Pluralismo é crítico para as universidades
Por O Globo
Professores reagem à intolerância e ao
radicalismo com manifesto em defesa da liberdade acadêmica
Universidades deveriam ser espaços abertos ao
pensamento livre, ao debate de ideias, à convivência entre diferentes visões
políticas, ideológicas, religiosas ou de comportamento. Infelizmente, não é o
que se tem visto no Brasil. Em vez de abrirem as portas a divergências e
discussões produtivas, as instituições de ensino superior — em especial as
públicas — têm se fechado como redutos de radicalismo, intolerância, censura e
pensamento único. Por isso foi um sopro de sensatez o manifesto divulgado por
um grupo de docentes e pesquisadores de diferentes partes do país em defesa do
pluralismo e da liberdade acadêmica.
Manifestações e críticas são frequentes no ambiente universitário. Devem ser não apenas toleradas, mas encorajadas, desde que transcorram em clima pacífico e respeitoso. Não é o caso dos sucessivos episódios de cancelamento de eventos, abaixo-assinado contra professores e pesquisadores, boicote a aulas, campanhas sórdidas em redes sociais, intimidação a palestrantes e até agressão física. Está em xeque a própria essência da universidade: acolher todas as correntes de pensamento.



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