terça-feira, 5 de maio de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Algo vai mal quando há 2 programas Desenrola em 3 anos

Por Folha de S. Paulo

Alta dos juros provocada por gastos do governo leva Lula a anunciar novo programa de renegociação

Novas medidas serão apenas paliativo efêmero se não forem promovidas condições para a queda sustentável das taxas do Banco Central

Algo vai mal quando um governo lança dois programas de renegociação de dívidas pessoais em apenas três anos, sem que tenha havido uma recessão ou outro grande revés inesperado entre um e outro.

Não se trata apenas de erro de cálculo da política econômica. Iniciativas do gênero não podem se banalizar, sob o risco de incentivar mais endividamentos imprudentes —na expectativa de que novos socorros virão.

Eleitores cativos, por Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Pesquisas mostram que polarização afetiva se cristalizou

Lógica recomendaria busca por candidatos de baixa rejeição

A semana passada foi desastrosa para Lula, mas é cedo para considerar sua candidatura como carta fora do baralho. Apesar de os sinais emitidos pelo Parlamento não serem alvissareiros para o petista, são os eleitores e não os senadores que definirão o nome do próximo presidente. E isso faz diferença.

Minha leitura da última safra de pesquisas é que os dois principais blocos de eleitores —lulistas e bolsonaristas— se deixaram aprisionar por suas preferências. A polarização, que ocorre não apenas na régua da política mas também na dos afetos, se cristalizou. Cada um dos lados sente a perspectiva de vitória do adversário como ameaça física. Aceitam tudo para evitar que o outro time triunfe.

Combate ao sistema é truque para enganar eleitor, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Governistas e oposicionistas disputam a pauta antissistema, sendo todos eles criaturas da ordem institucional

No lugar de propostas de desmonte, a sociedade seria mais bem atendida com uma agenda racional de reconstrução

Uma das saídas defendidas por petistas para superar a fase de adversidades é vestir o figurino antissistema. Isso equivale à difícil tarefa de convencer as pessoas de que o governo é, ao mesmo tempo, de situação e de oposição.

Pode ser que o conceito fique um tanto confuso na mente do eleitorado, porque sendo governo e se colocando no lugar de opositor a "tudo isso que está aí", esse ente híbrido seria adversário de si mesmo.

Código de ética que falta ao Supremo inexiste no Congresso, por Alvaro Costa e Silva

Folha de S. Paulo

Alcolumbre faz acordo com extrema direita para barrar CPI do Master e beneficiar golpistas

Motta viaja a paraíso fiscal em jatinho das bets e na volta bagagem não passa no raio-X

As últimas jogadas de Davi Alcolumbre sugerem que, em matéria de traição e velhacaria, ele está disposto a superar Eduardo Cunha.

Ex-presidente da Câmara que engendrou o impeachment de Dilma Rousseff, dez anos atrás, Cunha acabou preso por corrupção, lavagem de dinheiro, contas secretas na Suíça e risco à ordem pública. Agora quer se reeleger deputado, garantindo que, sem o show dele, o bolsonarismo não existiria. Uma espécie de marketing do desastre.

Poesia | Toada do amor, de Carlos Drummond de Andrade

 

Música | Elizeth Cardoso - Molambo