Por Vera Rosa / O Estado de S. Paulo
Dirigente petista critica rejeição de Messias
pelo Senado e vê Executivo refém das emendas impositivas
Presidente do PT e coordenador da campanha de
Lula à reeleição, foi ministro da Secom de Dilma e prefeito de Araraquara
Em uma semana de derrotas históricas para o
governo, o presidente do PT, Edinho Silva, classificou como “erro” o fato de
parlamentares de seu partido não terem assinado o requerimento pedindo a
instalação da CPI do Banco Master. “O PT deveria ter assinado a CPI do Banco
Master. Foi um erro que o PT cometeu”, disse Edinho ao Estadão. “É evidente
que, diante da gravidade das denúncias, as bancadas deveriam ter liderado a
formação das comissões de investigação.”
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União Brasil-AP), liderou, nos últimos dias, as articulações que impuseram
dois importantes reveses para o Palácio do Planalto. Além disso, fez um acordo
com a oposição para engavetar o pedido de abertura da CPI proposta para
investigar as falcatruas do Master.
Sob o comando de Alcolumbre, o Senado
rejeitou, anteontem, a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge
Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, uma sessão do Congresso
derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que reduz as
penas de Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelos atos golpistas do 8 de
Janeiro.
“Mais uma vez, o Congresso vira as costas
para a sociedade”, afirmou Edinho, que é coordenador da campanha de Lula a um
novo mandato. “O modelo político brasileiro ruiu. Está totalmente destruído”,
completou o presidente do PT, candidato a deputado federal.
A seguir os
principais trechos da entrevista: