domingo, 2 de agosto de 2026

O que a mídia pensa | Editoriais / Opiniões

Deterioração das estatais agrava crise fiscal

Por O Globo

No atual mandato de Lula, elas têm passado a representar custo cada vez maior aos cofres públicos

É preocupante a corrosão da saúde financeira das empresas estatais. O último relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, constatou deterioração no resultado das empresas federais ao longo dos últimos anos. Entre janeiro de 2020 e maio de 2026, o resultado financeiro primário consolidado passou de um superávit equivalente a 0,2% do PIB para um déficit de 0,07%. A situação se agravou durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — o saldo no início do mandato ainda era positivo, em 0,06% do PIB.

Milei é o cunhado picareta do Brasil, por Celso Rocha de Barros

Folha de S. Paulo

Javier assinou a minuta do golpe que Flávio Bolsonaro apresentou

O resto é torcer para que uma hora a Argentina largue o boy lixo e arrume coisa melhor

Na falta de brasileiros que o apoiem, Flávio Bolsonaro segue recrutando estrangeiros que o defendem em troca de sabe Deus o quê.

Na convenção do PL que lançou o filho do Jair para presidente, nem os grandes partidos de direita brasileiros apareceram para declarar apoio. Carluxo preferiu ir visitar Eduardo nos Estados Unidos. Michelle mandou um vídeo em que elogiava Flávio com menos naturalidade do que o Jair de inteligência artificial.

Depois de papai Trump e de tio Netanyahu, Flávio agora trouxe para a campanha Javier Milei.

Do ponto de vista do Brasil, Milei é como aquele cunhado picareta que perdeu tudo em um esquema de criptomoeda e agora está endividado com o agiota.

Macaquice tem lugar de fala, por Muniz Sodré

Folha de S. Paulo

Decadência, quando afeta moralidade ou ética social imediata, caminha junto com ressentimento e crueldade

'Paris da América do Sul' era epíteto da capital portenha

Guerra não é motivo de orgulho moral e cívico para país nenhum. Bem o sabem os argentinos, modestos em feitos armados, afora a luta pela independência. Nas duas vezes contra o Brasil (Guerra Cisplatina e do Prata), foram derrotados. Depois, ao lado dos brasileiros e uruguaios na Tríplice Aliança contra o Paraguai, foram caso invulgar de indisciplina militar, desertando das fileiras de combate. Reza a crônica que, após a desastrosa batalha de Curupaiti, às vezes tinham de ser amarrados para não fugirem.

No encalço do Congresso, Dino aperta cerco às emendas, por Dora Kramer

Folha de S. Paulo

Ministro quer impor responsabilidade jurídica aos parlamentares no uso do Orçamento da União

Eleição atual pode ser a última chance do manejo desses recursos como financiamento de campanhas

O ponto mais recente que Flávio Dino acrescentou à escrita dele sobre a manipulação no uso das emendas parlamentares não mereceu destaque no noticiário voltado às campanhas eleitorais. Conviria, porém, prestar atenção aos movimentos do ministro.

Dino sinaliza introduzir na cena o conceito de responsabilidade jurídica de deputados e senadores no manejo daqueles recursos, hoje na ordem dos R$ 60 bilhões, em ação em curso no Supremo Tribunal Federal que os equipara a ordenadores de despesas do Orçamento da União.

Um ato de lesa-banana, por Ruy Castro

Folha de S. Paulo

Há dias, sem pensar, reduzi a banana a fláviobolsonaro; leitores protestaram com razão

Sugiro também o apagamento da ligação injusta e involuntária da banana com Dudu Bananinha

Na quinta (30), cometi um ato de lesa-banana ao definir Flávio Bolsonaro como um político marca banana, por seus espasmos de filhinho do papai, choramingas e entreguista em campanha pela Presidência. Arrisquei que, se Flávio B. já é tão flácido como candidato, como seria no trono, posto que exige maturidade, firmeza e decisão? Ao mesmo tempo, deixei em aberto a possibilidade de ser isso o que a Faria Lima quer: um banana na Presidência, fácil de ser manipulado.

A Indústria Mundial de Petróleo e a Cultura da Paz, por George Gurgel*

Devemos compreender o Mercado, o Estado e a Sociedade em geral de uma maneira sistêmica, em diálogo e conflito, permanentemente.

Por exemplo, argumentamos   que   a Paz é uma variável fundamental a ser considerada nas relações internacionais, inclusive em relação a indústria petrolífera. A indústria petrolífera impacta a cada um de nós como humanidade que direta ou indiretamente participa do amplo fluxo desta indústria. 

Tenho colocado, onde posso alcançar, que a Paz é o fundamento da sustentabilidade humana no planeta.

Portanto, no cenário internacional, histórico, atual e em perspectiva, da Indústria Mundial de Petróleo, uma boa parte dos conflitos   foram e continuam sendo gerados em torno das reservas, produção e distribuição de Petróleo e de Gás Natural. 

Quem se apropriou e se apropria da renda petrolífera, inclusive manu-militare, eis a questão!

Veja o discurso do presidente Lula na convenção Estadual do PT do Ceará

 

Opinião do dia: Manuel Castells*

Em tempos de incertezas costuma-se citar Gramsci quando não se sabe o que dizer. Em particular, sua célebre assertiva de que a velha ordem já não existe e a nova ainda está para nascer. O que pressupõe a necessidade de uma nova ordem depois da crise.

Mas não se contempla a hipótese do caos. Aposta-se no surgimento dessa nova ordem de uma nova política que substitua a obsoleta democracia liberal que, manifestamente, está caindo aos pedaços em todo o mundo, porque deixa de existir no único lugar em que pode perdurar: a mente dos cidadãos.

A crise dessa velha ordem política está adotando múltiplas formas. A subversão das instituições democráticas por caudilhos narcisistas que se apossam das molas do poder a partir da repugnância das pessoas com a podridão institucional e a injustiça social; a manipulação midiática das esperanças frustradas por encantadores de serpentes; a renovação aparente e transitória da representação política através da cooptação dos projetos de mudança; a consolidação de máfias no poder e de teocracias fundamentalistas, aproveitando as estratégias geopolíticas dos poderes mundiais; a pura e simples volta à brutalidade irrestrita do Estado em boa parte do mundo, da Rússia à China, da África neocolonial aos neofascismos do Leste Europeu e às marés ditatoriais na América Latina.

*Manuel Castells, sociólogo espanhol. “Ruptura”, Editora Zahar, Rio de Janeiro, 2018.

Texto Publicado na Folha de S. Paulo / Ilustríssima, 10/6/2018

Poesia | Os Mortos, de Ferreira Gullar

 

Música | Martinho da Vila e Dona Ivone Lara - Alguém me avisou - Tiê