quinta-feira, 30 de julho de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Trégua nos preços, riscos à frente

Por Folha de S. Paulo

Prévia da inflação surpreende positivamente e melhora perspectivas para reduzir a taxa Selic

Convergência à meta ainda enfrente muitos obstáculos, sobretudo os relacionados ao desequilíbrio fiscal produzido pelo governo Lula

inflação enfim começa a dar sinais mais consistentes de arrefecimento. O IPCA-15 de julho, prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE, surpreendeu positivamente ao subir apenas 0,06%, a menor variação para o mês em três anos, puxado sobretudo pela queda dos preços dos alimentos.

O alívio se espalha por diferentes componentes do índice, levou consultorias a reduzir suas projeções para o IPCA deste ano e reforça a expectativa de que o Banco Central volte a cortar a taxa de juros na reunião da próxima semana, hoje em 14,25% ao ano.

Nunes desmonta patrimônio cultural de São Paulo, por Thiago Amparo

Folha de S. Paulo

Demolição do Cruz da Esperança, tradicional espaço de cultura preta, é desrespeito à capital paulista

Revela uma visão de cidade: a do cercadinho, de um lado, e a do espaço público para todos, de outro

Realizada nesta quarta-feira (29), a demolição do Espaço Cruz da Esperança, no bairro da Casa Verde, na zona norte da capital paulista, é um dos últimos exemplos de desrespeito da Prefeitura de São Paulo com o patrimônio cultural da cidade. Fundado em 1958, o Espaço Cruz era um dos principais locais de cultura preta na metrópole, com rodas de samba, capoeira, futebol e práticas religiosas. Ao longo do dia, chegaram à imprensa denúncias de desrespeito ao patrimônio religioso, como demolição sem respeitar rituais de locais sagrados de terreiro.

Flávio repetirá Trump e Milei sobre a OMS? Por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Candidato irá se comprometer publicamente a manter o Brasil na organização ou a saída do órgão faz parte dos seus planos de governo?

Desfiliação tornou-se uma bandeira da direita nas Américas, implementada pelo por Trump e seu colega argentino

A desfiliação da OMS (Organização Mundial da Saúde) tornou-se uma bandeira da direita nas Américas, implementada pelo presidente Donald Trump e o seu colega argentino Javier Milei.

A saída do Brasil também chegou a ser cogitada por Jair Bolsonaro em 2020. No auge da pandemia da Covid-19, Bolsonaro disse que poderia deixar de integrar a organização se ela não abandonasse o que chamou de viés ideológico.

Um banana no Planalto, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Flávio B. em campanha se reduz a um coadjuvante choramingas de quem estiver ao seu lado

Se é pífio como candidato, imagine como presidente; mas, e se for isso que a Faria Lima quer?

O sujeito não para em pé, suspira a Faria Lima. Na pífia cerimônia do lançamento de sua candidatura à Presidência na semana passada, em São Paulo, Flávio Bolsonaro deu mais um motivo para os agros, financistas e empresários suspeitarem que (por falar em cavalo) estão apostando no cavalo errado. Flávio B. reduziu-se a coadjuvante de seu convidado, o bufão Javier Milei, e de um telão estrelado por uma piedosa IA de seu pai e por sua madrasta, a gélida Michele. É o papel historicamente reservado ao 01 –sempre próximo de zero.

Brasil e Argentina para além de Milei, por Maria Hermínia Tavares

Folha de S. Paulo

Apoio aos Bolsonaros rompe padrão de relacionamento estabelecido quando os dois países se democratizaram

Faltou às duas nações vontade de criar estruturas supranacionais resistentes

Nada como a extrema direita para degradar a política em espetáculo de grosseria e vulgaridade! Foi o que se viu do presidente argentino Javier Milei, na convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Em seu prolixo discurso, entrecortado por palavrões, o mandatário do país vizinho ofendeu o presidente Lula e um ministro do Supremo. Terminou sua participação cantando, em tom alucinado, um rock que dizia: "Eu sou o leão, rei de um mundo perdido", "sou o rei e te destroçarei". Na verdade, o autoproclamado manda-chuva das selvas veio ao Brasil como arauto da "onda azul", tratando de adular Donald Trump, que se empenha em transformar a América Latina em território dominado por aliados ultradireitistas.