quarta-feira, 15 de julho de 2026

Genial/Quaest: Lula lidera todos os cenários de segundo turno e aumenta vantagem contra Flávio Bolsonaro, por Yago Godoy

O Globo

Pré-candidato à reeleição possui 45% das intenções de voto em disputa contra o senador, que marca 37%; em abril, petista aparecia com 40%, contra 42% do filho do ex-presidente

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário até o momento, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Lula, que, na divulgação anterior, marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

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Intenções de voto - 2 º turno

Lula x Flávio:

Lula (PT): 45%

Flávio Bolsonaro (PL): 37%

Branco/Nulo/Não vai votar: 14%

Indecisos 4%

Em maio, antes da divulgação da relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro — caso 'Dark Horse' —, os dois apareciam empatados tecnicamente: Lula marcava 42%, e o senador, 41%.

Lula x Caiado:

Lula (PT): 45%

Ronaldo Caiado (PSD): 36% (+1)

Branco/Nulo/Não vai votar: 15% (-1)

Indecisos 4%

Lula x Zema:

Lula (PT): 45%

Romeu Zema (Novo): 35%

Branco/Nulo/Não vai votar: 16% (-1)

Indecisos 4% (+1)

Lula x Renan Santos:

Lula (PT): 45%

Renan Santos (Missão): 33% (+2)

Branco/Nulo/Não vai votar: 18% (-2)

Indecisos 4%

Genial/Quaest: A três meses da eleição, Lula alcança sua melhor aprovação desde 2024

Primeiro turno

No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para cima. Ele aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 39%, e o senador, 29%.

Três pré-candidatos — Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram. Indecisos são 11%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar, representam 8%.

Lula (PT): 40%

Flávio Bolsonaro (PL): 28%

Ronaldo Caiado (PSD): 4%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 2%

Cabo Daciolo (Mobiliza): 2%

Augusto Cury (Avante): 1%

Joaquim Barbosa (DC): 1%

Samara Martins (UP): 1%

A escolha de voto é definitiva para 65% dos brasileiros, contra 35% que afirmam que ainda pode mudar. No mês passado, o percentual dos decididos era de 63%.

Rejeição

Flávio é o pré-candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 57% dos eleitores — percentual que, em abril, era de 52%.

Lula vem em seguida, com 50%, mantendo a tendência de queda dos últimos meses. Em junho, ele era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril.

Alta na aprovação do governo

A Genial/Quaest também mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Para efeito de comparação, em julho do ano passado, a desaprovação era de 53%, taxa que caiu para 48% na divulgação anterior, no último mês.

Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam.

A alta na aprovação é puxada por uma melhora, nos últimos meses, da percepção nas regiões Sul e Sudeste. Na primeira, a desaprovação é de 58%, contra 63% em junho. Na segunda, a desaprovação é de 50% — em abril, percentual negativo era de 58%.

Outro fator que alavanca a melhora no cenário é a performance do governo entre o público de 16 a 34 anos. Na faixa etária, Lula é aprovado por 48%, contra 46% que o desaprovam. Em junho, a gestão petista era reprovada por 50%, contra 43% que aprovavam.

Em relação à avaliação do governo, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — há um ano, em julho de 2025, era 40%.

Em um recorte de 1 ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.

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Um comentário:

ADEMAR AMANCIO disse...

O eleitor lulista adora não comparecer às urnas,falo de cadeira,conheço vários.