Folha de S. Paulo
Joseph Stiglitz afirma que ameaças às
instituições do candidato do PL devem ser levadas a sério
Ex-economista-chefe do Banco Mundial diz que
Lula fez bem para o mercado, mas que petista precisa reduzir taxa de juros
Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno
das eleições
brasileiras, o mercado acordou em polvorosa. O dólar caiu
para R$ 5. A Bolsa atingiu uma alta histórica de 206 mil pontos. Era
a reação ao 1,87 ponto percentual de vantagem
marcados por Flávio Bolsonaro (PL), cuja campanha sinaliza um
eventual ajuste fiscal e um maior controle das contas
públicas.
Mas, para Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio
Nobel de Economia de 2001, a alegria é prematura.
Para o economista, uma vitória de Flávio apresentaria sérios riscos para a economia brasileira. Antes do primeiro turno, Stiglitz havia assinado, junto de figuras como Thomas Piketty, Chico Buarque, Raí e outros intelectuais, um texto de opinião no jornal francês Le Monde que afirma que o candidato do PL é uma ameaça à democracia.





























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