O Globo
O objetivo não pode ser apenas exportar mais,
mas usar a integração comercial para elevar a produtividade da economia
O erro mais comum na discussão sobre as novas
tarifas americanas contra o Brasil é tratá-las como mais um episódio da
turbulenta relação entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da
Silva. Essa dimensão existe. Mas ela esconde a transformação mais importante.
Os Estados Unidos passaram a reorganizar sua política comercial em torno do poder nacional. O comércio tornou-se instrumento de competição estratégica — controles de exportação de tecnologia sensível, exigências de conteúdo local para subsídios industriais, triagem de investimentos por segurança nacional. Quando a Suprema Corte anulou parte das tarifas de 2025, o governo Trump reconstruiu sua política tarifária sobre bases jurídicas mais sólidas. As novas tarifas contra o Brasil são parte dessa estratégia mais ampla.









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