quarta-feira, 15 de julho de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Aumento de home office no setor público é retrocesso

Por O Globo

Brasil segue na contramão de governos que reduzem trabalho remoto para elevar produtividade

O número de servidores públicos federais em regime remoto parcial ou integral cresceu 28% entre outubro de 2024 e maio deste ano. São 107,8 mil funcionários em home office. No setor privado, a tendência é oposta. A expansão no setor público conta com o apoio do governo e destoa do que acontece noutros países. Governos de diferentes linhas políticas têm endurecido as regras porque a produtividade do setor público é afetada negativamente. Na semana passada, todos os servidores federais canadenses em jornada híbrida passaram a ter de comparecer em seus locais de trabalho quatro dias por semana por decisão do primeiro-ministro Mark Carney, de centro-esquerda. A mesma regra foi adotada no início do mês na Califórnia, seguindo ordem do governador democrata Gavin Newsom. Ao voltar à Casa Branca, o republicano Donald Trump decretou o fim do trabalho remoto.

Do cartão vermelho ao tarifaço, Trump impõe a lei do mais forte, por Wilson Gomes

Folha de S. Paulo

A intervenção no caso Balogun expôs um método que vai muito além do futebol

Primeiro vem a vontade do presidente; depois se fabricam pretextos para legitimá-la

A comemoração mais memorável da eliminação dos Estados Unidos da Copa aconteceu no vestiário da Bélgica. Depois da goleada por 4 a 1, os jogadores imitaram a dança desengonçada de Donald Trump ao som de "Y.M.C.A.". Nas redes sociais, a seleção belga arrematou: "Overturn this" —reverta esta.

A zombaria tinha endereço certo. Expulso contra a Bósnia por uma pisada no tornozelo de um adversário, Balogun deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte. Trump telefonou a Infantino, disse que o lance nem sequer fora falta, chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus de suspeito e pediu uma "segunda olhada". A Fifa manteve o cartão vermelho, mas suspendeu por um ano a execução da pena. Balogun enfrentou a Bélgica.

Visitas vetadas, Hélio Schwartsman

Folha de S. Paulo

Efeito eleitoral de proibição de contatos entre Flávio Bolsonaro e Jair é ambíguo

Parece lícito afirmar, contudo, que campanha não perde um grande estrategista

Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar Jair por 90 dias. A medida prejudica ou beneficia a campanha presidencial do primogênito? Esse é um daqueles casos em que é possível encontrar argumentos verossímeis para sustentar ambas as alternativas. Se é verdade que a decisão priva o candidato de contato com seu principal avalista político, também é fato que oferece à campanha o discurso da perseguição judicial, para mencionar apenas uma antinomia.

Inquéritos sobre emendas podem levar a prisões de parlamentares, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Há seis anos, desde 2022, o Supremo tenta sem sucesso impor critério ético aos avanços no Orçamento

A desobediência abusiva de congressistas é objeto de dezenas de ações em curso no tribunal

Conversando outro dia com experiente figura da República, deputado destacado na Constituinte, ministro em governos do PSDB e do PT, hoje no setor privado, ouvi que só há um jeito de levar o Congresso a cumprir a exigência de transparência no uso das emendas parlamentares: a prisão de meia dúzia de abusadores do Orçamento da União.

Falávamos sobre as mudanças nos meios de modos de se fazer política no Brasil, desde o início da abertura, nos últimos dois períodos da ditadura, até hoje quando a arte de negociação para construção de consensos foi substituída por uma era de impasses que se acumulam sem solução.

Triunfo electoral de Lula se sigue consolidando, por Fernando de la Cuadra

El Clarin (Chile)

Las encuestas de opinión electoral de los últimos meses están confirmando el triunfo de Lula tanto en la primera como en la segunda vuelta. La tendencia es que esta preferencia del electorado brasileño se siga robusteciendo, sobre todo después de la conducta errática que demuestra Flávio Bolsonaro con relación a temas relevantes para los ciudadanos de este país.

En su reciente viaje a Washington, el candidato de la extrema derecha tuvo una participación lamentable frente al Escritorio de la Representación Comercial de Estados Unidos (USTR), exponiendo en un breve discurso que no sería conveniente que el gobierno de Donald Trump aplique sus alzas tarifarias al Brasil antes de las elecciones, pues ello acabaría beneficiando la candidatura del actual presidente Lula da Silva.

El absurdo de este discurso, es que la mayoría de los electores saben que fue el propio Flávio y su hermano Eduardo Bolsonaro, quienes sugirieron la aplicación de mayores tarifas al gobierno de Lula como una manera de presionar al Poder Judicial para que dejara sin efecto la condenación contra su padre, Jair Bolsonaro. Usando los datos de algunas empresas de estudios de opinión, Flávio señala que Lula estaría ampliando su ventaja cada vez más sobre él, en función de la aplicación de las nuevas tarifas anunciadas por la administración norteamericana.

Poesia | Aniversario, de Fernando Pessoa por Paulo Autran

 

Música | Zeca Pagodinho e Marisa Monte - Preciso me encontrar