terça-feira, 26 de maio de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Encíclica de Leão XIV sobre IA reflete realismo e sensatez

Por O Globo

Papa reconhece valor da nova tecnologia, mas aponta os riscos intrínsecos a seu avanço

Leão XIV não é o primeiro papa a se preocupar com as transformações trazidas pela tecnologia à sociedade. A inspiração explícita de Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), sua primeira encíclica publicada ontem, é Rerum Novarum (Sobre as coisas novas), em que Leão XIII — inspirador também do nome adotado pelo americano Robert Francis Prevost — discorria sobre o impacto das “coisas novas” oriundas da Revolução Industrial e, ao mesmo tempo que reconhecia o valor do avanço científico, rogava pela proteção daqueles cujo trabalho ou vida fossem afetados pelas transformações. É também esse o tom de Leão XIV na encíclica que dedicou à maior revolução tecnológica em curso: o advento da inteligência artificial (IA).

Lei da Ficha Limpa está de novo nas mãos do STF, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Julgamento em curso no tribunal trata não da flexibilização, mas da anulação da essência da lei

Mudanças feitas pelo Congresso em 2025 facilitam infiltração do crime organizado na política

Há uma ação em processo de votação do plenário virtual que pode contribuir para o Supremo Tribunal Federal (STF) dar um trato na imagem e suavizar a maneira negativa como tem sido visto pela população.

O julgamento em curso não cuida da flexibilização, como se costuma dizer. Refere-se antes à anulação do fundamento que regeu a aprovação da Lei da Ficha Limpa, há 16 anos, que era o de expurgar dos pleitos autores de ilegalidades por longo tempo.

Derretimento de Flávio fragmenta o voto religioso e ajuda Lula, por Juliano Spyer

Folha de S. Paulo

Sem herdeiro da direita bolsonarista, igrejas perdem influência na eleição presidencial

Por falta de tempo, pastores e líderes buscarão seus interesses imediatos

O derretimento de Flávio Bolsonaro abriu uma oportunidade para seus adversários. Evangélicos representam um terço do eleitorado e, nos dois últimos pleitos, votaram consistentemente em Bolsonaro. Agora estão órfãos de candidato.

É equivocado falar em "evangélicos" genericamente —há muitas tensões e diferenças entre igrejas. Esse é parte do nó que Jair Bolsonaro desatou. Ele conseguiu ter apoiadores em todas as igrejas, de presbiterianos a assembleianos. O que mais ele fez?

Campanha da fraternidade, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Primeiras avaliações mostram que Flávio Bolsonaro sai ferido de revelação de envolvimento com irmão Vorcaro

Escândalo, porém, não criou situação que o obriga a abandonar imediatamente a candidatura presidencial

Às vezes, invejo profissões alheias. Nos próximos meses, marqueteiros não ligados a Flávio Bolsonaro vão se divertir bolando alusões ao relacionamento fraterno entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Você vai mesmo votar no irmão do Vorcaro?" é a minha sugestão para os dias finais da propaganda na TV. Será a campanha da fraternidade.

Além de Vorcaro, filho 01 teme mais escândalos no Rio, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Candidatura bolsonarista dá como certa a prisão de Cláudio Castro

Polícia Federal apura infiltração de múltiplos grupos criminosos no estado

Com as provas obtidas pela Operação Unha e Carne, a Polícia Federal não tem dúvida: Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro —atualmente preso por ter obstruído a Justiça e vazado informações para o Comando Vermelho—, exerceu papel central na estrutura de poder do estado, com mais influência do que o ex-governador Cláudio Castro, a quem pretendia suceder para dar continuidade ao esquema de corrupção.

O Brasil entre o fascismo e a liberdade, por Ivan Alves Filho*

A presença fascista é uma questão concreta na vida republicana brasileira. De um lado, ela toma por base toda uma tradição autoritária desenvolvida no país desde os tempos da escravidão. Tivemos um governo imperial que se prolongou por quase cinquenta anos. E, depois, apresentamos uma prática republicana nem tão republicana assim. E isso desde os seus primórdios. Basta citar a repressão aos revoltosos de Canudos, na última década do século XIX, e também aos comunistas, logo que estes se organizaram em partido político