terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Politização das Forças Armadas (nos EUA), por Rubens Barbosa

O Estado de S. Paulo

A reação das FFAA contra a tentativa de politização por parte de Trump mostra a solidez das instituições e o profissionalismo militar

Uma das questões mais controvertidas que Trump vai deixar como legado de seus dois mandatos presidenciais nos EUA será a tentativa frustrada de politizar as Forças Armadas (FFAA), contrariando um dos pilares fundamentais da democracia americana: o controle civil das Forças Armadas e a neutralidade política dos militares.

Limites à política do porrete, por Jorge J. Okubaro

O Estado de S. Paulo

Por decisões políticas ou judiciais, algum limite está sendo imposto ao uso do porrete como política de Estado que Trump tentou consagrar

O mundo está perdendo o medo de Trump? Enfim, parece que até a Europa Ocidental agora entende os danos que um governo norteamericano chefiado por uma pessoa descontrolada e insensível às relações internacionais pode provocar no cenário mundial. Alguns dos principais dirigentes europeus reunidos na Conferência de Segurança de Munique reconheceram que a ordem mundial, construída logo depois do fim da 2.ª Guerra Mundial e aperfeiçoada nas últimas décadas – e que assegurou um mínimo de paz para o desenvolvimento da humanidade –, acabou. “A ordem mundial baseada em direitos e regras está sendo destruída”, disse o chanceler alemão, Friedrich Merz, durante o encontro. É um reconhecimento tardio dos estragos que Donald J. Trump está espalhando pelo mundo.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Descontrole de gastos aflige programas sociais

Por O Globo

Despesa subiu 500% desde 2004, sem que haja avaliação de eficácia para evitar desperdício

É inegável a importância dos programas de Estado no combate à vulnerabilidade social, mas as boas intenções das gestões petistas têm sido acompanhadas de descontrole, traduzido na explosão de gastos que deteriora o equilíbrio das contas públicas, reduz o espaço orçamentário para outras demandas e prejudica as próprias populações que se pretende beneficiar. É sinal eloquente desse descontrole a constatação de que a despesa com programas e benefícios sociais subiu 500% desde 2004, já descontada a inflação, de acordo com cálculo da Instituição Fiscal Independente do Senado realizado a pedido do GLOBO. O mais grave é não existir monitoramento sobre a eficácia das políticas sustentadas por tais gastos.

Suprema Corte vai conter Trump? Por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Decisão sobre tarifas mostra que Judiciário ainda não foi totalmente cooptado

Vamos ver se magistrados reafirmam independência nos próximos julgamentos

Numa rara boa notícia que vem dos Estados Unidos, a Suprema Corte declarou, pelo placar de 6 a 3, que o tarifaço de Donald Trump é inconstitucional. A decisão dos magistrados não põe fim aos desatinos econômicos do Agente Laranja, mas indica que a erosão institucional em curso naquele país ainda não foi tão longe quanto se poderia temer. O tribunal, que em outras ocasiões deu rédeas à hipertrofia dos poderes presidenciais, ainda não se tornou um órgão que apenas carimba ordens da Casa Branca.

Abuso faz a lei cair em desuso, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Campanha eleitoral indevida tem a guarda compartilhada entre políticos do governo e da oposição

Legislação vigente foi revogada pela prática permissiva, enquanto a Justiça se faz de desentendida

Soa a impertinência com o discernimento alheio o embate de argumentos entre "especialistas" para definir se há campanha eleitoral antecipada, seja por parte de governistas ou de oposicionistas.

Evidente que há. As provas jurídicas podem ser insuficientes, mas as comprovações factuais estão à vista. Faz mais de ano que não se fala de outra coisa na política, que partidos e candidatos se movimentam em torno do assunto, que o noticiário tem como referência a eleição de outubro. Pedem votos, sim.

Paes terá palanque com Lula e bolsonarista, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Indicada a vice na chapa, Jane Reis é irmã do cacique de Caxias

Estratégia é ampliar diálogo com evangélicos e avançar na Baixada

Em 2020, a advogada Jane Reis disputou a eleição à Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, a 50 quilômetros da capital, com população de 228.127 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. O município se destaca na produção de mandioca. Jane obteve 7.966 votos, equivalente a 5,92% do total, ficando na sexta colocação, atrás dos candidatos Boneco e Sargento Lopes. Seis anos depois, ela pode se tornar a vice-governadora do Rio de Janeiro, se as pesquisas que indicam o favoritismo de Eduardo Paes nas eleições de outubro se confirmarem.

Poesia | Mãos Dadas, de Carlos Drummond de Andrade

 

Música | Lucinha Lins - Mar de Espanha ( Sueli Costa Capinan)