O Globo
Eis o resumo da coisa: as bondades eleitorais
são dirigidas a beneficiários específicos; os custos recaem sobre todos
Não se trata apenas de roubalheira. O
dinheiro público vem sendo utilizado legalmente em benefício de candidatos às
próximas eleições. O movimento mais recente nessa direção teve senadores e
deputados como protagonistas. Foram aprovadas leis que relaxam os controles
aplicados no uso dos fundos eleitoral e partidário — formados, é bom que se
registre, com dinheiro dos contribuintes.
Candidatos e dirigentes partidários também querem mais recursos para praticar bondades eleitorais. De que são eleitorais, não há dúvida. Bondades? Aí depende. Para cidadãos, setores ou empresas beneficiados, certamente. Para o conjunto do país, poderiam ser chamadas de maldades.







