O Estado de S. Paulo
Pensar a História descartando a guerra como categoria de pensamento e como forma da natureza humana é um luxo que não mais podemos nos dar
Pensar a guerra, eis uma tarefa primordial de nosso tempo. Tempo de profundas transformações, em que o arcabouço vigente desde a 2.ª Guerra Mundial está desmoronando a olhos vistos. O que valia começa a cessar de valer, com os referenciais geopolíticos explodindo. Os interesses dos Estados, sobretudo os mais poderosos, simplesmente se afirmam enquanto tais, com os demais devendo se acomodar a essa nova situação. Trilhar a diplomacia num contexto desse tipo exige grande habilidade, quando não o silêncio, diante de circunstâncias que são incontornáveis. De nada adianta, como faz a diplomacia lulista, confrontar retoricamente Trump se não tiver força para fazer valer a sua posição. O Brasil será apenas o grande prejudicado.





