terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Defesa nacional, tema para a eleição. Por Fernando Gabeira

O Globo

No mundo marcado pela lei do mais forte, não seria melhor ter Forças Armadas mais poderosas?

É um privilégio voltar à estrada e percorrer o país. Aqui em Igarapé-Miri, no interior do Pará, capital do açaí, encontramos a cidade em festa. Intensa queima de fogos e uma motociata com mais de duzentos participantes comemoravam o êxito dos estudantes locais no Enem. Agora, vão todos para as faculdades em Belém. É uma pausa nas atribulações de um mundo confuso, marcado por agressividade interna e externa da política de Trump, escândalos como os do banco Master e assassinato do cão Orelha numa praia de Santa Catarina.

Consultando as redes, ouvi um discurso de Lula que me interessou. Ele fala do grande poderio militar dos Estados Unidos e lembrava que, além de tudo, Trump anunciou armas secretas de grande potencial destrutivo. Aqui, disse ele, temos o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, e às vezes até falta bala para seus exercícios.

O Brasil e o seu encontro marcado. Por Míriam Leitão

O Globo

As instituições precisam se aperfeiçoar para assim tornar mais robusta a democracia. O Código anunciado pelo ministro Edson Fachin é um bom passo

O ministro Edson Fachin disse que o Brasil tem um encontro marcado com a melhoria institucional. Ele falou primeiro do próprio Supremo e da necessidade de autocorreção. É prioridade da sua gestão, o Código de Ética. A relatora será a ministra Cármen Lúcia. Mas o presidente do STF propôs algo mais amplo e listou as frentes de aperfeiçoamento. Quando o ano realmente começa e Congresso e o Judiciário retomam seus trabalhos, é hora de pensar que “ainda temos muito a fazer”, disse Fachin.

“Temos um sistema representativo que precisa recuperar sua capacidade de processar as demandas da sociedade. Temos instituições de controle que precisam funcionar melhor. Temos uma cultura política que ainda não consolidou plenamente os valores republicanos. E temos, sobretudo, uma dívida histórica com os excluídos”, disse o ministro em seu discurso.

O levante das IAs que assusta o mundo. Por Pedro Doria

O Globo

Esses robôs são uma loucura. Um desastre está por acontecer — autônomos, tomando decisões sem supervisão

Tem uma rede social nova na praça, já é a que mais cresce no mundo. Mas, prezado leitor, você não será bem-vindo por lá. Pertence à espécie errada e, nessa rede, a espécie humana pode ler, mas não participar. No Moltbook, só entram inteligências artificiais (IAs). Porque, ao longo da semana passada, enquanto estávamos dormindo, a internet foi tomada por inteligências artificiais autônomas. Na segunda, passava pouco de 150 mil a população de agentes de IA. Na sexta, encostavam em 800 mil. Agora, é bem possível que a marca de 1,5 milhão, vagando pela internet, já tenha sido ultrapassada.

Banco Master: moral hazard ou risco sistêmico? Por Luiz Gonzaga Belluzzo e Manfred Back

Valor Econômico

Num mundo binário, agora vem a crítica ao FGC por estimular o risco moral, mas deixar o sistema sem proteção também não é a solução

Na história das finanças é comum a imagem de investidores inconformados com os resultados da própria cupidez. Desde a Tulipomania de 1634, passando pelas crises cada vez mais frequentes do século XVIII (como a Bolha dos Mares do Sul, em 1720), e chegando aos desastres financeiros do século XXI, o que mais impressiona o observador é a semelhança entre episódios tão diferentes.

Primeiro é a fantasia do enriquecimento rápido, sem causa, milagroso, fruto de alguma esperteza inata ou habilidade singular; segundo, a formação de um consenso sobre o ineditismo das circunstâncias que parecem justificar a valorização rápida dos papéis (sempre há uma “nova economia”); terceiro, o envolvimento dos bancos na especulação, fornecendo crédito abundante para alimentar a euforia; quarto, o avanço do endividamento dos investidores, disfarçado pelos valores cada vez mais inflados da riqueza financeira ou imobiliária; quinto, a “correção de preços”, decepção e quebradeira.

O dueto de Lula e Fachin na cobrança dos togados. Por Maria Cristina Fernandes

Valor Econômico

A campanha de um pelo eleitor e, do outro, pela opinião pública aproximou os presidentes da República e do STF em discursos com mais morde que assopra

Não dá pra dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva roubou a cena, mas, no mínimo, dividiu o palco com o ministro Edson Fachin na abertura do ano judiciário.

Cada um cuidou de uma Corte. Ao presidente do Supremo Tribunal Federal coube dar como consumado o início dos trabalhos do código de conduta. Anunciou até a relatora, a ministra Cármen Lúcia, que vai começar a desempenhar suas funções numa reunião no dia 12 para a discussão de cronograma.

Acusado de passar pano para o ministro Dias Toffoli na nota que soltou em nome da Corte, Fachin, desta vez, não amaciou e falou por sua conta e risco.

Desgastar instituições é a forma mais cara de governar. Por Luiz Schymura

Valor Econômico

Estabilidade institucional do banco central dos EUA vem sendo colocada à prova

Em um contexto internacional de fragilidade fiscal persistente e inflação resistente, a credibilidade das instituições econômicas voltou a ter preço - e elevado, refletido em juros mais altos, inflação mais perseverante e deterioração da dinâmica da dívida pública. Após décadas em que a estabilidade monetária foi tratada como um problema superado nas economias avançadas, pressões políticas recentes reacendem um debate que parecia encerrado: os custos econômicos, financeiros e institucionais da interferência na condução da política monetária, mesmo em democracias consolidadas.

Troca de recados pauta abertura dos trabalhos no Supremo e no Congresso. Por Luiz Carlos Azedo

Correio Braziliense

A abertura dos trabalhos de 2026 no Legislativo e no Judiciário foi um ensaio geral do conflito entre Poderes que antecederá a campanha eleitoral

O que não faltou foi troca de recados entre os chefes de Poderes, ontem, na abertura dos trabalhos do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de protocolares, os discursos do presidente STF, ministro Édson Fachin, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Supremo, e dos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no plenário da Câmara, deram o tom do que vai acontecer nos próximos meses, que antecedem a campanha eleitoral. Politicamente, o destaque foi o anúncio de que a ministra Carmem Lúcia será a relatora do projeto de Código de Ética do Supremo, o que sinalizou a disposição de Fachin de enfrentar a resistência de seus pares a adoção de medidas para “autocontrolar” o Judiciário.

O problema dos juros no Brasil. Por José Luís Oreiro

Correio Braziliense

A posse de Galípolo como presidente do Banco Central havia produzido a expectativa de uma política monetária mais propensa a reduzir os juros com vistas a estimular o crescimento econômico via redução do custo do capital. Não se realizou

Na última reunião do Copom, a meta da taxa de juros Selic foi mantida em 15%, apesar do processo sustentado de queda da inflação acumulada em 12 meses; a qual passou de um pico de 5,53% em abril de 2025 para 4,26% em dezembro do mesmo ano. A meta da Taxa Selic que havia começado o ano de 2025 em 12,25% ao ano (a.a), foi sendo sucessivamente aumentada ao longo do primeiro semestre, com dois aumentos de 1 ponto percentual (p.p) entre o final de janeiro e o início de maio e um aumento de 0,75 p.p na reunião de maio. O efeito combinado da elevação da meta da Selic ao longo do primeiro semestre de 2025 e da queda da inflação acumulada em 12 meses a partir de maio resultou numa elevação brutal da taxa real de juros. Se em janeiro de 2025 a taxa Selic real se encontrava em 7,35% a.a, em dezembro ela havia aumentado para 10,29%.

Sem a presença do presidente Lula, Legislativo inicia trabalhos de 2026

Por Alícia Bernardes e Letícia Correa / Correio Braziliense

Chefe do Planalto mandou mensagem por meio do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ausência ocorrre em momento crucial da relação entre os Poderes

O Congresso Nacional reabriu, ontem, trabalhos legislativos para 2026. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conduziu a sessão solene e, em discurso, ressaltou o papel institucional das Casas como um dos pilares da estabilidade política do país, defendendo o diálogo entre os Poderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à cerimônia, e foi representado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. O chefe do Planalto encaminhou aos parlamentares uma mensagem na qual fez um balanço das principais conquistas do ano passado e apresentou os desafios e prioridades do governo federal.

Fachin indica Cármen Lúcia relatar Código de Ética do Supremo

Por Francisco Artur de Lima e Iago Mac Cord / Correio Braziliense

Presidente do STF ressalta, na abertura do Ano Judiciário, a necessidade da adoção de um conjunto de regras, devido às críticas relacionadas ao Banco Master. E afirma que cada magistrado é responsável por suas ações individuais

Na abertura do Ano do Judiciário de 2026, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, anunciou, ontem, que levará adiante a adoção de um Código de Ética a ser adotado pela Corte. A fim de fechar o conteúdo do documento, indicou a ministra Cármen Lúcia para relatá-lo, que vai submetê-lo ao plenário. O conjunto de regras chega no momento em que o STF tem sido alvo de duras críticas por causa da atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso do Banco Master.

Para Lula, Executivo e Judiciário se uniram para derrotar ação golpista

Gabriel Hirabahasi, Lavínia Kaucz, Gabriel de Sousa / O Estado de S. Paulo

Em ato considerado incomum, presidente da República discursa na sessão inaugural do Supremo e sai em defesa da Corte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que os avanços econômicos do governo foram possíveis porque o Executivo e o Judiciário se uniram para “derrotar” os envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Durante a abertura do Ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula afirmou que a condenação de acusados de tentativa de golpe foi necessária e deixou uma mensagem clara de punição a tentativas de ruptura democrática.

“Todos esses avanços só foram possíveis porque nos unimos e derrotamos aqueles que tentaram destruir a democracia. Porque temos instituições fortes, independentes e comprometidas com a manutenção do estado democrático de direito”, disse Lula.

Fachin às ‘criaturas sobre-humanas’. Por Eliane Cantanhêde

O Estado de S. Paulo

Em dupla com Fachin, Cármen Lúcia cobra ‘rigor e intransigência com qualquer desvio ético’

Ao abrir o ano do Judiciário, o presidente do Supremo, Edson Fachin, pediu emprestado ao jurista italiano Piero Calamandrei (1989/1956) o seu recado mais duro e direto a ministros que consideram “a magistratura superior a qualquer crítica e qualquer suspeita, como se fossem criaturas sobre-humanas”.

Quem quiser que vista a carapuça. Fachin disse que chegou o momento de o STF abdicar do protagonismo em todas as áreas e pregou – atenção! – “autocorreção”, mas não citou nenhum colega togado, nem mesmo Dias Toffoli, o relator do escândalo Master, que está no meio do furacão, ou melhor, das “críticas e suspeitas”.

O incontrolável. Por Carlos Andreazza

O Estado de S. Paulo

Tratemos da possibilidade de o caso Master ter vindo para ficar e condicionar o debate público, suas entranhas mostradas como capítulos de um folhetim, hipótese em que o fato novo e imprevisível se tornaria agente gerador de instabilidades no chão sobre o qual se desenrolará a disputa eleitoral.

Há motivos para considerar razoáveis as chances de o vulcão permanecer ativo, se, analisadas as informações, analisarmos também suas possíveis origens. A quem interessaria vazar que ministro do STF fumava charutos na casa de Vorcaro? A quem interessaria dar ciência a Brasília de que sabe gerir o tempo da distribuição das informações? A semana passada foi dedicada a lembrar que Lula recebeu o banqueiro fora da agenda, quando a pirâmide do banco já derretia, lembrado também que a história de construção desse castelo de cera passa pelos governos petistas na Bahia. Tudo verdade.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Lula também semeia dívidas estaduais e municipais

Por Folha de S. Paulo

Desde 2023, governos são autorizados a tomar R$ 206,6 bi em financiamentos, estimulando alta de gastos

Sabe-se o que acontece quando a capacidade de pagamento se esgota: governadores e prefeitos tentarão arrancar mais um socorro da União

Por força de um longo histórico de irresponsabilidade fiscal, as finanças de estados e municípios brasileiros são tuteladas pela União. A tomada de financiamentos por parte de governos regionais, no exemplo mais importante, depende de limites, autorizações ou avais de instâncias como Conselho Monetário Nacional, Senado Federal e Tesouro Nacional.

Quando o governo em Brasília é propenso ao aumento do gasto público, os controles sobre operações de crédito pleiteadas por governadores e prefeitos também são afrouxados, e o expansionismo orçamentário se espalha pela Federação. É o que ocorre neste terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio pode não ir ao segundo turno e implodir o bolsonarismo? Por Juliano Spyer

Folha de S. Paulo

Parte do eleitorado evangélico pode ser atraída para o candidato do PSD

Flávio Bolsonaro quer demonstrar que seu clã é ainda o principal rosto da direita

A aposta da candidatura de Flávio Bolsonaro é seguir os passos do PT em 2018: chegar ao segundo turno e demonstrar que o clã segue como o principal rosto da direita no país. Mas e se ele falhar já no primeiro turno?

Na semana passada, aumentaram as chances de a direita ter ao menos dois candidatos presidenciais neste ciclo. O PSD escolherá o nome para 2026 entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr., do Paraná.

Diante desse cenário, o que o grupo político de Flávio fez para capitalizar o sucesso da caminhada do deputado Nikolas Ferreira, que terminou com um evento público em Brasília? Aparentemente, nada —ao contrário.

Para que serve a 'terceira via'? Por Joel Pinheiro da Fonseca

Folha de S. Paulo  

Brasil tem muitos governadores muito bem avaliados e que têm conquistas a mostrar

O problema é que o perfil menos chamativo e mais eficaz, que busca moderação e diálogo, falha em capturar a atenção

O poder de Lula sobre a esquerda brasileira é maior do que o de Bolsonaro sobre a direita. É possível vislumbrar uma direita não bolsonarista; um sonho distante, é verdade, mas os nomes estão aí. Já na esquerda, o pós-Lula encontra apenas o silêncio total.

Dito isso, por mais nomes de direita ou centro-direita que apareçam, Flávio Bolsonaro parece seguro em seu trono. Até agora, segue firme a premissa de que o candidato que disputará o segundo turno contra Lula será aquele apoiado por Jair Bolsonaro. Jair escolheu seu filho Flávio. Será ele, portanto, que irá para o segundo turno. É o que as pesquisas têm mostrado.

A mágica de Kassab. Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

PSD passou a concentrar pré-candidatos presidenciais do campo da direita e da centro-direita

Acredito que legenda até pode entrar na corrida, mas só se puder preservar sua elasticidade ideológica

PSD de Gilberto Kassab vai mesmo lançar candidato presidencial? Kassab é um operador político competente. Ele praticamente monopolizou o campo dos potenciais postulantes de direita e centro-direita. Estão sob as asas de sua agremiação Ratinho JúniorEduardo Leite e Ronaldo Caiado. Só Romeu Zema corre por fora pelo Novo.

Bolsonaro usa Lula como exemplo. Por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Ex-presidente repete o sucessor ao buscar se manter relevante no processo eleitoral mesmo de dentro da prisão

O presidente também imita o antecessor ao levantar a bandeira antissistema com sinal trocado

Quando Jair Bolsonaro (PL) pede à Justiça autorização para receber políticos de destaque em sua morada prisional está na clara intenção de se manter influente no processo eleitoral.

Nisso imita o oponente Luiz Inácio da Silva (PT), que em 2018 foi o artífice da candidatura do correligionário Fernando Haddad de dentro da prisão, assim como agora o ex-presidente impõe apoios à empreitada do filho Flávio. Há, contudo, diferenças nesse jogo da imitação. Lula manteve acesa até setembro daquele ano a falsa chama de que poderia se candidatar. Quanto a Bolsonaro, as circunstâncias o obrigaram a não insistir na mística da candidatura impossível.

Na novilíngua da extrema direita, matar é 'neutralizar'. Por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Questionada pelo STF, gratificação faroeste remete aos cartazes de 'vivo ou morto'

'Narcoterroristas' é a senha para quem espera uma intervenção de Trump no país

As romarias ao presídio de El Salvador —custeadas com dinheiro público, a última contagem estava em R$ 400 mil— são a principal diversão de deputados, senadores e governadores da extrema direita. Com encarcerados no segundo plano, o registro fotográfico é indispensável à lacração nas redes. Alguns deles aparecem de braços cruzados e camisetas justas no melhor estilo "mamãe, sou forte".

O trôpego pedestal da soberba humana. Por Paulo César Nascimento*

Algumas décadas atrás – talvez cinco ou mais – houve uma matança de uma colônia de gatos no Passeio Público do Rio de Janeiro, por um grupo de adolescentes, armados de pedaços de paus. À época a única pessoa que veio a público lamentar o episódio foi o jornalista e escritor Paulo Alberto de Barros, o Arthur da Távola, em sua coluna em um jornal do Rio de Janeiro. Ressaltou que os bichanos não mereciam isso porque “o gato é um bicho zen”. Mais ou menos uma década depois, o programa Fantástico mostrou uma reportagem acrítica sobre um homem no interior do Amazonas que costumava colocar armadilhas para prender uma das patas das onças, e daí eliminá-las a pauladas. Nenhum destes dois casos causou indignação, passando despercebidos pela sociedade brasileira.

Normas eleitorais podem gerar "zona cinzenta" e rejeições. Por Aylê-Salassié Filgueiras Quintão*

Com a atenção voltada para a retomada das atividades no Congresso Nacional e para os preparativos para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral descobriu, finalmente, os chatbots, os avatares, o metaverso, a inteligência artificial , os games como estratégia política e - não sei se serão incluídas - os blockchain e as criptomoedas. Cada ferramenta dessas carrega competências digitais virtuais, nem sempre usadas eticamente, que ajudaram eleger Barack Obama (2009-2017) e Trump (2017-2021) para Presidência dos Estados Unidos. No Brasil, o PSDB fez suas tentativas digitais na eleição, de 2014 que, surpreendentemente, elegeu Dilma Rousseff (PT), no segundo turno, contra Aécio Neves (PSDB) . A disputa foi marcada pela polarização entre os dois partidos, embora tivessem concorrido, no primeiro turno, 11 candidatos. Era uma eleição coordenada no TSE sob a presidência do ministro por Dias Toffoli .