quarta-feira, 22 de julho de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Super El Niño será teste para queda de queimadas

Por O Globo

Área devastada pelo fogo caiu a menos da metade em 2025, mas previsão de seca severa no Norte é novo desafio

São auspiciosos os resultados de estudo do MapBiomas mostrando que a área queimada no Brasil no ano passado foi de 12,7 milhões de hectares, valor correspondente a menos da metade do registrado em 2024 e 31% inferior à média histórica. Os números foram influenciados pela Amazônia, cuja extensão devastada pelo fogo despencou de 15,8 milhões de hectares em 2024 para 3,1 milhões em 2025, o menor patamar observado desde 1985, quando foi iniciada a medição. Por mais alentadores que sejam, os dados não dão motivo para relaxamento, pois a expectativa de um super El Niño neste ano deve servir de alerta.

Flávio Bolsonaro não consegue unir a direita, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

PL tem dificuldades para atrair outros partidos para uma aliança formal

Se não trouxer nem o Republicanos, Flávio terá menos tempo de TV que Lula

Finda a Copa começam as eleições. A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta problemas. Um forte indício disso é o tempo de TV. A menos que o PL consiga trazer o Republicanos para uma aliança, o Bolsonaro pequeno terá menos espaço no rádio e na TV do que Lula. Ele ficará com 4 minutos e 20 segundos por bloco de propaganda contra 5 minutos e 32 segundos do petista. Se Lula não foi capaz de forjar uma aliança que vá além da esquerda, Flávio não conseguiu nem unir a direita, que é majoritária no Congresso.

Lula e Flávio têm fragilidades expostas na campanha, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Principais oponentes acumulam cada qual uma lista de obstáculos a serem vencidos até a eleição

Indefinições de chapas se resolvem; mais difícil é a superação das debilidades de cada candidato

As indefinições na formação de chapas na abertura do período das convenções partidárias tiveram destaque no noticiário, mas não são elas os problemas reais das candidaturas.

As questões de fato complicadas são as fragilidades que assolam as campanhas, cada qual à sua maneira. Embora gigantesco, o desafio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) é só um: crescer para chegar ao segundo turno. Já os dois que, em tese, lá estão por indicação das pesquisas, têm muitos obstáculos pela frente. As rejeições atingem ambos, mas os de Luiz Inácio da Silva (PT) são menores que os do oponente Flávio Bolsonaro (PL) —ainda assim, contudo, difíceis de serem transpostos.

A mágica da semana de 5 dias, por Deirdre Nansen McCloskey

Folha de S. Paulo

Congresso poderia aprovar lei determinando que o valor do número matemático pi fosse arredondado para 3,00000

Os gênios na Câmara devem ter percebido que, com um sexto a menos de trabalho, o patrão "malvado" simplesmente cortaria o salário mensal para compensar

Seria maravilhoso se uma lei pudesse nos tornar ricos ou felizes. Eu adoraria que isso fosse verdade. Pense. O Congresso poderia aprovar uma lei determinando que os brasileiros sejam felizes. É claro que funcionaria —brilhantemente. Os brasileiros andariam por aí sorrindo o tempo todo. Ou o Congresso poderia aprovar uma lei estabelecendo que nenhum brasileiro roube de outro. Ah, espere: ele já aprovou uma lei assim. Também deve estar funcionando, certo? Ninguém no Brasil —especialmente os membros do próprio Congresso— jamais rouba de ninguém.