sábado, 27 de junho de 2026

A Copa superlativa, por Marco Aurélio Nogueira*

O Estado de S. Paulo

A Copa expressa bem a mundialização do esporte mais popular do planeta. Está radicalmente mercantilizada. É uma máquina de fazer dinheiro

A Fifa conseguiu organizar uma Copa do Mundo com números extravagantes: 48 seleções, 1.248 atletas de diferentes credos, etnias e culturas, estádios gigantescos espalhados pelos Estados Unidos, México e Canadá. Consta que a Fifa projeta faturar US$ 8,9 bilhões, tornando a Copa de 2026 a mais lucrativa da história do torneio. Em direitos de transmissão serão US$ 3,9 bilhões. Com ingressos e hospitalidade, outros US$ 3,12 bilhões. Patrocínios e marketing, mais US$ 1,8 bilhão. Com as pausas para hidratação virão US$ 500 milhões em receitas de publicidade.

A guerra e o Direito, por Celso Lafer*

O Estado de S. Paulo

Tréguas são o primeiro passo para a cessação das hostilidades. Elas suspendem as calamidades, mas não trazem o fim do estado de guerra

Apalavra guerra provém do germânico werra. Tem a acepção de discórdia, combate. A palavra paz origina-se do latim pax, substantivo cuja desinência é pactus donde os pactos celebrados entre os beligerantes para fazer cessar o estado de guerra.

A etimologia explica e explicita a dialética de complementariedade do entrelaçamento da dicotomia paz/guerra. Neste inter-relacionamento, como destaca Bobbio, a guerra é termo forte, pois a paz é usualmente definida como ausência de guerra. A persistência da alternância paz/guerra faz da guerra, como aponta Aron, a situação-limite das relações internacionais. As guerras atuais na Ucrânia e no Oriente Médio patenteiam esta avaliação.

Bolsonaros se superam na autossabotagem, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Membros do clã fazem ações que com frequência vão contra seus próprios interesses

Vídeo de Michelle, ainda que possa beneficiá-la, prejudica candidatura da família à Presidência

Já é proverbial a capacidade dos Bolsonaros de sabotar a si mesmos.

Jair, o "pater familias", antecipou a própria prisão ao, por alegada curiosidade, pocar a tornozeleira eletrônica que usava como alternativa menos gravosa ao encarceramento. Poderá agora perder o benefício da domiciliar humanitária porque resolveu mandar consertar uma arma da qual, na condição de presidiário, nem deveria ter posse. Recuando um pouco mais no tempo, vale lembrar que foi o próprio Planalto que providenciou a filmagem da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, a qual, ao escancarar a verdadeira natureza do governo Bolsonaro, marcou o início do ocaso da administração.

Lula confia na vitória de Paes e dá presente ao Rio, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Com a adesão ao Propag, estado afasta o risco de um colapso fiscal

Redução da parcela mensal da dívida vai de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões

Com a adesão ao Propag, o Rio de Janeiro afasta o risco de um colapso fiscal. A redução no valor da prestação da dívida com a União é um presente para o estado que nos últimos anos gastou sem limite. O pacto com o governo Lula determina a queda imediata da parcela mensal de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões. A ver se o futuro governador —o favorito nas pesquisas é Eduardo Paes— conseguirá reduzir as despesas. E não se endividar, à espera de novo alívio.

Com que dinheiro a promessa será cumprida? Por Bruno Dantas*

O Globo

Toda lei que cria ou amplia uma despesa obrigatória deve dizer de onde sairá o dinheiro

O Supremo Tribunal Federal estuda uma súmula vinculante para exigir que toda lei de aumento de despesa indique sua fonte de custeio. Portanto, uma pergunta se tornaria obrigatória a partir de então: com que dinheiro a promessa será cumprida?

Enquanto essa fica sem resposta, a promessa tem o brilho da generosidade. Respondida com franqueza, revela seu preço e, por vezes, uma conta que se transfere em silêncio aos brasileiros de amanhã. O impulso é universal. James M. Buchanan Jr., prêmio nobel de Economia de 1986, mostrou que a democracia, sem amarras, tende a gastar mais do que arrecada, porque o gasto rende votos, e somente regras duradouras corrigem esse viés.

O choque Ricardo Couto no Rio, por Marlon Cecilio de Souza*

O Globo

Se a agenda de reorganização for mantida, estado poderá iniciar um novo ciclo administrativo sem parte das pesadas heranças

Há momentos em que um governo parece condenado a apenas administrar a decadência. O Rio de Janeiro viveu boa parte das últimas décadas sob essa sensação. Crises fiscais, sucessivos escândalos políticos, estruturas administrativas inchadas, disputas de poder e uma população cada vez mais descrente na capacidade do Estado de entregar resultados. Por isso, a passagem de Ricardo Couto pelo Palácio Guanabara tem provocado algo raro: um choque de gestão que muitos classificam como surpreendentemente “apolítico”.

Cabo Verde, ‘nha cretcheu’, por Eduardo Affonso

O Globo

Não sou o único a torcer por aquilo que poucos esportes, além do futebol, ousam proporcionar: a chance de vitória do mais fraco

Copa do Mundo não é bem um evento destinado a quitar dívida histórica, fazer o acerto de contas entre colonizadores e colonizados ou reencenar, catarticamente, a vitória de Davi sobre Golias. Mas percebo que não sou o único a torcer por aquilo que poucos esportes, além do futebol, ousam proporcionar: a possibilidade de vitória do mais fraco.

Basta sair a lista das seleções classificadas, e já começo a embandeirar o coração com as cores de países onde nem imaginava haver estádios, gandulas, finta e catimba. Em 2026, os candidatos naturais seriam Curaçao e Haiti, mas como resistir a Cabo Verde, em sua estreia na competição?

O fim do sonho, por André Gustavo Stumpf

Correio Braziliense

O parlamento cubano aprovou o maior pacote de reformas econômicas desde que Fidel Castro tomou o poder, em 1959. O sonho libertário que varreu a América Latina virou utopia

Caiu um muro ideológico na América Latina. As repercussões foram discretas, ninguém comemorou, nem chorou, mas o forte simbolismo da revolução cubana no imaginário político do continente virou passado, lembrança e história. O parlamento reunido em Havana, no início deste mês, aprovou o maior pacote de reformas econômicas desde que Fidel Castro tomou o poder, em 1959. Foram 176 medidas destinadas a enfrentar a grave crise econômica do país, marcada por escassez de produtos, apagões, inflação e queda da produção. 

Michelle Bolsonaro e o peso do voto feminino, por Juliana Diniz*

O Povo (CE)

Preterida em muitas decisões, a ex-primeira-dama tem encontrado dificuldades para emplacar os nomes ao senado construídos a partir da mobilização do PL Mulher. No Ceará, essa dificuldade é bastante visível: o nome de Priscila Costa, preferido de Michelle, disputa com Alcides Fernandes o espaço na chapa

Tenho insistido na importância estratégica de Michelle Bolsonaro nas eleições presidenciais deste ano. Ao contrário dos filhos do ex-presidente, a ex-primeira-dama foi capaz de construir uma imagem pública consistente, justamente pela coerência entre suas movimentações e o discurso conservador que o bolsonarismo proclama. Menos pragmática e mais ideológica, Michelle tem sido capaz de manter um capital político valioso em uma eleição que será decidida voto a voto.

O vídeo publicado em suas redes sociais poucas horas antes do último jogo do Brasil prova que a ex-primeira-dama não só tem muita consciência de seu papel, como está disposta a disputar publicamente a liderança da extrema-direita. A peça, preparada com cuidado, mostra uma Michelle magoada com o tratamento reservado a ela pelos enteados, e expõe o racha interno que marca o movimento bolsonarista desde que Jair Bolsonaro foi preso e se retirou da cena pública.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Tragédia na Venezuela impõe solidariedade

Por O Globo

Brasil e comunidade internacional devem prestar todo tipo de ajuda neste momento de apreensão e dor

Um Embraer KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira decolou nesta sexta-feira de Guarulhos (SP) com destino à Venezuela, transportando equipes especializadas e 9 toneladas de equipamentos para auxiliar em buscas e em cuidados com as vítimas dos dois terremotos que transformaram o norte do país num cenário de devastação e morte. Outro voo, previsto para hoje, transportará um hospital de campanha e medicamentos. O governo brasileiro e a comunidade internacional devem prestar todo tipo de ajuda para socorrer os venezuelanos neste momento de apreensão e dor. É hora de apoio e solidariedade não apenas de governos, mas também da população.

As vítimas fatais têm sido contadas às centenas (incluindo brasileiros), mas parece evidente que há muito mais gente sob os escombros. São mais de 50 mil os desaparecidos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima haver 27% de chance de o total de mortos ficar entre mil e 10 mil, e 44% entre mais de 10 mil e 100 mil. As próximas horas e dias serão uma corrida contra o tempo para identificar quem precisa ser resgatado e tentar salvar o maior número de vidas possível. Há feridos à espera de ajuda e um longo trabalho de reconstrução. Após o resgate, será hora de tentar reparar prejuízos estimados entre 2% e 10% do PIB venezuelano, cerca de US$ 111 bilhões.

O Dilema da Esquerda: Entre a Gestão do Estado e a Ascensão da Ultradireita, por Altamir Petersen*

Uma grande dúvida paira sobre a esquerda contemporânea: até que ponto o avanço da ultradireita é alimentado pela moderação excessiva dos governos progressistas e pela consequente frustração de suas bases? Uma análise político-econômica dos governos de esquerda na América Latina pós-2002 demonstra que essa hipótese causal não pode ser descartada. O fortalecimento da extrema-direita no Brasil, as oscilações políticas no Chile, Peru e Colômbia, a iminente crise do modelo cubano e a própria vulnerabilidade do chavismo bolivariano diante de pressões geopolíticas externas acendem o alerta nos grupos progressistas.

O maior espetáculo da terra, por Sérgio C. Buarque*

Revista Será?  

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”: a Copa do Mundo de Futebol. Com licença de Camões, a Copa do Mundo é este poder mais alto que quase para tudo, deveria parar a guerra da Ucrânia, a desastrosa insensatez de Donald Trump e os desmantelos da política brasileira. Durante um mês, as atenções de bilhões de pessoas se voltam para o maior espetáculo da terra, acompanhando com grande emoção a disputa de 48 seleções nacionais pela glória. O futebol reúne emoção e prazer estético, ao que se agrega sentimento nacional quando se trata da Copa do Mundo.

Luzes Tenebrosas, por Elimar Nascimento*

Revista Será?

Ideias estapafúrdias sempre existiram. Em geral, de vida restrita e curta. Assombram, porém, quando ganham relevância, adesões e capacidade de influência. É o caso da corrente político-ideológica denominada por seus próprios autores de neorreacionária.

Descrever e analisar essa corrente é o objeto do livro Lumières Sombres: Comprendre la pensée néoréactionnaire, de Arnaud Miranda, jovem cientista político francês, publicado este ano pela Gallimard. O livro é interessante pela sistematização das informações e valor das reflexões, além do enquadramento dessa corrente político-ideológica na história do pensamento político ocidental.

As ideias dos neorreacionários, segundo o autor, podem ser assim resumidas:

Falta identidade entre eleitores e eleitos, Marcus Pestana

No último artigo, partimos da informação da última pesquisa do Instituto Ideia, 75% dos eleitores brasileiros não sabem sequer citar o nome do deputado(a) em quem votou em 2022, para identificar o quanto o sistema eleitoral impede a proximidade entre representantes e representados e o necessário controle social sobre os mandatos.

Vamos usar Minas Gerais como exemplo. Como o eleitor pode produzir uma decisão de qualidade se tem pela frente 1.100 candidatos a deputado federal, em um território do tamanho da França ou da Espanha, espalhados pelos 30 partidos existentes, a maioria sem forte conteúdo programático? O voto é na pessoa, mas a conquista da cadeira é partidária. Não entendendo o que é quociente eleitoral e o sistema de cálculo, estranhando não irem os mais votados, tendo tido contato mínimo com no máximo 10 entre os 1100 candidatos, não conseguindo comparar e votar com qualidade, o eleitor se vinga esquecendo o nome do seu escolhido e desencorando a base do sistema representativo.

Racha familiar exposto por Michelle pode ameaçar candidatura de Flávio Bolsonaro, por José Benedito da Silva

Revista Veja

Em ataques ao senador, ex-primeira-dama exibe publicamente as desavenças do clã em meio a uma acirrada corrida eleitoral

Um dos líderes religiosos mais próximos à família Bolsonaro, Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, deixou de lado, no início da quarta-feira 24, a eloquência com que é conhecido. Aos que o procuraram para comentar o mais quente assunto político do momento, ele respondia com as seguintes frases, baseadas em trechos bíblicos: “casa dividida contra si mesmo não subsistirá” e “até o tolo, estando calado, é tido por sábio”. Dessa forma cautelosa, mas dizendo tudo de forma cifrada, o pastor se referia ao novo e mais explosivo imbróglio envolvendo o clã Bolsonaro. Em dois vídeos que somam 27 minutos, a ex-­primeira-dama Michelle Bolsonaro realizou uma grande lavagem de roupa suja em público, que levou tensão à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O vídeo vinha sendo planejado há alguns dias. O estopim foi a entrevista de Ciro Gomes à seção Páginas Amarelas, de VEJA, na última edição, em que o ex-governador diz que, apesar de ter construído uma aliança com o PL para sua campanha ao governo do Ceará, não iria apoiar nenhum candidato a presidente da República porque Bolsonaro e Lula “são iguais”. A resposta da ex-primeira-dama veio na própria segunda-feira, 22, em forma de anúncio. “Já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará. Vou publicá-lo em breve”, postou em todas as suas redes sociais, ao lado da imagem da entrevista de Ciro à revista.

A expulsão do capital produtivo, por Murillo de Aragão

Revista Veja

Software institucional do país favorece o rentismo e cria paradoxo

O Brasil vive um paradoxo. Em 2025, consolidou-se como o terceiro maior receptor mundial de investimento estrangeiro direto, com 77 bilhões de dólares, alta de 23% sobre o ano anterior. A participação estrangeira na B3 alcançou níveis recordes. À primeira vista, são indicadores de uma economia atrativa. Ao mesmo tempo, mais de duzentas empresas levaram parte de sua produção para o Paraguai — 70% das maquiladoras paraguaias pertencem a brasileiros. Têxteis, calçados, autopeças, metalurgia, plásticos, eletrônicos e, mais recentemente, a agroindústria passaram a produzir do outro lado da fronteira. O investimento produtivo sai; os produtos retornam.

O abraço de urso de Jaques Wagner, por Maria Inês Nassif

CartaCapital

O grande amigo de Lula tornou-se um problemão e os votos perdidos valerão muito no segundo turno das eleições 

O abraço de urso é muito forte e a força nele depositada pode ser interpretada como um gesto de afeto extremo. No uso comum, todavia, a expressão pode ser traduzida como uma amizade que sufoca, machuca e pode destruir o amigo desavisado. Nas lutas corpo a corpo, significa uma posição de controle ou domínio sobre o oponente. Qualquer que seja o uso que se dê ao termo, ou da conclusão das investigações da Polícia Federal sobre o suposto envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, com o escândalo Master, o fato é que a amizade de mais de 40 anos entre ele e o presidente da República envolve Lula em um abraço de urso. Mesmo se, no futuro, Wagner vier a ser inocentado das graves acusações, hoje o senador baiano tornou-se um problemão. E é agora, não num futuro em que eventualmente o senador seja inocentado, que está em jogo a disputa de um último mandato presidencial para Lula, cuja vitória é fundamental para bloquear­ o acesso da extrema-direita ao poder.

Medo de ganhar e vontade de fazer, por Luiz Gonzaga Belluzzo e Manfred Back

CartaCapital

Ajuste, ajuste e mais ajuste é o lema que infesta o espírito dos fanáticos da busca do equilíbrio

O grande técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo montou times goleadores, craques da bola. Cunhou um famoso mantra: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.

Na tribo dos economistas, prevalece a convicção de que “com menos dá mais”, o mantra diário que inocula nas veias e no inconsciente coletivo: o medo de ganhar tira a vontade de fazer.

Ajuste, ajuste e mais ajuste é o lema que infesta o espírito dos fanáticos que repetem: a economia monetária-financeira capitalista deve buscar o equilíbrio. O equilíbrio acima de tudo. Na contramão dessa crença, temos a impressão de que as experiências do capitalismo ao longo de todos os tempos revelam a existência de uma dinâmica amparada nos movimentos do circuito monetário-financeiro. Movimentos que supõem a alternância entre estabilidade e instabilidade. Nada de equilíbrio.

O fim da onda rosa, por Aldo Fornazieri

CartaCapital

Consolida-se o avanço da extrema-direita na América Latina

O início do século XXI foi marcado pela ascensão de vários governos progressistas em países da América Latina. Foi a chamada “onda rosa”, caracterizando as tendências ideológicas de esquerda desses governos. Hugo Chávez, Lula, Néstor ­Kirchner, ­Tabaré Vasquez e Pepe Mujica e Evo ­Morales foram os principais expoentes desse processo. Em 2011, quase todo o mapa da América do Sul era vermelho. A onda rosa se fortaleceu na esteira da terra arrasada social provocada pelo neoliberalismo. Foi marcada por programas de crescimento econômico, combate à pobreza e inclusão social. O boom das commodities lastreou a sustentação das políticas dos governos progressistas. Mas, nas crises financeiras de 2008 a 2012, surgiram os primeiros sinais de problemas de sustentação do modelo.

O quintal europeu de Trump, por Jamil Chade

CartaCapital 

Os Estados Unidos minam a União Europeia e apostam em um continente fragmentado e submisso 

Dois líderes europeus de países aliados dos EUA acabam de descobrir que, para Donald Trump, não há qualquer limite à ingerência em assuntos soberanos de outros governos. Georgia Meloni, primeira-ministra da Itália e representante de um movimento ultraconservador, foi obrigada a ir às redes sociais para rebater uma provocação por parte do republicano. Segundo ele, a italiana teria mendigado por uma foto ao seu lado e tentado se aproveitar de sua imagem. Meloni respondeu com vigor e fez uma pergunta: por qual motivo o líder dos EUA faz isso com seus próprios aliados? A pergunta é a que todos se fazem na Europa.