Aliás, foi em sua
casa, à Rua Xavier da Silveira, no Rio de Janeiro, que foi redigido, pelo
historiador Caio Prado Júnior, o programa da Aliança Nacional Libertadora (ANL),
um dos movimentos precursores da luta contra o fascismo no mundo. Gaúcho de
Porto Alegre, onde nasceu em 1888, viajou pela Europa durante dois anos, pouco
antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial, tendo conhecido bem a Itália, a
Bélgica e a Inglaterra.
Álvaro Maria da
Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreira da Silva – ou mais
simplesmente Álvaro Moreyra, como ele assinava – integrou, em 1959, a Academia
Brasileira de Letras. Nela, ocupou a cadeira 21, de José do Patrocínio, chamada
por ele de “a Cadeira de Liberdade”. Não por acaso, nasceu no ano da Abolição
da escravatura.
Autor
de Havia uma oliveira no jardim e As amargas, não..., faleceu no
Rio de Janeiro, em 1964, ano da abolição da Liberdade: seu pertencimento à
Academia evitou, apesar da idade avançada, que fosse preso pelos militares
golpistas naquele mesmo ano.
Álvaro Moreyra é o
cronista da minha devoção.
*Ivan Alves Filho, historiador.

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