terça-feira, 20 de outubro de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais \ Opiniões

Protestos na França expõem incúria fiscal

Por O Globo

Como Brasil, país enfrenta dificuldade de implementar reformas após anos de descaso com a falência do Estado

Da Queda da Bastilha à Comuna de Paris, de Maio de 1968 aos coletes amarelos já neste século, a História da França está repleta de momentos em que a população vai às ruas na tentativa de mudar o curso dos eventos. Desta vez, mais de 500 mil tomaram conta de praças e avenidas em 110 cidades francesas no último sábado, auge da onda de protestos que começou em setembro como movimento estudantil, mas depois se expandiu para abarcar um sem-número de reivindicações difusas contra o atual governo. A violência resultou em vandalismo e incêndios (como o que destruiu a Prefeitura de Limoges), na depredação de mais de 3 mil estabelecimentos comerciais e na prisão de 2,4 mil pessoas. A raiz dos protestos está na dificuldade da sociedade francesa de lidar com uma crise fiscal crônica — problema em tudo similar ao brasileiro.

A crise histórica e o aparecimento dos “monstros”, por Roberto Amaral*

“Com a ‘marcha sobre Roma’ [1922], que pressiona a monarquia, os fascistas chegam ao governo, com a nomeação de Mussolini para a chefia do gabinete. Começa para o PCI [Partido Comunista Italiano]um período de ilegalidade de fato. No Partido, como Trotski recordará em 1932, ninguém admitia a possibilidade de uma ditadura fascista ‘salvo Gramsci’.” (“Cronologia da vida de A. Gramsci”. In:Cadernos do Cárcere, vol. 1.Civilização Brasileira, 2004).

Em texto com data provável de 1930, Antonio Gramsci observa o fenômeno crise histórica para afirmar que seu caráter está, precisamente, no fato de que o “velho morre e o novo não consegue nascer: nesse interregno verificam-se os mais variados fenômenos mórbidos”. Ou, na versão mais conhecida (retirada da tradução francesa), “o velho mundo está morrendo, o novo tarda a aparecer e, nesse claro-escuro, surgem os monstros”.

O autor de Cadernos do Cárcere está, evidentemente, a refletir sobre a Europa de então. Sua Itália já estava sob o jugo fascista (desde 1922), e na Alemanha o nazismo avançava marchando com botas de sete léguas. Hitler, como é sabido, conquistaria a chancelaria em 1933. O que se segue, inclusive entre nós, é história consabida, e nada edificante.

Lula escorrega na casca de banana, mas no final do debate desafia Flávio, por Luiz Carlos Azedo

O Correio Braziliense

As duas campanhas cantam vitória e tentam capitalizar o debate nas redes sociais. Isso não conquista de votos. Para o indeciso, o debate criou mais confusão do que esclarecimento

O primeiro confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, domingo, na TV Bandeirantes, terminou com duas vitórias proclamadas pelas respectivas torcidas e uma derrota evidente: a do debate público. Diante de um país preocupado com violência, custo de vida, saúde e emprego, Flávio trabalhou para nivelar a discussão por baixo, provocando o adversário; Lula escorregou na casca de banana e foi para um confronto pessoal com acusações recíprocas de corrupção. O indeciso que esperava esclarecer o voto no debate encontrou mais motivos para hesitar.

Mentiras do bolsonarismo na economia, por Míriam Leitão

O Globo

Flávio Bolsonaro copia propostas de Lula e diz que fará muito mais. Mas nas reuniões com a Faria Lima, promete tudo o oposto

Na economia, essa campanha virou uma disputa de quem faz mais populismo fiscal. Flávio Bolsonaro copia as proposta de Lula e aumenta ainda mais as despesas. Lula prometeu que o Tesouro compraria dívidas velhas dos endividados exigindo dos credores um desconto. Flávio pegou carona na proposta e disse que vai comprar também, mas vai congelar a dívida restante das pessoas físicas por seis meses, e, das pessoas jurídicas, por um ano. Qual a diferença entre os dois caminhos econômicos? Lula está fazendo propostas elaboradas por sua equipe, depois de estudos. Pode-se discordar, mas tem lógica. Flávio Bolsonaro está copiando tudo o que Lula anuncia, elevando as ofertas numa espécie de leilão de populismo.

Depois da emoção da campanha, uma grande tarefa nos espera, por Fernando Gabeira

O Globo

O ano que vem será difícil para qualquer vencedor. Os economistas acham que faltará dinheiro, e o El Niño vem pesado com seus eventos extremos

Minha menina: o Brasil vive sua última semana de campanha. Só agora, no segundo turno, assume os traços interessantes do passado.

Há gente na rua, gente fazendo o L, dizendo “vamos virar”, manifestações estudantis, shows. Para dizer a verdade, a animação envolve os dois lados. Vi uma espécie de comício em Capelinha, com milhares de pessoas. É uma cidade de Minas na entrada do Vale do Jequitinhonha, onde estive recentemente. Enfim, há luta eleitoral em toda parte.

Fundo do poço, por Merval Pereira

O Globo

Foi um debate de nível muito baixo um show de horrores. Não é à toa que os dois têm os mais altos níveis de rejeição

Desde que a ditadura militar acabou com os partidos políticos que já tinham história no Brasil, como PTB, PSD, UDN, e criou Arena e MDB, os eleitores brasileiros perderam a vinculação com as legendas e passaram a votar mais em pessoas do que em partidos. PT e PSDB, junto com o PDT de Leonel Brizola, nasceram nesse vácuo, inclusive porque o PTB foi transferido, num golpe judicial, para Ivete Vargas, para que Brizola não tivesse uma legenda forte. A partir desse desmonte histórico, deu-se a desconexão entre eleitor e partido, reforçada com a descoberta dos partidos de que seria fácil arrecadar votos com a filiação de nomes populares na música, no futebol, no rádio e na televisão.

Entrevista | Lula tem histórico de mudança e é antissistema, diz presidente do PT, por Sofia Aguiar e Lucas Borges Teixeira

Valor Econômico

Edinho Silva diz que Flávio captou desejo por mudança e negou que adversário tenha sido subestimado no primeiro turno

A cinco dias do segundo turno, o coordenador-geral da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, fez uma autocrítica, assumiu erros cometidos durante a disputa, mas também realçou acertos, como a neutralidade do Centrão no primeiro turno. Em entrevista ao Valor, ele negou que a campanha tenha subestimado a força política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas reconheceu que o parlamentar soube catalisar o desejo de mudança do eleitor. Ele disse acreditar, entretanto, que será possível associar esse sentimento à imagem de Lula, porque o petista “tem histórico de mudança”.

O Valor também pediu entrevistas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN). Ambos adiaram a conversa para depois do segundo turno.

Para eventual quarto mandato, o presidente nacional do PT citou um “remanejamento orçamentário” para acomodar promessas como o “Pix MEI”, o novo Pé-de-Meia e o aumento do Bolsa Família. “Não é aumentar gasto. É fazer remanejamento dentro do Orçamento”, argumentou. Conforme antecipou o Valor nesta segunda-feira (19), o governo terá que remanejar cerca de R$ 20 bilhões na Lei Orçamentária de 2027 para acomodar as propostas mais recentes de Lula, como o “Pix MEI”, sem aumentar o limite total de despesas.

Edinho afirmou que a principal cobrança de Lula até aqui foi a falta de material de campanha nas ruas, problema que, segundo ele, foi corrigido. Ele negou que Lula ou o PT deixassem a atuação nas redes sociais em segundo plano, mas admitiu a guinada do candidato à reeleição depois que ele adotou as “vídeo selfies”. Agora, a primeira agenda das manhãs são as gravações de Lula para as plataformas digitais.

A seguir os principais pontos da entrevista ao Valor:

Sangue, suor e lágrimas na reta final, por Maria Cristina Fernandes

Valor Econômico

Se a subestimativa do voto de direita favorece Flávio Bolsonaro, a quebra de sigilo é a bala de prata de Lula

O debate da Band deu o tom da dramaticidade da última semana de campanha que se iniciou com a rodada da BTG/Nexus em que a diferença entre os finalistas se estreitou para 0,6 ponto. Equivaleria a uma vantagem inferior a um milhão de votos do senador Flávio Bolsonaro, não fosse a subestimativa histórica do voto da direita, em média, de 1,4 ponto. Caso se repita, o “voto envergonhado” do eleitor que se omite ou mente para ser melhor aceito no seu meio social, deixaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa desvantagem um pouco acima de 2 milhões, a mesma do 1º turno. Tudo isso se a eleição fosse hoje, mas, até domingo, cada dia vai ser um round. A bala de prata de Lula passou a ser a quebra do sigilo dos candidatos e suas famílias.

Flávio venceu na linguagem da fé, mas pode ter perdido o crente indeciso, por Juliano Spyer

Folha de S. Paulo

Apesar da postura arrogante, Flávio sai do debate com cortes para evangélicos

Campanha do bolsonarista conseguiu mais material para usar nas redes sociais

O Brasil tem pelo menos 40 milhões de evangélicos, e esse número cresce se incluirmos os católicos conservadores. Mas a fé apareceu só de raspão nas falas dos dois candidatos no debate da Band, no domingo (18). Qual deles se comunicou melhor com os cristãos indecisos?

Flávio Bolsonaro se apresentou como crente em apenas dois momentos. No primeiro bloco, quando Lula afirmou que venceria a disputa, Flávio respondeu: "Tá repreendido em nome de Jesus". E completou: "Só o Senhor é Deus. Está repreendido".

O fetiche dos debates, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Embates televisivos raramente têm efeito decisivo sobre o resultado de eleições

Oferecem, porém, uma brecha para avaliar candidatos fora de ambiente por eles controlado

Sim, o debate de domingo (18) foi muito ruim, mas o que dava para esperar? O homem, e, por conseguinte, o candidato, é um produto de seu meio. Uma campanha presidencial marcada pela polarização afetiva, por escândalos de corrupção e por uma ausência de propostas e ideias ainda mais intensa que o normal só poderia mesmo produzir um debate como o que vimos, em que sobressaíram agressividade, pegadinhas e evasivas. O surpreendente seria se, dadas as condições objetivas de campanha, os candidatos tivessem discutido seriamente projetos e programas.

Faltou conteúdo e sobrou despreparo no debate, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Lula e Flávio mostraram que lhes falta exatamente a matéria-prima para um bom embate: as ideias

Os dois foram pintados para uma guerra de insultos que não serviu para estimular o eleitorado a votar

Se era para fornecer ao país um show de grosserias e despreparo no trato de questões substantivas, teria sido melhor que Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mais uma vez fugissem de um confronto de ideias. No debate deste domingo (18), mostraram que lhes falta exatamente essa matéria-prima.

Nenhum dos dois compareceu munido de argumentos para discorrer sobre temas do interesse coletivo e cobrar do adversário provas de conhecimento e capacidade para presidir o Brasil. Foram pintados para uma guerra de insultos mútuos que resultou em lamentável empate no quesito ausência de conteúdo.

Big techs e Nunes Marques capturam a cena eleitoral, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Presidente do TSE, indicado por Bolsonaro ao STF, parece um torcedor de toga

Na reta final do pleito, manipulação dos algoritmos atinge o ponto máximo

Depois de funcionários da Meta admitirem um segredo de polichinelo —restrições que prejudicam as contas da campanha de Lula—, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que a empresa adote medidas de tratamento igualitário no segundo turno. Quem espera que Mark Zuckerberg cumpra a decisão pode esperar sentado. Ele vai enrolar, como sempre.

Ajuste fiscal e embuste político, por Jorge J. Okubaro

O Estado de S. Paulo

Prometer cortes de gastos públicos e preservar programas sociais de alto custo é engambelar o eleitor

Num palco propício a embuste político, uma motosserra como a empunhada pelo presidente argentino Javier Milei para simbolizar seu projeto de redução do Estado tem forte impacto visual. Se levado à prática, um projeto desses tem consequências igualmente fortes: desemprego, aumento da pobreza e fechamento de empresas. Milhões de argentinos estão vendo isso. Não se sabe se por prudência ou criatividade, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, esforçado imitador de Milei, adotou um símbolo mais modesto, a tesoura, mas empregado de forma superlativa. Prometeu um tesouraço. Chegou a falar em corte de R$ 200 bilhões de gastos.

A ‘herança maldita’ em 2027, por Eliane Cantanhêde

O Estado de S. Paulo

Populismo de campanha vira tesouraço depois, mas Lula e Flávio escondem o jogo

Depois de confirmar que debate não é seu forte, como mostrou desde 1989 em todas as sete campanhas presidenciais que disputou, o presidente Lula manteve sua aposta nos anúncios populistas para tentar virar a eleição até o próximo domingo. O “vale-tudo” corre solto na sua campanha.

O desafio para que ele e Flávio Bolsonaro abram suas contas bancárias e a promessa de entregar os seus dados e de seus filhos ao TSE, ainda hoje, fazem parte do jogo. Mas antecipar o pagamento do Bolsa Família, a dias da eleição, não faz.

É o que se chama de “forçação de barra”, o uso da Presidência e dos recursos públicos para, inequivocamente, comprar votos e minimizar a abstenção, empurrando eleitores de baixa renda para as urnas no domingo.

O debate eleitoral e a miséria exposta, por Carlos Andreazza

O Estado de S. Paulo

A atividade política havida no Brasil é rasteira. A campanha eleitoral, rasteira. Rasteiros a serem os próximos quatro anos. Causalidade. Uma condenação. Serão anos de depressão aguda; de exaustão terminal, talvez com alguma chance de termos chances em 2030. (O esquema vigente, o tal polarizado, dá sinais de esgotamento na sociedade, embora sejamos mestres em desaproveitar chances.)

Será necessário sobreviver – andar de lado – até lá, qualquer que seja o produto das urnas. (O cronista não compara os candidatos, problemas diferentes, carregadores individuais para crises específicas.) Sobre o presente projetado no amanhã: o que pauta o debate hoje condiciona o porvir. O debate está num lugar distante daquelas que seriam as prioridades deste País.

SBT SABATINA LULA | #EleiçõesSBT2026

 

Poesia | É assim que te quero, de Pablo Neruda

 

Música | Cartola de Noel - Confesso

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais \ Opiniões

A França em chamas

Por Correio Braziliense

Uma França alinhada ao trumpismo, hostil ao multilateralismo e com simpatias declaradas por Putin seria uma ruptura sem precedente no projeto da União Europeia

Berço de uma revolução que redesenhou a história do Ocidente, a França está novamente às voltas com uma insurreição. A escalada da violência urbana e o isolamento do presidente Emmanuel Macron expõem o esgotamento do modelo tecnocrata e arrastam a Europa para uma perigosa incerteza geopolítica, que pode acabar mudando o mapa do poder mundial. 

O que começou em meados de setembro com estudantes do ensino médio bloqueando escolas na periferia de Paris se transformou, em cinco semanas, na maior mobilização de rua do país em anos. A alta dos combustíveis desde o início do conflito no Oriente Médio, o custo de vida fora do alcance de boa parte da população e anos de acúmulo de insatisfação convergiram num movimento que une ex-coletes amarelos, sindicalistas, ativistas climáticos e estudantes.

Polarização política corrói o tecido social e tem custo econômico, por Humberto Saccomandi

Valor Econômico

Os extremos pouco se toleram, pouco se falam, pouco colaboram. Isso produz efeitos deletérios, sociais e econômicos

A política no Ocidente foi capturada pela polarização. O centro está encolhendo, quando não sumindo, na maioria dos países. Os extremos pouco se toleram, pouco se falam, pouco colaboram. Isso produz efeitos deletérios, sociais e econômicos, ao reduzir a confiança entre as pessoas, nos governos, nas instituições e ao estimular políticas de curto prazo e menos eficazes. Às vésperas das eleições brasileiras, é bom refletir sobre isso.

Primeiro é preciso definir polarização, que não é uma simples divergência. A política moderna no Ocidente já nasceu dividida, entre direita e esquerda. Para o pensador italiano Norberto Bobbio, o cerne dessa divisão é o conceito de igualdade. A esquerda dá maior importância à igualdade, tende a considerar que muitas desigualdades são produzidas pela organização social e, portanto, podem ser reduzidas pela ação política. A direita, sugere Bobbio, tende a considerar um conjunto maior de desigualdades como naturais, inevitáveis ou legítimas e até a valorizá-las. O centro transita num amplo espectro de posições intermediárias.

Duelo de rejeições deixa de lado propostas para o país, por Fernando Exman

Valor Econômico

Debate rendeu farto material negativo sobre ambos os candidatos, a ser explorado nas redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) transformaram o debate realizado pela Band na noite deste domingo (18) em um duelo de rejeições. É de se lamentar, diante das urgências de um país com tantos desafios. Mas alguns dados podem ajudar a explicar a estratégia.

Segundo a mais recente pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro tem 54% de rejeição, um ponto percentual maior em relação ao petista, com 53%. Na intenção de votos, os dois estão tecnicamente empatados, com o senador numericamente à frente (46% a 44%). Votos em branco, nulos e eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos dois somaram 9%, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Entre os assuntos que mais preocupam o eleitor, de acordo com o instituto, são citados violência, corrupção, economia, saúde, problemas sociais e educação.

Candidatos disputam as ruas na reta final da campanha, por Gabriela Guido e Fábio Couto

Valor Econômico

Manifestação em São Paulo, teve a presença de Flávio; movimentos pró-Lula foram às ruas no Rio, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, apoiadores dos dois candidatos foram às ruas para manifestações.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de lideranças bolsonaristas da direita e da extrema-direita. No Rio, foram organizados dois atos por apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em São Paulo, no ato pró-Flávio, acompanharam o candidato o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Também estavam presentes o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o vereador e deputado eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e a porta-voz do plano econômico do presidenciável, a economista Daniella Marques.

O movimento faz parte de uma tentativa da campanha de fazer um contraponto às manifestações públicas de apoio à reeleição de Lula.

Os riscos da aposta dos mercados na eleição, por Alex Ribeiro

Valor Econômico

Ajuste dos mercados pós-eleição pode ser dramático, em especial se os capitais estrangeiros que entraram nas últimas semanas saírem de uma vez

A aposta na vitória do senador Flávio Bolsonaro levou ao aporte de R$ 18,5 bilhões em recursos estrangeiros na bolsa brasileira. Por enquanto, é só alegria: enquanto os juros sobem ao redor do mundo, a curva aqui já fechou mais de dois pontos percentuais. A queda do diferencial de juros não impediu a valorização do real, que aumenta os ganhos do investidor que vem de fora. O que pode dar prejuízo?

Naturalmente, uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apresentou uma melhora nas pesquisas - e os operadores já não podem mais considerá-lo carta fora do baralho. O mercado já se ajustou um pouco a esse risco nos últimos dias. Mas o tranco nos preços pode ser forte na semana que vem. As apostas em Flávio Bolsonaro, que eram muito leves no primeiro turno das eleições, se tornaram mais substanciais desde então.

Preparem-se para uma semana sangrenta, por Bruno Carazza

Valor Econômico

Debate e entrevista de Roberta Luchsinger testarão os sentimentos profundos do eleitor

Depois de uma campanha arrastada, sem confrontos diretos entre os principais candidatos, o debate na Band e a entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN são o prenúncio de uma semana sangrenta em que o nível vai baixar.

Logo após um início morno com respostas protocolares sobre segurança pública e economia, o primeiro embate cara a cara entre Flávio Bolsonaro e Lula descambou para acusações recíprocas envolvendo a máfia do INSS, o caso Master, outros casos de corrupção e milícias que resvalaram para outros integrantes da família de um e de outro.

Sem bala de prata, por Diogo Schelp

O Estado de S. Paulo

Flávio se saiu melhor do que Lula na forma, mas não o suficiente para reduzir rejeição dos que pretende atrair

Um bom desempenho em um debate na TV não costuma ser a bala de prata para vencer uma eleição presidencial. Não foi diferente no debate Band/Estadão de ontem.

No balanço geral, Flávio se saiu melhor do que Lula na forma, mas não o suficiente para reduzir a rejeição do eleitorado que pretende conquistar. Passou sua mensagem com mais clareza, usou melhor o jogo de câmeras (por exemplo, ao se posicionar atrás de Lula, com expressão de desaprovação, enquanto o presidente falava) e administrou melhor o tempo à sua disposição. Nos embates diretos com tema livre entre os dois, porém, o senador foi tão evasivo nos questionamentos de Lula que passava a impressão de que qualquer assunto lhe era demasiadamente espinhoso – até aqueles que não deveriam ser. Qual era a dificuldade de explicar por que votou assim ou assado em determinada matéria no Congresso Nacional?

Pornografia política, por Denis Lerrer Rosenfield

O Estado de S. Paulo

Até a encenação foi abandonada. O presidente Lula tudo faz para ganhar as eleições, sem quaisquer limites

Tem um nome o que estamos vivendo: pornografia política. Não há mais sedução, eros, mas pura e simples pornografia. Até a encenação foi abandonada. O presidente Lula tudo faz para ganhar as eleições, sem quaisquer limites. Contas públicas, responsabilidade fiscal, dívida pública entre outras, inúmeras, aliás, vão simplesmente para o espaço.

Os gastos das últimas semanas já remontam a R$ 350 bilhões, segundo o Estadão, sem que sejam números definitivos, pois não se sabe ainda o que está por vir nos próximos dias. O cenário não permite otimismo. E nada mais se esconde; tudo aparece à luz do dia. Nem as aparências são guardadas.

A uma semana do 2º turno, direita e esquerda lotam as ruas, por Rafaela Gama

O Globo

Flá­vio mar­cou pre­sença em São Paulo em evento na Ave­nida Pau­lista com ali­a­dos; PT fez mobi­li­za­ção naci­o­nal e ato no Rio, com artis­tas como Cae­tano Veloso e Dja­van

Eventos de campanha aconteceram poucas horas antes do debate da Band, o primeiro com a participação dos dois nesta eleição

A manifestação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, reuniu 72 mil pessoas, enquanto o "Ato Musical pela Democracia", organizado por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, teve a presença de 56 mil. Os dados são estimativas do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da More in Common. Os eventos aconteceram poucas horas antes do debate da Band, o primeiro com a presença dos dois candidatos nesta eleição.

O que quer o eleitor? Por Irapuã Santana

O Globo

Sobra muito pouco tempo e energia para refletir e buscar informações sobre candidaturas nas eleições

O primeiro turno das eleições passou e, com ele, foram escolhidos os novos representantes da população no Legislativo. Tivemos recordes de votos à direita e à esquerda. Os campeões de votos para a Câmara foram Nikolas Ferreira, com 3.119.318 votos, seguido por Lucas Pavanato, com 3.038.438, e, fechando o pódio, Erika Hilton, com 1.596.472.

São candidaturas com pautas específicas que não necessariamente aderem, à primeira vista, àquelas questões frequentemente apontadas pelo povo como suas maiores preocupações, tais como violência, saúde, corrupção, pobreza e educação. Nenhum dos três campeões se destaca por algum desses elementos. Ficam mais centrados nas pautas dos costumes e da identidade.

O voto, esse traidor, por Miguel de Almeida

O Globo

A identidade não determina a ideologia. Parece óbvio, menos para parte da esquerda, para quem a frase soa como alta heresia. Repetiu-se por anos, sem direito a réplica, que a defesa de minorias e desvalidos equivalia a falar por eles. Negava-se, assim, o fato de que entre mulheres, negros e pobres havia conservadores. As urnas dizem que eles existem e votam, fazendo-se ouvir. O primeiro turno acendeu o farol.

Não se pode confundir posição social com consciência política. São coisas distintas, embora o identitarismo mais pedestre tenha sempre misturado os conceitos. O resultado das eleições para o Congresso mostra que a esquerda pode ter confundido a defesa de grupos minoritários ou perseguidos com o alinhamento automático a sua visão de mundo. Não é bem por aí; sem catequese, por favor. No quesito, a História traz exemplos melhores.

A caminho de um estelionato eleitoral, por Carlos Alberto Sardenberg

O Globo

Nenhum candidato se arriscará a falar de ajuste, e o eleito só se ocupará do problema depois da posse

O eleitor que acompanha o noticiário sobre as eleições certamente já topou com reportagens e opiniões a respeito do ajuste das contas públicas. Mas quem acompanha apenas os programas partidários e as declarações dos candidatos só encontra dois tipos de mensagem, que podem ser assim resumidos: o adversário é uma porcaria; e o próximo governo será muito bom para todos.

Há um certo consenso entre analistas, políticos e marqueteiros neste ponto: ajuste de contas, também conhecido como ajuste fiscal, será muito importante para o governo, qualquer governo, mas nunca será tema de campanha. Por dois motivos: o tema é complicado; e só trata de maldades.

Personalidade autoritária e extrema direita, Luiz Carlos Bresser-Pereira

Folha de S. Paulo

Legitimação que cada um dá a si próprio para essa atitude política é superficial

É, também, suficientemente rasa para que o regime não se instaure ou não perdure

A personalidade autoritária é um tema que há muito me interessa como problema de teoria política relacionada com a psiquiatria e a psicanálise. Até hoje, porém, não encontrei sobre o tema um texto que me satisfizesse, que abrisse novas perspectivas sobre a questão.

Confesso que fiquei decepcionado quando li o livro de Theodore Adorno (1950) "Estudos sobre a Personalidade Autoritária". Esperava uma análise psicológica e político-filosófica e o que encontrei foi antes uma análise político-jurídica sobre o fascismo, dado que se baseou em uma pesquisa na qual Adorno contou com cientistas políticos e juristas americanos da Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA).

A personalidade autoritária é uma questão que deveria ser estudada pela psicologia e suas diversas ramificações como a psicanálise e a medicina psiquiátrica. Estou convencido de que ela é um dos impulsos psíquicos mais profundos do ser humano –o impulso para o poder. Todos os homens e mulheres são atraídos pelo poder, pela capacidade de impor sua vontade aos demais.

Centrão quer mudar regras eleitorais após avanço de partidos com identidade ideológica clara, por Lara Mesquita

Folha de S. Paulo

Em 1950, cientistas políticos americanos queriam alterar as normas para ter partidos ideológicos

Em 2026, políticos brasileiros querem mudar regras para não os ter

Em 1950, a Associação Americana de Ciência Política (APSA) publicou o relatório "Toward a More Responsible Two-Party System", que criticava o fato de tanto o Partido Democrata quanto o Republicano serem federações frouxas de máquinas locais, sem programa e sem disciplina. A receita era outra: os partidos deveriam se organizar como partidos nacionais coesos e nitidamente distintos, para que o eleitor soubesse em que estava votando.

Meio século depois, os partidos americanos eram ideologicamente coerentes e disciplinados no Congresso. Em 2007, Nicol Rae fez o balanço num artigo de título irônico: "Cuidado com o que você deseja". Os partidos finalmente se adequavam à demanda dos cientistas políticos, mas o fortalecimento partidário veio acompanhado de polarização e paralisia decisória. Quem pedia partidos ideológicos passou a reclamar deles.

O 'Nordeste vermelho' visto da prefeitura, por Marcus André Melo

Folha de S. Paulo

A topografia política municipal é bem mais diversa do que sugere a votação presidencial

O eleitor nordestino tem o pé em duas canoas também no nível municipal, não apenas na eleição para a câmara federal

Em coluna recente critiquei o mito do "Nordeste vermelho" a partir do resultado das eleições para a Câmara dos Deputados. Retomo aqui a questão, mas com o foco agora nas eleições municipais. Lula perdeu 258 mil votos na região entre 2022 e 2026, uma redução de 1,2%. O Nordeste, no entanto, passou a representar uma parcela maior de sua votação nacional: de 38% para 40%. Mas apenas 9,5% das prefeituras nordestinas foram conquistadas pelo PT em 2024.

Mais importante: a distribuição de prefeituras do PT é excepcionalmente assimétrica e descontínua. Embora quase dois terços dos votos válidos no Maranhão tenham sido para Lula, o partido conquistou apenas duas das 217 prefeituras. Menos de 1%. Quem mais elegeu prefeitos no estado foi o PL. Sim, o partido da direita radical. Na Paraíba, apenas uma no conjunto de 223. No Piauí e na Bahia, o PSD liderou. Em Alagoas, o MDB levou 65 das 102 prefeituras, quase dois terços do total. Em Pernambuco, o primeiro lugar está com o PSDB. Na Paraíba e no Ceará, com o PSB.

Não sei vocês, por Ana Cristina Rosa

Folha de S. Paulo

Estamos às vésperas da eleição mais importante do resto de nossas vidas

Não podemos correr o risco de perder nenhum dos direitos que conquistamos

Não sei vocês, mas entendo que estamos às vésperas da eleição mais importante do resto de nossas vidas. Em poucos dias iremos definir se queremos um governo que se caracteriza pela defesa dos interesses coletivos e pela priorização do bem-estar social ou um governo associado ao autoritarismo, ao culto à personalidade, à perseguição de minorias e ao desprezo pelo meio ambiente.

Não sei vocês, mas a escolha certa me parece óbvia para quem preza a democracia, a liberdade de expressão, o direito à divergência, o livre pensamento, a justiça social, a equidade de gênero e de raça, a educação pública, a proteção previdenciária e uma série de direitos e garantias conquistados com muita luta e articulação coletiva ao longo de décadas.

Folha, Metrópoles e a lama de Daniel Vorcaro, por Alexandra Moraes - Ombudsman

Folha de S. Paulo

Portal brasiliense nega retaliação por publicação sobre submissão de textos ao então banqueiro

Assessor que aparece sugerindo 'adiar' reportagem afirma que a demanda jamais foi atendida pelo jornal

Numa semana cheia de temas em que a cobertura da Folha merecia críticas (Kassio e Vorcaro, escala 6x1, enchentes em SP) e com um furo importante sobre a Meta nas eleições ("Em mensagens internas, Meta admite que contas de Lula foram prejudicadas por restrições"), o próprio jornal acabou virando assunto, infelizmente.

Na noite da sexta, a Folha soltou um texto com o (longo) título "Metrópoles publica reportagem mentirosa em retaliação a denúncia sobre o site revelada pelo UOL e reproduzida pela Folha".

A denúncia era "Vorcaro editava textos do site Metrópoles antes de irem ao ar". Depois da publicação dela, na quinta (15), o portal brasiliense anunciou que "Daniel Vorcaro pagou R$ 1 milhão para ‘adiar’ e ‘amenizar’ matéria na Folha de S.Paulo". Apesar da formulação, o milhão não foi pago ao jornal, mas ao assessor Guilherme Barros, encarregado por Daniel Vorcaro de tentar reduzir danos que uma reportagem do jornal poderia lhe causar.

Opacidade das big techs no jogo eleitoral, por João Marcelo Sena - Ombudsman

O Povo (CE)

Da mesma forma que a imprensa cobra de agentes públicos uma postura livre de interesses pessoais, deveria ser mais crítica à falta de transparência nos algoritmos

É chover no molhado falar sobre como as redes sociais têm protagonismo como espaço de disputa política. A cada eleição, cresce a influência do ambiente digital naquilo que é pautado pelas campanhas nos principais temas em debate. A semana que começou com um vaivém de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula” terminou com suspeitas de interferência da Meta no pleito.

Em meio à sinuca de bico na qual o Poder Judiciário se colocou ao longo dos últimos meses, cada decisão passa a ser recebida com desconfiança já naturalizada. Diante desse clima de conflagração política nas cortes superiores, chega a ser uma boa surpresa o destaque à notícia de um parecer emitido pela área técnica do TSE. O relatório não apontou para desinformação disseminada no canal, mas fez alertas quanto ao uso de “linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto” naquele ambiente.

Poesia | Vinícius de Morais - O Haver

 

Música | Mulheres de Hollanda - Todo o sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque de Hollanda )

 

domingo, 18 de outubro de 2026

Sobre o conceito de previsão ou perspectiva, por Antonio Gramsci*

É certo que prever significa apenas ver bem o presente e o passado como movimento: ver bem, isto é, identificar com exatidão os elementos fundamentais e permanentes do processo. Mas é absurdo pensar numa previsão puramente "objetiva". Quem prevê, na realidade, tem um "programa" que quer ver triunfar, e a previsão é exatamente um elemento de tal triunfo. Isto não significa que a previsão deva ser sempre arbitrária e gratuita ou puramente tendenciosa. Ao contrário, pode-se dizer que só na medida em que o aspecto objetivo da previsão está ligado a um programa é que esse aspecto adquire objetividade: 1) porque só a paixão aguça o intelecto e colabora para tornar mais clara a intuição; 2) porque, sendo a realidade o resultado de uma aplicação da vontade humana à sociedade das coisas (do maquinista à máquina), prescindir de todo elemento voluntário ou calcular apenas a intervenção das vontades dos outros como elemento objetivo do jogo geral mutila a própria realidade. Só quem quer fortemente identifica os elementos necessários à realização de sua vontade. Por isso, é um erro grosseiro de presunção e superficialidade considerar que uma determinada concepção do mundo e da vida tenha em si mesma uma superioridade em termos de capacidade de previsão. É claro que uma concepção do mundo está implícita em toda previsão; portanto, o fato de que ela seja um amontoado de atos arbitrários do pensamento ou uma visão rigorosa e coerente não é destituído de importância, mas ela só adquire essa importância no cérebro vivo de quem faz a previsão e a vivifica com sua vontade forte. Isto pode ser percebido através das previsões feitas pelos chamados "desapaixonados": elas estão plenas de inutilidades, de minúcias sutis, de elegâncias conjeturais. Só a existência, em quem "prevê", de um programa a realizar faz com que ele se atenha ao essencial, aos elementos que, sendo "organizáveis", suscetíveis de ser dirigidos ou desviados, são na realidade os únicos previsíveis. Isto vai contra o modo comum de considerar a questão. Geralmente se acredita que todo ato de previsão pressupõe a determinação de leis de regularidade como as leis das ciências naturais. Mas, como estas leis não existem no sentido absoluto ou mecânico que se supõe, não se levam em conta as vontades dos outros e não se "prevê" sua aplicação. Logo, constrói-se com base numa hipótese arbitrária, e não na realidade.

*Antonio Gramsci (1891-1937) Caderno 15 (1933). Cadernos do Cárcere, v. 3 p.342. 3ª Edição, 2007. Editora Civilização Brasileira.

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Meta tem de zelar por equilíbrio na campanha eleitoral

Por O Globo

Facebook, Instagram, WhatsApp e sistemas de IA não podem favorecer nenhuma candidatura

Fez bem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em tomar medidas para que a Meta — dona de Facebook, Instagram e WhatsApp — mantenha equilíbrio na disputa eleitoral. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se queixou de que as redes da empresa privilegiaram conteúdos do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em resposta, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que não haja restrição sem justificativa a conteúdos políticos ligados à eleição e que a ferramenta Meta IA, de inteligência artificial, não favoreça nenhum dos candidatos. Embora a decisão afirme não haver provas de manipulação deliberada, os casos apresentados despertam questionamentos razoáveis. Por isso é fundamental que o TSE cumpra seu papel constitucional de zelar pela paridade de armas.