Obsessão de Trump pela Groenlândia desafia a razão
Por Folha de S. Paulo
Se motivação é segurança, EUA já contam com
anuência da Dinamarca para aumentar presença militar na ilha
Ameaças ora atenuadas só enfraquecem a Otan;
não se pode mais descartar a hipótese de que não há razões de Estado, mas sim
vaidade
O que quer Donald Trump com
a Groenlândia?
Até aqui, são incompreensíveis as reais intenções do presidente americano em relação
à ilha ártica que, segundo ele disse repetidas vezes nos últimos dias, pretende
anexar aos EUA.
Ameaças comerciais e militares, a esta
altura, não são mais novidades neste segundo mandato do republicano. Até a
invasão da Venezuela,
a retórica inflamada e os tarifaços pareciam se limitar a meios de forçar
negociações. No caso da Groenlândia, porém, é difícil entender o que poderia
ser negociado.
Se Trump está preocupado com a segurança, como alega, não seria necessário negociar mais nada. Por força de um acordo bilateral entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que comanda a política externa do território autônomo, e de outras convenções, os militares americanos já têm todo o acesso ao local de que poderiam precisar.





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