Crise fiscal é causa do esvaziamento da Bolsa de Valores
Por O Globo
Com juros nas alturas, os papéis de renda
fixa se tornam, aos olhos do investidor, mais atraentes que as ações
Persiste o esvaziamento da Bolsa de Valores
brasileira, a B3. Entre o início de 2022 e novembro do ano passado, 36 empresas
saíram dela. No momento, estão previstas seis novas ofertas públicas para
compra das próprias ações por companhias abertas que desejam fechar seu
capital. Não há muito mistério sobre a principal causa desse esvaziamento. A
taxa de juros elevadíssima, necessária para o Estado brasileiro tomar dinheiro
emprestado no mercado de modo a financiar o desequilíbrio nas contas públicas,
torna os papéis de renda fixa um investimento muito mais atraente que as ações.
Juros altos são letais para mercados acionários. A capitalização por meio do lançamento de ações costuma ter custo mais baixo que empréstimos bancários, ainda mais num país em que o juro básico, mesmo tendo sido cortado pelo Banco Central para 13,75% ao ano, pode significar um rendimento real de quase 10% ante uma inflação na faixa de 4,2%. Mas ela se torna inviável se não houver investidores interessados.













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