sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Candidatos preparam estelionato eleitoral, por Raquel Landim

O Estado de S. Paulo

Seja qual for o resultado das eleições de domingo, o País se prepara para um estelionato eleitoral ou para uma crise econômica em 2027. Não é catastrofismo. Nem o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, nem o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, apresentaram até agora propostas concretas para lidar com a economia.

Flávio negou todos os ajustes necessários para reduzir a dívida pública: desindexação do salário mínimo, mudança nos pisos de saúde e educação, reforma da Previdência, entre outras medidas. Chegou até a se comprometer com a escala 6x1, que, num primeiro momento, vai afetar a produtividade da economia.

Brasil e o ‘efeito Orloff’, por Luiz Fernando de Paula*

O Estado de S. Paulo

No debate sobre política econômica, mais importante do que procurar modelos a serem copiados é compreender as especificidades de cada economia

O“efeito Orloff” é uma expressão usada no Brasil para sugerir que a experiência econômica de um país – especialmente a Argentina – poderia antecipar o que aconteceria depois por aqui. A origem está na antiga propaganda da vodca Orloff, cujo slogan era: “Eu sou você amanhã”.

É frequente, no debate econômico brasileiro, que algum analista critique a política econômica do governo e vaticine: “O Brasil vai se tornar uma Argentina!”. Essa comparação, porém, ignora diferenças estruturais importantes entre as duas economias.

Embora Brasil e Argentina tenham enfrentado profundas crises nos anos 1980, em grande medida associadas à crise da dívida externa, suas trajetórias macroeconômicas foram bastante distintas.

Mundo capitulará diante do neofascismo? Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Protestos na França beneficiam partido de Marine Le Pen

Centro político tem perdido espaço para legendas radicais

A onda de protestos na França tem dois beneficiários eleitorais: o ultradireitista Reunião Nacional, de Marine Le Pen e Jordan Bardella, e, em menor escala, o França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical. O grande perdedor é o centro político do qual Emmanuel Macron era o grande representante. As eleições presidenciais francesas ocorrem em abril e maio próximos.

Não é só na França que o centro passa por apuros. Na vizinha Alemanha, o extremista Alternative für Deutschland (AfD) vem obtendo formidáveis ganhos eleitorais em cima principalmente da democracia cristã, enquanto Die Linke, uma esquerda mais vocal, vem tirando cadeiras dos social-democratas e dos verdes. Em diferentes graus, o fenômeno se repete em vários outros países europeus e fora da Europa.

'Trump, bombardeie o Brasil', por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Os bolsonaristas sugeriram isso a Trump em São Paulo, mas ele nunca aceitará a ideia

Precisa dos nossos minerais críticos, que Flávio Bolsonaro já lhe garantiu se for eleito

No ato bolsonarista em São Paulo, no domingo (18), um objeto inflável em forma de míssil, de 3 metros de altura, desfilou pela avenida Paulista. Nele lia-se: "Trump nuke Brazil". "To nuke" é um verbo em inglês, significando destruir algo usando uma bomba nuclear. Era o que os bolsonaristas pediam a Donald Trump, que jogasse uma bomba no Brasil —claro que no Brasil "de Lula". Os americanos são craques em matar a distância, mirando alvos isolados com drones de alta precisão. Mas como conseguir isso com uma bomba feita para varrer milhões de uma sentada?

Choque de realidade leva Lula 3 a reconquistar alguns pobres e jovens, por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Petismo-lulismo ficou alheio à política e a temas populares por quase quatro anos

Avaliação do governo, ainda negativa, é a melhor desde dezembro de 2024

Desde dezembro de 2024, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tinha avaliação tão boa quanto na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (22). Para ser mais preciso, o saldo negativo da avaliação de Lula 3 foi o menor nesses quase dois anos. A diferença entre quem dá ao governo nota "ruim ou péssimo" e "ótimo e bom" baixou a 3 pontos negativos, ainda um tico pior que a de Jair Bolsonaro a esta altura da campanha de 2022 (tinha saldo negativo de 1 ponto).

E daí? A eleição não está praticamente empatada, a julgar pelo que dizem agora os eleitores ao Datafolha? Não seria o mais importante? Talvez não.

A extrema direita não ajuda o empreendedor, por Pedro Erber*

Folha de S. Paulo

Corrente se limita a afastar o Estado; depois do 'eu te entendo, deixa comigo', quem 'vive por conta' fica sozinho

Cabe a quem empreende cobrar; à esquerda, ter a coragem de rever suas categorias

Virou lugar-comum dizer que a esquerda não leva a sério quem empreende. "CEO de MEI" já é piada antiga na internet de esquerda. É a ideia de que essas pessoas se enganam sobre a própria condição e, se entendessem melhor, se reconheceriam como trabalhadores precários.

A liberdade que o mercado promete não é só um véu ilusório a encobrir a realidade da exploração do trabalho. Ela organiza a vida de milhões de pessoas, muitas das quais optaram livremente por trocar a carteira assinada pela independência do empreendedorismo. Tratar essa aspiração como simples engano é perder esse eleitor antes de começar a conversa.

Entrevista | Eleição de Flávio seria um risco econômico a curto e longo prazo, diz Nobel de Economia, por Bárbara Blum

Folha de S. Paulo

Joseph Stiglitz afirma que ameaças às instituições do candidato do PL devem ser levadas a sério

Ex-economista-chefe do Banco Mundial diz que Lula fez bem para o mercado, mas que petista precisa reduzir taxa de juros

Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno das eleições brasileiras, o mercado acordou em polvorosa. O dólar caiu para R$ 5. A Bolsa atingiu uma alta histórica de 206 mil pontos. Era a reação ao 1,87 ponto percentual de vantagem marcados por Flávio Bolsonaro (PL), cuja campanha sinaliza um eventual ajuste fiscal e um maior controle das contas públicas.

Mas, para Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2001, a alegria é prematura.

Para o economista, uma vitória de Flávio apresentaria sérios riscos para a economia brasileira. Antes do primeiro turno, Stiglitz havia assinado, junto de figuras como Thomas Piketty, Chico Buarque, Raí e outros intelectuais, um texto de opinião no jornal francês Le Monde que afirma que o candidato do PL é uma ameaça à democracia.

Datafolha: PT fala em onda pró-Lula, e aliados de Flávio citam força da direita na véspera de eleições

Por Augusto Tenório , Caio Spechoto , Carolina Linhares, Catia Seabra, Mariana Brasil e Thaísa Oliveira \ Folha de S. Paulo

Pesquisa mostrou empate de 50% a 50% em intenções de votos válidos a três dias da eleição

Debate da Globo ganha relevância com disputa acirrada, afirmam integrantes d

Após a divulgação da pesquisa Datafolha que mostrou empate na eleição presidencial a três dias do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ressaltou a resistência dele aos ataques do rival, e a de Lula (PT) destacou dados sobre avaliação de governo e rejeição.

A pesquisa mostrou o senador e o presidente com 50% dos votos válidos, que excluem brancos e nulos e são a forma como a Justiça Eleitoral divulga o resultado final.

Nos votos totais, Flávio marca 47% ante 46% de Lula. Dizem que vão votar branco ou nulo 5% e os indecisos somam 2%.

A margem de erro do levantamento, feito de terça-feira (20) a quinta (22), é de dois pontos para mais ou para menos.

A avaliação do governo, celebrada pelos petistas, oscilou dentro da margem de erro. O índice dos que aprovam a gestão passou de 48% para 49%, e o dos que desaprovam foi de 50% para 48%.

Datafolha: Flávio Bolsonaro e Lula empatam com 50% dos votos válidos cada um, por Igor Gielow

Folha de S. Paulo

Na semana passada, igualdade na margem de erro ocorria com senador marcando 51% e presidente, 49%

Na votação total, nome do PL tem 47% e petista, 46%; votam branco ou nulo 5% e indecisos somam 2%

Pesquisa do Datafolha aponta que Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão empatados na disputa pela Presidência, que será decidida no segundo turno a ser realizado no domingo (25). Tanto o senador quanto o presidente têm 50% dos votos válidos.

A margem de erro do levantamento, feito de terça-feira (20) a quinta (22), é de dois pontos para mais ou para menos. Votos válidos excluem brancos e nulos e são a forma com que a Justiça Eleitoral divulga o resultado final.

Nesse critério, Flávio e Lula deixaram o mais acirrado primeiro turno desde a redemocratização com 47,03% e 45,16%, respectivamente. Na primeira semana da campanha do tira-teima, o placar aferido pelo Datafolha estava em 52% a 48% para o senador e, na rodada passada, 51% a 49%.