quinta-feira, 2 de julho de 2026

A soberania nacional se decide na Amazônia, por Maria Hermínia*

Folha de S. Paulo

Região transformou-se em crise de segurança e de governança

Crime organizado transnacional é grande ameaça

O presidente Lula prometeu incluir a questão da defesa nacional em seu programa de governo. O compromisso público ocorreu na sexta-feira (26), no batismo de uma fragata que faz parte do principal projeto de renovação do poder naval brasileiro. Segundo Lula, a nova embarcação, mais do que um navio, exprime "um país que vai assumir, de fato e de direito, o direito de ser soberano".

Se ele se reeleger e se a defesa da soberania nacional for mais do que uma oportuna proposta de campanha para enfrentar o bolsonarismo, a centro-esquerda terá um encontro marcado com a amazônia.

O céu é o limite para os americanos, por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Primeiras sanções contra brasileiros e três empresas sediadas em São Paulo suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC indicam que vem mais pressão por aí

É fácil prever que esse primeiro movimento dos americanos é só o começo, e tudo indica que vai acabar chegando indiretamente nos envolvidos no escândalo do Master

O governo Donald Trump não perdeu tempo. Um mês depois de os Estados Unidos decidirem classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, os americanos anunciaram as primeiras sanções contra brasileiros e três empresas sediadas em São Paulo suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para a facção paulista.

A aplicação das sanções nesta quarta-feira (1º) indicou não só que o governo dos EUA tem acesso a informações detalhadas do esquema das empresas envolvidas para ocultar a origem dos recursos ilícitos e escapar da fiscalização, como sinalizou também que eles podem estar sendo abastecidos de informações repassadas diretamente por brasileiros envolvidos nas investigações.

O pastor que escondia dinheiro no armário e os escândalos na gaveta do bolsonarismo, por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

PF investiga deputado federal Sóstenes Cavalcante, que segue líder dos bolsonaristas

Excesso de barracos na direita talvez abafe o caso do dinheirão vivo sem origem justificada

Jaques Wagner (PT-BA) foi saído da liderança do governo no Senado por suspeitas de fazer negócio com gente vorcarenta. Levou uns dias até cair. Talvez pelo odor de santidade, digamos, o pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do seu partido na Câmara, resiste faz meses, desde que a Polícia Federal achou um saco de dinheiro no flat brasiliense desse deputado federal, em dezembro do ano passado.

Sóstenes disse que a dinheirama viria da venda de um imóvel em Ituiutaba (MG). Eram R$ 467,8 mil em notas de cem, juntadas em um saco plástico achado em um guarda-roupa. Não caberia tudo em roupas de baixo, decerto. A polícia e parte do Supremo suspeitam que o dinheiro seria resultado de desvios de verba parlamentar.

O silêncio de araque, por William Waack

O Estado de S. Paulo

O tempo está ficando curto para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro

Na fotografia do momento não há boas notícias para a candidatura de Flávio Bolsonaro, a não ser que se considere boa notícia o fato de não ter aumentado ainda mais sua desvantagem em relação a Lula. O que os números mais recentes das pesquisas parecem demonstrar é que o “piso” da candidatura está virando “teto”.

Já era preocupante a convergência de pesquisas indicando que outros nomes de oposição fariam tão bonito (ou tão feio, como se quiser) como Flávio caso alcançassem um segundo turno. Muito pior é constatar, segundo a AtlasIntel, que outros nomes no lugar de Lula na cédula (Haddad ou Alckmin) levariam vantagem sobre o ungido por Jair Bolsonaro.

Urnas vão julgar políticos antes do STF, por Carolina Brígido

O Estado de S. Paulo

Eleitores, e não a nata do Judiciário, vão decidir primeiro quem do caso Master deve ser punido

As urnas vão definir, antes do Supremo Tribunal Federal (STF), quem são os culpados e os inocentes no escândalo do Banco Master. A Polícia Federal poderá concluir a investigação sobre o esquema de Daniel Vorcaro antes de outubro. O ritmo das apurações será mais ágil após a rejeição de duas propostas de delação premiada do ex-banqueiro, com expectativa de acontecer o mesmo com a terceira tentativa.

Ainda assim, não haverá tempo hábil para a Corte encerrar o processo judicial até lá. Finalizada a parte da PF, caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar ou não denúncias ao Supremo contra os eventuais indiciados. Nos bastidores, a expectativa é de que Paulo Gonet não tenha pressa para fazer isso, especialmente no meio do processo eleitoral.

A súmula vinculante da responsabilidade fiscal, por Felipe Salto*

O Estado de S. Paulo

A súmula da responsabilidade fiscal vai silenciar Ulisses ou, ao menos, reforçar os nós das cordas do zelo pelo dinheiro público

Nas democracias consolidadas, as mudanças são quase sempre incrementais. As propostas precisam amadurecer para a construção de consensos, dos quais surgem as inovações legais e constitucionais. A atuação do Estado melhora e, no limite, a coletividade se beneficia. No caso da responsabilidade fiscal, não é diferente.

A Proposta de Súmula Vinculante n.º 150, de autoria do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “visa a consolidar o entendimento do tribunal sobre projetos de lei que criem despesas obrigatórias ou envolvam renúncia de receita”, conforme o site do STF. Se aprovada por dois terços dos seus membros, o País conseguirá aprimorar fortemente o modus operandi dos poderes públicos.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Justiça tem de deter roubo de conteúdo por robôs de IA

Por O Globo

Quase 400 jornais americanos abrem processo contra OpenAI por violação de direitos autorais

Editoras de quase 400 jornais e sites em 33 estados americanos abriram processo contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, e sua parceira Microsoft pelo uso, sem autorização, de conteúdo protegido por direito autoral no desenvolvimento de seus modelos de inteligência artificial (IA). Na ação, as editoras afirmam que o empreendimento altamente lucrativo da IA cometeu “violação desenfreada” de direitos autorais. “A Microsoft e a OpenAI criaram e distribuíram reproduções das obras” ao usar tais conteúdos “para treinar seus grandes modelos de linguagem” e ao implantar produtos novos. O processo pede uma compensação financeira proporcional ao tamanho do roubo e solicita que a decisão seja tomada por um júri.