Orçamento de 2027 reflete descrédito fiscal do governo
Por O Globo
Equipe econômica fala em ‘superávit efetivo’
e ensaia ajuste. Mas não convence nem o próprio Lula
A dívida pública brasileira está em 82,5% do
PIB, pela última medição do Banco Central. É o maior nível desde abril de 2021,
no período da pandemia — e um patamar mais de dez pontos percentuais acima do
herdado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É sempre importante lembrar
esse fato para avaliar o compromisso do governo com o controle das contas
públicas.
Confrontada com a escalada no endividamento, a equipe econômica costuma alegar que tem cumprido as metas fiscais estipuladas pelo arcabouço aprovado em 2023. E afirma que o déficit primário nas contas públicas melhorou de 2,4% do PIB no primeiro ano de governo para 0,5% na previsão para este ano. Os números estão corretos, mas são inócuos, tamanha a lista de despesas não consideradas no cálculo. Com as inúmeras exceções — criadas seja por necessidade, seja por conveniência política —, a dívida não para de subir.



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