sexta-feira, 10 de julho de 2026

Todas as fichas no Senado, por Vera Magalhães

O Globo

A composição daquela que é considerada a Câmara Alta do Congresso definirá se os quatro anos até 2030 serão marcados por uma grave e prolongada crise entre os Poderes

Jair Bolsonaro deu a largada antes na montagem de seu time para a disputa ao Senado, mas a estratégia derrapou nos últimos meses graças às disputas internas da própria direita. A dúvida quanto à candidatura de Michelle Bolsonaro é apenas a mais visível das fissuras no casco do navio com que o ex-presidente esperava dominar a Casa e, a partir dela, pôr em marcha seu plano de subjugar o Poder Judiciário, dando andamento a processos de impeachment contra ministros e a medidas para manietá-lo e, se possível, acelerar a mudança da composição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cartola de toga, por Bernardo Mello Franco

O Globo

Francisco Mendes é favorito para assumir confederação antes da próxima Copa

No último domingo, a seleção perdeu para a Noruega e encerrou sua pior campanha em Copas do Mundo desde 1990. Dois dias depois, Gilmar Mendes foi às redes expressar “gratidão” aos jogadores. “Meu agradecimento a cada atleta pela dedicação e pelo compromisso com que honraram (sic) a camisa do Brasil”, escreveu.

O supremo ministro aproveitou para anunciar o início de um “novo ciclo”. “A permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força”, pontificou. Ao pé do tuíte de estadista, usuários do X acrescentaram uma nota informativa: “Gilmar Mendes não mencionou, mas ele próprio e o filho têm grande influência na CBF”. As 15 palavras expuseram o conflito de interesses que o decano do STF preferiu omitir.

Entrevista: "Melhor estratégia em Minas é candidato fora do PT', diz Camilo Santana

Por Jeniffer Gularte – O Globo

Novo líder do PT no Senado admite que "ficou um arranhão" na relação entre Lula e Davi Alcolumbre após Jorge Messias ser derrotado para a vaga do STF

Ex-ministro da Educação e atual integrante da coordenação de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Camilo Santana (PT-CE) afirma que o PT não deveria ter candidatura própria em Minas Gerais, sob pena de sofrer um revés eleitoral importante no segundo maior colégio eleitoral do país. Santana admite que a memória de avaliação ruim do governo de Fernando Pimentel no estado dificulta a viabilidade eleitoral da legenda no estado.

O parlamentar defende que o PT apoie um nome de partido aliado e classifica essa indefinição como "a maior preocupação" da definição dos palanques, a poucos dias do início do período das convenções. Enquanto o governo anuncia um pacote de medidas com impacto fiscal às vésperas da eleição, o ex-ministro admite a necessidade de um ajuste nas contas no início de um eventual quarto mandato.

Ao assumir a liderança do PT no Senado, Camilo Santana afirma que tem atuado para distensionar a relação entre Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mas admite que "ficou um arranhão" após Jorge Messias ser derrotado para a vaga do Supremo Tribunal Federal. Defensor de que não se deve "fechar a porta para ninguém", Santana afirma que as sucessivas crises da campanha de Flávio Bolsonaro têm aberto diálogo para uma aliança da federação União-PP com Lula durante a corrida presidencial.

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Agenda de austeridade é bem-vinda no Rio

Por O Globo

Governador interino propõe enxugar máquina, sanear finanças e impor regras fiscais próprias

São sensatas e bem-vindas as medidas de austeridade defendidas pelo governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, em entrevista ao GLOBO. O estado, frequentador assíduo de programas de recuperação fiscal, aderiu recentemente ao Propag, socorro federal a entes endividados. Certamente isso trará alívio necessário às contas estaduais. Mas a situação hoje é crítica. O Orçamento deste ano prevê um rombo de R$ 19,5 bilhões. São questão de bom senso o saneamento das finanças e o enxugamento da máquina pública promovidos por Couto.

Poesia | O albatroz, de Charles Baudelaire |

 

Música | Paulinha da Viola - Quando bate uma saudade