domingo, 8 de fevereiro de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Trump é cabo eleitoral inesperado de Lula, até agora

Por Folha de S. Paulo

Petista ganhou força política com tarifaço e se beneficia na economia com a queda do dólar

Capitais que deixam os EUA alimentam recordes na Bolsa de Valores, mas trunfo é inseguro porque se trata de dinheiro especulativo

Boa parte do sucesso dos dois primeiros governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se deveu a uma conjuntura internacional excepcionalmente favorável para os países exportadores de produtos primários agrícolas e minerais.

Impulsionado pela demanda da China, o boom de commodities catapultou o crescimento de economias emergentes e, no caso brasileiro, levou a um aumento da arrecadação de impostos que equilibrou as contas públicas.

O escuro é claro. Por Dorrit Harazim

O Globo

Com o Washington Post morrendo, a democracia americana e o jornalismo que a sustenta encolhem um pouco mais

Adotado pelo Washington Post em fevereiro de 2017 como mote oficial, o dístico “Democracy Dies in Darkness” (a democracia morre na escuridão) soa lindo e continua a ornar as capas das edições digitais e impressas do jornal. A frase fora cunhada ainda nos anos 1960 pelo juiz negro Damon Keith, defensor dos direitos civis, e popularizada já neste milênio pelo veterano Bob Woodward a propósito da obsessão de sigilo (“escuridão”) por parte de governantes. Era a primeira vez em 140 anos de existência que o venerável matutino da capital dos Estados Unidos adotava um lema oficial. A mensagem também era clara: um jornalismo que fiscaliza o poder, cobra responsabilidades de autoridades e instituições e promove transparência pública é essencial para a prevenção de malfeitos subterrâneos dos donos do poder — sobretudo, para a preservação da democracia.

Angústias da direita. Por Merval Pereira

O Globo

A combinação era que o candidato desse consórcio partidário seria Tarcisio de Freitas, mas a escolha de Flavio inviabilizou o plano de união já no primeiro turno

Embora as pesquisas recentes indiquem uma subida dos candidatos da direita, especialmente de Flavio Bolsonaro, que estariam em empate técnico com Lula no segundo turno, persiste a dúvida sobre a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro, muita gente achando que fica cada mais evidente que a definição em favor do filho, se for conclusiva, é um erro. O sentimento antipetista continua forte, o que embala as candidaturas de políticos ligados ao bolsonarismo. Mas a rejeição a Flavio também é grande, enquanto o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas mantém-se afastado de um índice de rejeição que inviabilize sua candidatura.

O cordão dos penduricalhos. Por Bernardo Mello Franco

O Globo

Decisão do STF atrapalha a folia da elite do funcionalismo ao cobrar fim de supersalários

Ao suspender a farra dos penduricalhos, o ministro Flávio Dino descreveu um estado de “violação massiva” da Constituição e “descumprimento generalizado” de decisões do Supremo. Referia-se a truques e manobras para furar o teto e inflar contracheques na elite do funcionalismo.

A Constituição diz que nenhum servidor pode receber mais que os ministros da Corte, cujos subsídios ultrapassam os R$ 46 mil. Para driblar a regra, órgãos dos Três Poderes criam gratificações e auxílios disfarçados de verba indenizatória.

Conduta no STF e a democracia. Por Míriam Leitão

O Globo

A manifestação de Moraes e Toffoli mostra que eles não entenderam a demanda da sociedade por mais transparência e prestação de contas

O diálogo entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na semana passada, foi um exemplo do que não dizer diante da proposta de limites ao comportamento de magistrados e juízes. Mostrou que eles não entenderam a demanda da sociedade neste momento. Para fortalecer a democracia, recentemente protegida pelo STF, o país precisa confiar em seus juízes e, principalmente, nos ministros que conduziram, na Corte, a defesa institucional. A confiança é matéria-prima básica da democracia. O país não pode viver aos sobressaltos a cada notícia sobre o comportamento de autoridades do Judiciário. A sociedade tem o direito de querer parâmetros para confiar.

Há palestras e pale$tra$. Por Elio Gaspari

O Globo

Participação de ministros em enventos sem transparência em eventos é parte mais perceptível da crise no Supremo

Liderando a bancada do Supremo Tribunal Federal (STF) que se opõe à pactuação de um código de conduta pela Corte, o ministro Alexandre de Moraes argumentou que “como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras.” Será?

Em julho de 2023, o ministro viu-se envolvido num lastimável episódio no aeroporto de Roma quando foi insultado por bolsonaristas. Na versão inicial, Moraes vinha de uma palestra na renomada Universidade de Siena. Instituição milenar, sua faculdade de Direito lustraria a biografia do magistrado, mas o repórter Eduardo Oinegue mostrou que a coisa não era bem assim.

Crise do Cidadania é o último capítulo da história do antigo Partidão. Por Luiz Carlos Azedo

Estado de Minas/ Correio Braziliense

A maioria dos militantes oriundos da mudança de PCB para PPS – ex-comunistas, socialistas e social-democratas – rejeita a incorporação do Cidadania ao Centrão 

Está no prelo o terceiro volume da trilogia Uma longa jornada até a democracia, dedicada à história do centenário Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 1922. Editada pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), a obra percorre um século de lutas, derrotas, clandestinidade, reinvenções e rupturas do chamado “Partidão”.

O primeiro volume, de autoria do jornalista Carlos Marchi, acompanha a trajetória comunista até o 6º Congresso, em 1967, realizado na mais rigorosa clandestinidade. O segundo, escrito por Eumano Silva, retrata a resistência ao regime militar, que prendeu milhares de militantes, assassinou dirigentes históricos e desmantelou 14 gráficas do Voz Operária, sem, contudo, anular o papel do PCB na articulação da frente democrática que derrotou a ditadura.

Lula apresenta o plano pela reeleição e convoca aliados para a campanha

Por Iago Mac Cord / Correio Braziliense

No aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, o presidente deu início ao discurso pela disputa do quarto mandato no Palácio do Planalto e criticou a mercantilização da política brasileira: "Apodreceu"

No encerramento das comemorações do aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), ontem, em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso para dar o pontapé inicial em sua jornada pela reeleição. Em uma fala incisiva no Trapiche Barnabé, Lula afirmou que a política brasileira "apodreceu" e está excessivamente "mercantilizada", criticando o alto custo eleitoral e o "mercado" de cabos eleitorais e candidaturas.

O evento serviu para mobilizar a militância e alinhar as diretrizes do partido, que incluem o combate ao fascismo, a defesa do legado econômico e a adoção de bandeiras como o fim da escala de trabalho 6x1 e a regulação do trabalho por aplicativo. Lula contrastou a situação atual com o início da trajetória do PT, mencionando ter saudade de quando as candidaturas eram financiadas pela venda de camisetas, enquanto hoje há "dinheiro rolando para tudo quanto é lado".

Paz por meio da força? Por Pedro S. Malan

O Estado de S. Paulo

Potências médias, como Canadá e Brasil, terão de encontrar caminhos neste mundo novo com prioridade por uma economia doméstica de maior resiliência e produtividade

A edição mais recente da revista Foreign Affairs traz um importante artigo de um brasileiro, Matias Spektor, que merece ser lido com atenção. Seu título e subtítulo falam por si: The World Will Come to Miss Western Hypocrisy: An Overtly Transactional Order Spells Trouble for Everyone. O tema é especialmente relevante para o Brasil.

Na primeira metade do século passado, três obras de ficção imperdíveis procuraram vislumbrar o futuro décadas à frente e mostraram-se premonitórias sobre o desenvolvimento tecnológico e suas consequências políticas e sociais. A peça teatral R.U.R, Rossum’s Universal Robots (1920), de Karel Capek, na qual certamente Aldous Huxley se inspirou para escrever seu Admirável Mundo Novo (1932); e 1984, de George Orwell (1949). São clássicos que guardam enorme interesse em tempos de inteligência artificial, robotização e conglomerados privados gigantes que conhecem o que compramos e compartilhamos. Além de governos que se propõem a controlar o que é postado por seus cidadãos, nos quais aplicam técnicas de reconhecimento facial antecipadas pelo Big Brother de Orwell.

Além do carnaval, a farra vem com as eleições. Por Rolf Kuntz

O Estado de S. Paulo

Mantida a tradição, a economia brasileira dificilmente poderá superar um crescimento médio anual próximo de 2%

O carnaval nem começou, a Páscoa está longe e o governo já reduziu de 2,4% para 2,3% sua projeção de crescimento econômico em 2026. A estimativa é mais otimista do que a do mercado, 1,80%, segundo o boletim Focus, mas parece modesta num início de ano com eleição presidencial. O avanço da agropecuária foi revisto de 8,3% para 9,5%, a expansão do produto industrial passou de 1,4% para 1,3% e o aumento calculado para os serviços mudou de 2,1% para 1,9%. Esse é o cenário do Ministério da Fazenda. Além disso, o desemprego foi de 5,1% em dezembro de 2025 e a média anual ficou em 5,6%, segundo as últimas estimativas oficiais. Os dois números são os menores da série iniciada em 2012, e a população empregada, 103 milhões de pessoas, foi recorde no final do ano.

O fantasma da delação de Vorcaro. Por Eliane Cantanhêde

O Estado de S. Paulo

Se abrir o bico, ele atingirá o Congresso, o STF, ministros, governadores, e... as eleições

O escândalo do Banco Master não é apenas o maior da história financeira do Brasil, mas também o fator que mais pode impactar as eleições de outubro, tanto a presidencial quanto para governadores, deputados e senadores. Se Gilberto Kassab é o grande articulador político, Daniel Vorcaro vai se tornando o maior desarticulador.

Dono do Master, com uma audácia e uma falta de pudor correspondentes ao seu QI, Vorcaro superou a primeira fase da sua estratégia, trocar a cadeia por tornozeleira, e investe na segunda e decisiva: cavar anulações ao longo do processo criminal, aliando questões técnico-jurídicas a recados e memórias políticas. Seu trunfo arrasador é... a ameaça de delação premiada.

O racismo como método. Por Lourival Sant’Anna

O Estado de S. Paulo

O método consiste em induzir o adversário a uma reação agressiva, para depois retratá-lo como violento

O vídeo retratando Michelle e Barack Obama como macacos, compartilhado e depois removido por Donald Trump em sua rede social, não é um ato impensado. É uma arma de guerra psicológica testada, validada e aprimorada. Chamado de “isca e contragolpe”, o método consiste em induzir o adversário à reação agressiva, para então retratá-lo como violento. O autor apaga aquilo que provocou a reação do oponente, deixa visível apenas essa reação, e reposiciona a si mesmo como vítima da violência do outro.

A mensagem inicial não visa convencer pelo conteúdo, mas criar um gatilho emocional. Os vestígios da causa da reação desaparecem, graças à engenharia dos algoritmos das redes sociais. Preso em bolhas cognitivas, o público-alvo, no caso a maioria branca, esquece a provocação inicial.

Lula cobra postura do PT, diz que sigla ‘não está com essa bola toda’ em Estados e cita queda em SP

Por Bianca Gomes / O Estado de S. Paulo

Em evento comemorativo do partido, presidente criticou brigas internas, cobrou autocrítica e pediu que o partido não caia na ‘vala comum’ da política

O presidente Lula (PT) aproveitou um evento comemorativo do partido para dar um “puxão de orelha” em seus próprios aliados. Diante de dirigentes, ministros e militantes, criticou a votação do PT a favor das emendas impositivas, alertou que a sigla não deve cair na “vala comum da política” e cobrou a formação de alianças nos estados, reconhecendo que, em algumas regiões, o partido não está “com essa bola toda”.

“Vocês têm a obrigação moral, a obrigação ética de não deixar esse partido ser um partido que vai para a vala comum da política desse País”, disse Lula.

Lula diz que PT precisa refletir sobre erros e que 'brigas internas' acabaram com a sigla na Grande SP

Por Ivan Martinez -Vargas / O Globo

Presidente também disse que partido tem de ser mais forte que ele

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Partido dos Trabalhadores (PT) faça "uma reflexão" sobre seus erros políticos. Em discurso à militância petista durante evento que comemora o aniversário de 46 anos da sigla, Lula afirmou que "brigas internas" acabaram com o PT na Grande São Paulo.

Lula disse que o PT precisa "ter capacidade de fazer avaliações das coisas que a gente não consegue fazer".

Monetização do jeitinho nacional. Por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Crime comum negocia com elite política e econômica; poderosos agem como bandidos comuns

Mais que desviar dinheiro, corrupção cria feudos políticos e sistema que apodrece economia

Em 2024, Ricardo Lewandowski comprou uma casa de Anajá de Oliveira Santos Yang por R$ 9,4 milhões, segundo relato de O Estado de S. Paulo, confirmado pelo próprio Lewandowski. Anajá é casada com Alan de Souza Yang. Faz década e meia, Alan, o "China", é investigado por adulteração de combustível, pelo que já foi condenado, e rolos maiores.

Não há indício de que a compra de Lewandowski tenha relação com rolos de China. Na verdade, o ex-ministro da Justiça e do STF deve ter sido vítima de golpe. Se a empresa de administração de patrimônio imobiliário de Lewandowski e família, que comprou a casa, tivesse verificado quem era o marido de Anajá, poderia ter descoberto com pesquisa corriqueira de internet que China era enrolado.

Trump quer roubar a eleição. Por Celso Rocha de Barros

Folha de S. Paulo

Há um plano, que parece óbvio, de inventar uma mutreta para reclassificar cidadãos americanos como eleitores irregulares

Entrega para autoridades federais dos registros de eleitores do Minnesota seria altamente irregular

O supremacista branco Donald Trump pretende fraudar as eleições de meio de mandato deste ano nos Estados Unidos.

Durante a invasão do Minnesota pela milícia ICE, o governo Trump ofereceu às autoridades estaduais condições para interromper a matança nas ruas. Entre elas estava a entrega, para autoridades federais, dos registros de eleitores do Minnesota.

Isso seria altamente irregular. As eleições americanas são organizadas pelos estados. Não há uma autoridade central que as organize, não há sequer o equivalente de nossa Justiça Eleitoral. Sempre foi assim, e é consistente com os princípios de um país que, afinal, se chama "Estados Unidos".

Samba-exaltação a Lula é nítida propaganda indevida. Por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

O desfile da Acadêmicos de Niterói pode não influir no resultado da eleição, mas exibe a desigualdade de armas na campanha

O presidente atropela regras sem ser impedido, mas isso não evita que seja um infrator do código de ética da vida real

Não serão os 80 minutos de desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, no domingo de Carnaval, que garantirão a Luiz Lula Inácio da Silva (PT) um quarto mandato de presidente. O filme "Lula, o Filho do Brasil", de 2009, tampouco foi o responsável pela vitória com Dilma Rousseff no ano seguinte.

Os dois episódios, no entanto, escancaram o uso de manifestações culturais na construção de mitologias políticas com fins eleitorais. É velha conhecida a ideia do PT de obter hegemonia em todas as áreas da vida nacional.

O assassinato de um pet. Por Muniz Sodré

Folha de S. Paulo

Desumanidade seria apodo controverso: não se trata de algo desumano, mas do humano confortável na lógica fascista

Guardada a distância literária, morte do cão Orelha é tão impactante quanto a morte da cadela Baleia em 'Vidas Secas'

morte barbárica do cão Orelha chocou o país. Guardada a distância literária, é tão impactante quanto a morte ficcional da cadela Baleia em "Vidas Secas". Animal é pensamento. Quer dizer, campo de conhecimento onde cada dia se experimenta a afirmação contrastiva da identidade humana. Talvez por isso a tendência ascendente de cuidar de um "pet" (cachorro, gato), hoje em dia, seja o modo mais simples de confirmar para si mesmo a humanidade que se esvai na vida social regida pelas máquinas.

Pacheco discutirá candidatura em Minas com Lula após trocar PSD por União Brasil

Por Raphael Di Cunto e Carolina Linhares / Folha de S. Paulo

Filiação deve acontecer nos próximos dias e foi intermediada por Davi Alcolumbre

Senador ainda não decidiu se aceita disputar governo, mas presidente quer convencê-lo

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome preferido de Lula (PT) para concorrer ao Governo de Minas Gerais, vai se encontrar com o presidente, possivelmente na próxima semana, para discutir a viabilidade de sua candidatura e comunicar sua filiação ao União Brasil.

Pacheco já acertou a mudança de partido, que deve acontecer nos próximos dias. A filiação foi intermediada pelo presidente do SenadoDavi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem ele é próximo, e afasta ainda mais o União Brasil do apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) —principal adversário do petista.

Lula cobra PT em festa, diz que política apodreceu e que partido não pode ir para a vala comum

Por Catia Seabra e João Pedro Pitombo / Folha de S. Paulo

Presidente convoca militância, fala em guerra política e diz que acabou o 'Lulinha paz e amor'

Lula volta a afirmar partido precisa focar na periferia e critica disputas internas

O presidente Lula fez cobranças públicas ao PT, criticou as disputas internas e buscou mobilizar a base para as eleições de outubro na celebração dos 46 anos do partido neste sábado (7) em Salvador.

Em um discurso com ares de discussão de relacionamento, o presidente defendeu a formação de alianças amplas e afirmou que o partido "não está com essa bola toda" em todos os estados.

"Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados", afirmou.

Ao mesmo tempo, Lula buscou inflamar a militância afirmando que está à disposição do partido: "Estejam preparados. Se vocês precisam de um timoneiro, está aqui eu. Se vocês precisam de um soldado para a linha de frente está aqui eu. Porque eu não quero ser um general, general sempre fica atrás. Eu quero estar na frente com vocês".