Valor Econômico
Última campanha eleitoral do presidente
começará na Vila Euclides, no lugar onde iniciou sua trajetória política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
enfrenta uma contradição. Prestes a completar 81 anos em 27 de outubro, dois
dias após o segundo turno das eleições, ele já tem a retórica contra o
etarismo: “Tenho compromisso com Deus para viver até 120 anos de idade”, tem
reiterado. Mas o desafio vai além: implica pregar o futuro e vender esperança
aos brasileiros após quatro décadas de vida pública, três mandatos
presidenciais e alta rejeição.
A mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (14), mostrou que 50% dos entrevistados conhecem e não votariam em Lula. Este dado atesta o cansaço de metade do eleitorado com o líder petista. Porém, mesmo diante desse obstáculo, o presidente decidiu caminhar rumo ao quarto mandato embalado de passado. Eis o paradoxo.









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