segunda-feira, 2 de março de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Guerra abala regime de terror no Irã, mas não garante seu fim

Por O Globo

Líder de um dos regimes mais cruéis do planeta está morto, porém fatos ainda poderão frustrar as ambições de Trump

Talvez não haja evidência mais contundente do significado da morte do aiatolá Ali Khamenei para o mundo que a irrupção espontânea de manifestações de júbilo por Teerã e outras cidades iranianas com a notícia — ainda que o país estivesse (e esteja) sob bombardeio de forças americanas e israelenses, que deflagraram ataques com o fito declarado de derrubar a teocracia e acabar em definitivo com suas pretensões nucleares.

A reação institucional a Trump finalmente mostra sua face, por Marcus André Melo

Folha de S. Paulo

Estripulias autoritárias geraram dissenso em sua base legislativa e na sociedade civil pujante

O Legislativo vetou a política do ICE, cortando seu orçamento, o que implicaria em sua virtual paralisia

A velocidade dos desvios do governo Trump em relação às normas legais e constitucionais durante seu segundo mandato tem sido dramática. John Burn-Murdoch, com base em um índice agregado de retrocesso democrático, trouxe evidências de que, em seus primeiros anos no cargo, ela foi muito maior do que a de outros líderes populistas (veja aqui os fatores que explicam essa característica do decisionismo trumpista).

Partiu Marcello Cerqueira, um sonhador, por Edmílson Martins de Oliveira*

Marcello Cerqueira partiu. Foi ver outras paisagens e encontrar velhos amigos de sonhos e de lutas. Está, certamente, no lugar com que sempre sonhou: um mundo de liberdade, paz e harmonia, fraterno, sem tirania, sem perversidade, sem ganância, onde só há eternidades.

Partiu ontem, sábado, 28 de fevereiro de 2026, e está, com euforia, participando da grande festa, organizada em sua homenagem, por muitos amigos e companheiros de luta, que já estão no país de eternidades.

Marcello viveu intensamente a vida aqui neste planeta. Lutou, com todas as suas forças, por um Brasil mais justo, por um mundo melhor, com igualdade e condições de vida justas para todos. Foi um sonhador e não estava sozinho.

Eu e o Marcelo conhecemo-nos e nos tornamos amigos desde 1978. Naquela ocasião, eu era candidato a deputado estadual e Marcello a deputado federal pelo então MDB.

Havia somente dois partidos: ARENA, que apoiava o governo da ditadura militar, e o MDB, de oposição. Nós militávamos no grupo chamado de “Autênticos do MDB”, que fazia a verdadeira oposição ao regime.

Poesia | Desencanto, de Manuel Bandeira

 

Música | Chico Buarque & Wilson das Neves - Sou Eu - Tereza da Praia