Por /Andrea Jubé, Sofia Aguiar e Érica Ribeiro
Sem a presença de Lula, documento não trata
de segurança pública ou atuação nas redes sociais nem do descontentamento da
população
Num momento em que mais da metade dos
brasileiros desaprova a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o
Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou o seu 8º congresso nacional com a
aprovação de um manifesto em tom ameno, sem menção ao descontentamento da
população. Enquanto Lula cobrou do partido promessas factíveis para o futuro e
a defesa de seu governo, a abordagem crítica coube aos discursos finais do
presidente da sigla, Edinho Silva, e do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato
ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.
Lideranças petistas ouvidas pelo Valor lamentaram que o documento não tocou em “feridas” do partido, como as dificuldades ainda não superadas com o debate sobre segurança pública e a atuação nas redes sociais, áreas de domínio da direita, bem como o diálogo com o segmento evangélico.






