Lula não encontra limite em sua gastança eleitoreira
Por O Globo
‘Bondades’ se sucedem em ritmo desenfreado e
deixarão conta altíssima para o próximo governo
A obsessão do governo em distribuir
“bondades” para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva até as eleições começou no ano passado e não parece ter fim. Basta
acompanhar a sucessão de programas ou medidas de objetivo nitidamente eleitoreiro
anunciadas em ritmo a cada dia mais frenético. Todos os governos costumam
ampliar gastos às vésperas das eleições. Mas Lula parece não encontrar limites.
Em novembro, o governo sancionou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Em 12 março, voltou à carga eliminando impostos federais sobre importação e venda de diesel, usando a guerra no Oriente Médio como pretexto. Menos de duas semanas depois, retomou o Plano Brasil Soberano, com crédito barato do BNDES a empresas exportadoras. Mostrando estar disposto a agradar diferentes perfis de eleitor, em abril lançou novo pacote com isenção de combustíveis e ampliou em R$ 20 bilhões os recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, estendendo o foco à classe média. Também em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou linha de financiamento a empresas do setor aéreo. O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou R$ 10 bilhões em crédito para máquinas e implementos agrícolas, e Lula ampliou o programa para compra de ônibus e caminhões.


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