Regulação de fintechs precisa ser mais rigorosa
O Globo
Operação que descobriu elos com crime
organizado impõe urgência a medidas da Receita e do BC
A Receita
Federal acertou ao passar a exigir que empresas voltadas para
produtos financeiros digitais, as fintechs, informem dados para monitoramento
de transações, como fazem todos os bancos tradicionais. Além do controle do
Fisco, o Banco Central (BC)
deveria antecipar o prazo para regular esse mercado, atualmente fixado para
2029.
A megaoperação policial deflagrada para asfixiar as finanças do Primeiro Comando da Capital (PCC) revelou como o crime organizado está infiltrado por toda a sociedade. Não se trata mais de atividade concentrada em presídios, comunidades pobres, no interior ou em regiões de fronteira, mas de conglomerados sofisticados, com presença até no coração financeiro paulistano, a Avenida Brigadeiro Faria Lima, capazes de aproveitar brechas do mercado de fintechs para lavagem de dinheiro e blindagem de patrimônio. Uma das instituições investigadas é suspeita de ter, entre 2020 e 2024, movimentado R$ 46 bilhões, hoje impossíveis de rastrear.