hora, por exemplo - e todas elas revelavam ou revelam imenso respeito pela trajetória de Antônio Fausto e pelo período governamental de Miguel Arraes.