Petro repete reação antidemocrática de Trump e Bolsonaro
Por O Globo
Ao contestar resultado das urnas, colombiano
mostra que agressão à democracia não está restrita à direita
O presidente eleito da Colômbia,
Abelardo de la Espriella, cancelou no início desta semana o processo de
transição de poder conduzido com a equipe do presidente Gustavo Petro.
Mesmo depois que a autoridade eleitoral oficializou a vitória por margem
apertada do ultradireitista Espriella sobre o esquerdista Iván Cepeda,
candidato do governo, Petro continuou a contestar o resultado (o próprio Cepeda
reconheceu a derrota).
A semelhança com o que fizeram Donald Trump nos Estados Unidos e Jair Bolsonaro no Brasil é evidente. É uma prova de que a veia antidemocrática não está restrita aos populistas de direita. Sem apresentar um única prova, Petro afirma que houve fraude, nega-se a passar a faixa presidencial no dia da posse em agosto e marcou uma manifestação de rua para o dia 20 de julho, que vem sendo descrita como um replay do 6 de Janeiro de Trump ou do 8 de Janeiro de Bolsonaro. Não surpreende que Espriella acuse Petro de tramar um golpe de Estado e peça às Forças Armadas que protejam a Constituição e a democracia.







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