Debate eleitoral deve ir além dos nomes na urna
Por O Globo
É essencial tratar de questões estruturais,
como emendas ou representação na Câmara
As eleições de outubro caminham mais uma vez
para um quadro marcado pela polarização. A escolha do próximo presidente será
novamente ditada pela preferência por este ou aquele nome, no máximo esta ou
aquela linha ideológica. Ao mesmo tempo, por mais que lideranças sejam
fundamentais, ninguém terá, sozinho, o condão de resolver as mazelas crônicas
que afligem o Brasil.
Do caso Collor ao Banco Master, parece não ter fim a sucessão de escândalos políticos. Tal persistência reflete problemas estruturais. São pífios os incentivos para enfrentar questões relevantes como educação, saúde ou segurança. Em vez disso, a classe política parece preocupada exclusivamente em manter o poder e desfrutá-lo em benefício próprio. Nas palavras do colunista do GLOBO e ex-ministro Pedro Parente, o Brasil “tem um sistema doente”.



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