quinta-feira, 30 de julho de 2026

Um banana no Planalto, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Flávio B. em campanha se reduz a um coadjuvante choramingas de quem estiver ao seu lado

Se é pífio como candidato, imagine como presidente; mas, e se for isso que a Faria Lima quer?

O sujeito não para em pé, suspira a Faria Lima. Na pífia cerimônia do lançamento de sua candidatura à Presidência na semana passada, em São Paulo, Flávio Bolsonaro deu mais um motivo para os agros, financistas e empresários suspeitarem que (por falar em cavalo) estão apostando no cavalo errado. Flávio B. reduziu-se a coadjuvante de seu convidado, o bufão Javier Milei, e de um telão estrelado por uma piedosa IA de seu pai e por sua madrasta, a gélida Michele. É o papel historicamente reservado ao 01 –sempre próximo de zero.

Brasil e Argentina para além de Milei, por Maria Hermínia Tavares

Folha de S. Paulo

Apoio aos Bolsonaros rompe padrão de relacionamento estabelecido quando os dois países se democratizaram

Faltou às duas nações vontade de criar estruturas supranacionais resistentes

Nada como a extrema direita para degradar a política em espetáculo de grosseria e vulgaridade! Foi o que se viu do presidente argentino Javier Milei, na convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Em seu prolixo discurso, entrecortado por palavrões, o mandatário do país vizinho ofendeu o presidente Lula e um ministro do Supremo. Terminou sua participação cantando, em tom alucinado, um rock que dizia: "Eu sou o leão, rei de um mundo perdido", "sou o rei e te destroçarei". Na verdade, o autoproclamado manda-chuva das selvas veio ao Brasil como arauto da "onda azul", tratando de adular Donald Trump, que se empenha em transformar a América Latina em território dominado por aliados ultradireitistas.

Poesia | O Elefante, de Carlos Drummond de Andrade, por Paulo Autran

 

Música | Luiza Lara - A Violeira (Tom Jobim/Chico Buarque)