O Globo
Há, no caso dos filhos de Netanyahu, apenas a
inconveniência de um sobrenome atrelado a um incômodo chamado Gaza
Na semana passada, o diário israelense
Haaretz apurou que o filho mais velho do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
havia formalmente trocado de sobrenome em algum momento dos últimos 18 meses.
Em sua declaração de Imposto de Renda de 2024, ele ainda era Yair Netanyahu,
enquanto documentos fiscais de 2026 já o listam legalmente como Yonatan Hon.
Não terá sido o primeiro da linhagem. Seu avô paterno fez parte do movimento sionista que migrou da Europa para a Palestina sob o Mandato Britânico no início do século XX. Adotou um sobrenome hebraico para enfatizar o enraizamento na terra prometida. Líderes históricos como David Ben-Gurion, que nascera na Polônia como David Grün, o também polonês Shimon Peres, nascido Szymon Perski, a ucraniana Golda Meir, ex- Mabovitch, e tantos outros optaram pela reidentificação sionista. Data daquela época, e pelos mesmos motivos, a conversão do polonês Mileikowsky em Benzion Netanyahu, avô de Yair.





















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