Revés extremista
Por CartaCapital
O simbolismo da derrota de Trump e dos
percalços de Benjamin Netanyahu
Vermelha no Brasil, a onda mudou de cor ao chegar aos Estados Unidos. O azul do Partido Democrata coloriu o mapa da “América” na terça-feira 3 e impôs uma derrota incontestável a Donald Trump. Insatisfeitos com o custo de vida, os rumos da guerra no Irã e a transformação da Casa Branca em um guichê de negócios, os eleitores norte-americanos decidiram impor os primeiros limites aos delírios imperiais de um presidente que havia ultrapassados todas as linhas vermelhas da compostura e da decência. Caberá à oposição entender não só o voto de confiança, mas a responsabilidade de comandar a Câmara dos Deputados e do Senado e oferecer uma alternativa competitiva de poder. Sob Trump, os EUA se tornaram uma ameaça ainda maior à liberdade, ao multilateralismo e à paz mundial. E sem conseguir reverter o lento, porém inexorável, declínio político e econômico do país. Nero moderno, o republicano incendeia a nação e joga a culpa nos outros – nos aliados “incompetentes”, nos “comunistas”, nos imigrantes.



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