O Globo
Aprovação no Senado passará à opinião pública
a imagem de um governo que ainda mantém controle de sua articulação política
Lula enfrenta nesta quarta-feira um dos testes
mais importantes de seu terceiro mandato. Uma derrota no Senado na votação da
indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) o fragilizaria
de maneira até aqui inédita perante o Congresso e um eleitorado já bastante
ressabiado. Para o petista, hoje é vencer ou vencer.
As contas pré-sabatina e votação no plenário
mostram que será “com emoção”, mas a maioria dos prognósticos aponta uma
vitória por pequena margem do ex-advogado-geral da União, cuja indicação foi
feita no ano passado, segurada, confirmada neste ano e contrariou frontalmente
o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A votação acontece num momento de extrema tensão entre STF e Senado, com ecos na pré-campanha eleitoral e endosso de parcela crescente da sociedade, medida por pesquisas. Messias dificilmente escapará de uma inquirição dura, que refletirá esse cenário. Seu desafio será responder de forma a não se queimar com os dez ministros da Corte nem contrariar seus “eleitores” em potencial na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário — lembrando que as duas rodadas de votação são secretas, para aumentar o suspense.






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