Nova tarifa dos EUA requer aliança do setor privado
Por O Globo
Parceria entre exportadores do Brasil e
importadores americanos é a melhor estratégia para pressionar Trump
A política protecionista do presidente
americano Donald Trump teve
novo capítulo nesta sexta-feira, quando passou a valer uma tarifa de até 12,5%
para 60 países, o Brasil inclusive. A alegação é de omissão na imposição e no
cumprimento de proibição de importação de produtos feitos a partir de trabalho
forçado. O argumento é que parceiros comerciais americanos compram produtos de
países com práticas trabalhistas deletérias, incentivando a competição desleal
e prejudicando os Estados Unidos.
Entre os atingidos estão Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia e a União Europeia (UE). A fragilidade das acusações é evidente, pois a maioria dos atingidos segue as regras internacionais, e não existe uma negligência disseminada em escala global. Para as mercadorias brasileiras, a última sobretaxa se soma aos 25% anunciados na semana passada, também com justificativas débeis. Ao governo brasileiro resta continuar buscando uma negociação aceitável. Os exportadores, porém, têm outra alternativa. Podem considerar a viabilidade de se associar a importadores americanos para questionar as decisões em tribunal nos Estados Unidos ou tomar outras medidas que façam Trump reconsiderá-las.



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