Valor Econômico
Mesmo com esforço fiscal, o elevado custo financeiro continua impulsionando a expansão da dívida
O discurso dominante entre economistas ligados
ao mercado diz que os recentes aumentos da dívida pública são consequência
direta do excesso de gastos públicos. Há controvérsias. Outros economistas, da
área acadêmica, sustentam que essa tendência decorre da elevação exagerada das
taxas de juros e da estrutura do sistema financeiro brasileiro.
Um trabalho acadêmico do professor da PUCSP
Ernesto A. Moura, mestre em economia política, propõe interpretação alternativa
à visão fiscalista tradicional. Ele entende que a dinâmica fiscal brasileira
exige analisar conjuntamente política monetária, estrutura bancária, composição
da dívida pública e mecanismos de financiamento do desenvolvimento.
Moura observa que a elevação da dívida bruta de 71,7% do PIB em 2022 para 78,7% em 2025 e 81,9% em junho último ocorreu principalmente pelo custo do serviço da dívida, fortemente influenciado pelas altas taxas de juros e pela estrutura do sistema financeiro.





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