Valor Econômico
Planalto pressiona por sabatina logo após
12 de outubro
Por ironia, a cena política desanuviou
justamente quando o tempo fechou em Brasília, com o início das chuvas. O clima
de deserto adicionava um ingrediente a mais à longeva crise de nervos dos
atores políticos na capital.
Na primeira de semana do mês não bastasse a
tensão com o imprevisível 7 de setembro, o calor era de secar o espelho d’água
do Congresso.
Com as entranhas expostas, auxiliares
presidenciais e líderes da cúpula do Centrão não disfarçavam a irritação com o
presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que na avaliação do grupo, não
agia para distensionar o ambiente político.
“Ele é candidato a presidente [da
República] e está misturando propostas de interesse do Brasil com política”,
reclamou à coluna, em caráter reservado, um importante líder do Centrão.
Na véspera, 1º de setembro, o Senado havia rejeitado a Medida Provisória (MP) 1.045, que promovia uma minirreforma trabalhista. Aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acusaram os senadores de descumprir acordo para aprovar a matéria.





























