Folha de S. Paulo
Episódios da semana revelam os custos de um
governo minoritário diante de um Congresso ideologicamente distante
Caso Master agrava o quadro ao aumentar os
incentivos para acordos defensivos
A rejeição,
pelo Senado,
da indicação de Jorge Messias para
o Supremo e a derrubada, pelo Congresso, do
veto presidencial ao PL da Dosimetria, lei que afrouxa punições e beneficia
diretamente os condenados pelo 8 de Janeiro, não são episódios isolados.
Expressam os limites de um governo de esquerda minoritário diante de um
Congresso com maioria de centro-direita e direita.
E revelam mais: em momentos de crise e autoproteção institucional, a distância ideológica entre presidente e maioria legislativa torna-se ainda mais custosa. O caso Banco Master, com suas conexões políticas e judiciais, agrava esse quadro ao aumentar os incentivos para acordos defensivos entre atores que têm pouco interesse em fortalecer o Executivo.


