Vendaval mostrou despreparo para Super El Niño
Por O Globo
No Rio, alertas só chegaram aos cidadãos
quando o vento já castigava as ruas — e imperava a confusão
A julgar pela situação caótica instalada pelo
vendaval de quarta-feira em municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo, as
autoridades dos três níveis de governo não passaram no teste do Super El Niño.
Segundo meteorologistas, as rajadas de mais de 100km/h estão relacionadas ao
fenômeno climático de forte intensidade previsto para este ano. À população,
foi mostra preocupante do que está por vir. Ao governo, serve de alerta.
Chamam a atenção as falhas nos sistemas de informação. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alertas severos a partir das 13h (para cidades do litoral) e das 13h30 (para a Região Metropolitana), cerca de meia hora antes do vendaval. No Rio, o aviso só começou a chegar às 16h41, quando os ventos já varriam o estado furiosamente. E nada de alerta severo, como aquele estridente que acordou milhões de brasileiros depois de uma invasão nos sistemas de disparo semanas atrás. O alerta de quarta-feira não dava a real dimensão do problema. Milhares de cariocas foram apanhados de surpresa nas praias. Ainda que meteorologistas digam que o fenômeno é raro no inverno e é difícil prevê-lo com antecedência, é de pouca utilidade um alerta que chega quando o cidadão já está em plena ventania.











.jpg)























