Valor Econômico
Escolha de vice mostra Flávio Bolsonaro de costas para as mulheres e agarrado na pauta da corrupção que também pode ricochetear em sua candidatura
“Na maior parte das vezes, quem tem que tomar
conta dos idosos são justamente as mulheres. Eu fiz duas filhas exatamente para
isso, quando eu ficar velhinho quem vai tomar conta de mim são elas”.
O candidato do PL à Presidência fez este
preâmbulo ao anunciar o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. A visão
tacanha sobre o papel da mulher é uma das explicações sobre o risco tomado por
Flávio Bolsonaro com a escolha.
No último dia da CPMI do INSS, depois de o
deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) irromper a sessão acusando-o de estuprador,
Gaspar, que foi o relator da comissão, negou a acusação. Atribuiu o
protagonismo a um primo e fez exame de DNA que, disse, não comprovaria a
paternidade da criança. Em vídeo, a filha em questão confirmou sua versão.
Como o crime de “estupro de vulnerável” pressupõe apenas a existência de uma relação sexual com um menor de 14 anos, o deputado e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) protocolaram uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal que é relatada pelo ministro Gilmar Mendes, em segredo de justiça.









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