quinta-feira, 26 de março de 2026

Os Estados Unidos sob ameaça autoritária, por Maria Hermínia Tavares

Folha de S. Paulo

Projeto no Congresso visa assegurar vitória do trumpismo nas eleições

Para os populistas, democracia eleitoral é apenas via para chegar ao poder

Os americanos já não vivem numa democracia liberal: eis a conclusão do instituto sueco V-Dem, que monitora e classifica as democracias do mundo segundo a saúde de suas instituições. A organização mede periodicamente como os países efetivam os princípios constitutivos do ideal democrático: eleições livres; garantia das liberdades fundamentais; participação cidadã; processos decisórios com efetiva deliberação; e igualdade política plena.

Flávio Bolsonaro moderado é conversa mole para boi dormir, por Marcos Augusto Gonçalves

Folha de S. Paulo

Imagem de moderação interessa a setores da direita liberal inclinados a sacrificar a democracia em troca de gestão privatista da economia

Candidato terá que responder sobre seu reacionarismo e encrencas pregressas

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, anda vendendo uma imagem de moderado. Não vai colar. Para citar a velha canção "Touradas em Madri", isso é conversa mole para boi dormir. Estamos falando do filho 01 de Jair Bolsonaro, o líder da extrema direita brasileira, condenado e preso por tentativa de golpe e atentado à democracia e ao Estado de Direito.

A coreografia de moderado tem certo interesse. Atrai, por exemplo, simpatias da direita liberal, viúva da sempre chorada terceira via, que rejeita Lula e o PT, e tem histórico de se inclinar por projetos autoritários, na expectativa de que adotem uma linha privatista na economia. O caso mais recente foi o apoio ao próprio Jair Bolsonaro.

Legado de Cláudio Castro é chacina e corrupção, por Thiago Amparo

Folha de S. Paulo

Seu governo foi o binômio dinheiro vivo, de um lado, e gente morta, de outro

Sem fortalecer instituições, estado está fadado a repetir outros Castros

Com a maioria formada no Tribunal Superior Eleitoral para condenar à inelegibilidade o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), na noite desta terça-feira (24) —não graças aos dois ministros indicados por Bolsonaro, também do partido de Castro—, é oportuno fazer um balanço de sua gestão. Duas palavras sintetizam o governo castrista: chacina e corrupção.

Endividamento das famílias virou risco eleitoral, por Adriana Fernandes

Folha de S. Paulo

Reunião de Lula com Galípolo revela pressão em alta para juros caírem

Endividamento é turbinado por taxas elevadíssimas do cartão de crédito, que não são muito diferentes daquelas praticadas quando a Selic estava em 2%

No último ano do seu 3º mandato, o presidente Lula decidiu fazer uma cruzada contra o endividamento recorde das famílias brasileiras porque recebeu o diagnóstico de que as conquistas mais importantes do seu governo na área econômica, como a inflação em queda, o crescimento econômico e a queda recorde no desemprego, não estão sendo sentidas pela população.

A razão é o mal-estar causado pelo peso das dívidas no orçamento familiar. A queda de popularidade do presidente seria resultado da equação perversa do endividamento elevado com o escândalo do Master.

Reag, Master, BRB, Fictor: tem mais máfia no mercado? Como isso foi possível? Por Vinicius Torres Freire

Folha de S. Paulo

Com nova operação da PF, é razoável suspeitar que possa existir mais gangues na finança

Regulação e fiscalização fracas e corruptos fortes facilitaram a ramificação do crime

Reag, Master, BRB, Fictor. Gente do comando do grupo Fictor é investigada por ter contatos com um Thiago de Azevedo, vulgo "Ralado", que tinha negócios com o "Bonde do Magrelo", braço do Comando Vermelho no interior de São Paulo. "Ralado" corrompia gente de bancos, conseguia empréstimos para empresas de fachada e, então, quebrava ou fechava as fachadas e sumia com o dinheiro. Um pequeno Master.

Há mais bancos, fundos e operadores financeiros de outra espécie que estejam prestando serviços para o crime ou que sejam eles mesmos máfias, como o Master?

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Sucessor de Castro deveria ser escolhido em eleição direta

Por O Globo

Juristas afirmam que manobra de renunciar antes da cassação pelo TSE torna inadequada escolha pela Alerj

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou inelegível o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) trouxe incerteza sobre a escolha do novo chefe do Executivo. Temendo a cassação, Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento. Em caso de renúncia, a Constituição estadual determina que o governador interino — o desembargador Ricardo Couto — convoque eleição indireta para os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) escolherem o novo ocupante do Palácio Guanabara. Mas, diante da evidente manobra de Castro, renunciando ao cargo para evitar a cassação, juristas ouvidos pelo GLOBO afirmaram que a eleição deveria ser direta, já que essa é a regra quando um governador é deposto antes de seis meses do fim do mandato. O TSE, porém, reafirmou ontem a decisão pela eleição indireta.

Poesia | Esquecimento, de Mario Benedetti

 

Música | Sidney Miller canta Nós os foliões (1976)