Folha de S. Paulo
É fundamental fortalecer o colegiado do STF
em detrimento de seus membros
E os mandatos na corte não deveriam
ultrapassar 12 ou 16 anos
Ao completar 135 anos, o Supremo Tribunal
Federal vive a mais grave crise de sua história. E não foram poucas.
A autoridade do tribunal sempre foi
contestada por setores autoritários da vida brasileira, que desrespeitaram suas
decisões, violaram suas prerrogativas, aposentaram ministros e, mais
recentemente, vandalizaram sua sede. O que torna a crise atual mais grave que
as anteriores é que às ameaças externas se somam os ataques internos, que
colocam em risco a sobrevivência não apenas da instituição mas da própria
Constituição.
Não será fácil superar a presente crise pela
qual passa o Supremo, se é que ela será um dia superada. O termo crise, em sua
origem, designa não apenas o risco de perecimento de um organismo ou
instituição mas um momento crucial, em que decisões precisam ser tomadas com
vistas à correção de rumos e reestabelecimento da normalidade. A soberba apenas
nos aproximará do precipício.