Correio Braziliense
Os maiores comícios foram os
das Diretas Já, que empolgaram o país, mas nem por isso garantiram a aprovação
da Emenda Dante de Oliveira. A ditadura caiu no Colégio Eleitoral, com eleição
indireta de Tancredo Neves
O primeiro comício a que assisti foi o da
Central do Brasil, realizado em 13 de março de 1964, na Praça da República, no
Rio de Janeiro, que reuniu entre 150 mil e 200 mil pessoas. O presidente João
Goulart (Jango) e Leonel Brizola lideraram o evento para defender as reformas
de base e pressionar o Congresso.
Era apenas um menino, levado pelos pais ao
ato político no qual Jango anunciou que faria reformas por decreto, entre as
quais a agrária. Carrego poucas recordações de criança: pessoas no teto das
plataformas de bonde, penduradas nos postes e nas árvores; eu sobre os ombros
de meu pai. Aquele comício era um “apelo às massas” para que apoiassem Jango.
Talvez seja o mais famoso da nossa história política porque, semanas depois,
houve o golpe militar de 1964.
Os maiores foram os das Diretas Já, que empolgaram o país, mas nem por isso garantiram a aprovação da Emenda Dante de Oliveira. A ditadura caiu no Colégio Eleitoral, com a eleição de Tancredo Neves, cuja campanha também promoveu grandes comícios. Tão grandes que, em determinado momento, o velho pessedista resolveu suspendê-los, porque temia perder o controle do povo nas ruas. Dois outros são históricos: o de Getúlio Vargas, em São Januário, e o de Luiz Carlos Prestes, no Pacaembu.










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