O Estado de S. Paulo
A alternância do poder preserva a independência das instituições de controle
Qual o principal risco institucional de um
quarto mandato de Lula? Talvez não esteja nos poderes da Presidência, mas em algo
menos visível: os efeitos de um período excepcionalmente longo sem alternância
de poder sobre as instituições encarregadas de controlar o próprio Executivo.
O Supremo ilustra esse risco. Dos dez atuais ministros, seis foram indicados por governos petistas: Cármen Lúcia e Dias Toffoli por Lula; Luiz Fux e Edson Fachin por Dilma; Cristiano Zanin e Flávio Dino novamente por Lula. Além da vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, outros quatro ministros atingirão a aposentadoria compulsória no próximo mandato.




















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