sexta-feira, 21 de agosto de 2026

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Rediscutir diploma de jornalismo não tem cabimento

Por O Globo

Causa estranheza a questão ressurgir num momento em que Supremo está desgastado por notícias incômodas

A discussão sobre a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão de jornalista é anacrônica. Está superada desde pelo menos 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência por 8 votos a 1. Na ocasião, o STF entendeu que ela era inconstitucional, por violar as liberdades de expressão e informação. A tentativa de ressuscitar a questão agora não tem nexo lógico, sentido jurídico ou pertinência histórica numa sociedade que tanto lutou para restabelecer a democracia.

Inexistente em democracias maduras, a obrigatoriedade do diploma foi imposta no Brasil por decreto de 1969, em plena ditadura militar, com o objetivo indisfarçável de controlar quem poderia exercer a profissão. Há mais de 40 anos, felizmente, sopram no país ventos democráticos. Por isso causa estranheza que o debate tenha ressurgido no mesmo Supremo que extinguiu a exigência, em meio ao desgaste provocado na Corte pelo caso do blogueiro maranhense Luís Pablo — alvo de operações da Polícia Federal (PF) determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, sob acusação de perseguição ao ministro Flávio Dino. Nas investigações, Moraes determinou a quebra do sigilo das fontes de Pablo, em violação flagrante ao que ordena a Constituição.

Opinião do – Gilvan Cavalcanti (valores)

“Penso que ser de esquerda, hoje, seria incorporar os valores históricos dos quais ela nasceu: liberdade, democracia, justiça, igualdade, solidariedade, trabalho. Mas, também, acrescentar os novos valores, o abecê do novo século: cidadania, direitos, laicismo, inovação, criatividade, integração, mérito, multiculturalismo, oportunidade, segurança, sustentabilidade e internacionalização. Valores estes, consagrados na Constituição de 1988.

A época atual é tempo novo, em que o caráter da sociedade - modo de produzir, de consumo, de trabalho, de comunicação, relacionamento de conceber e organizar a vida individual e social - está se modificando profundamente. Em outras palavras, a esquerda deveria ser, na essência, do trabalho, do desenvolvimento sustentável, da cidadania e dos direitos civis, da criatividade, da meritocracia, do saber e da consciência, do indivíduo e laico, da democracia representativa, da integração mundial, interdependência, da paz e segurança.”

Cf. Gilvan Cavalcanti de Melo, "A esquerda democrática, compromisso com o futuro”, in O que é ser esquerda, hoje? org. Francisco Inácio Almeida, Editora. Contraponto e Fundação A. Pereira, Rio de Janeiro-Brasília, 2013, p.268

Poesia | Quando encontrar alguém , de Carlos Drummond de Andrade

 

Música | Dalva de Oliveira - Hino ao amor(Edith Piaf)