O Globo
Fachin terá de ter muito pulso para dirigir a
sessão hoje, porque ainda haverá várias tentativas de adiamento
A diversificação de ações para tentar adiar a
sessão que deve começar hoje de manhã no Supremo Tribunal Federal (STF)
demonstra que o grupo que apoia o ministro Alexandre de Moraes receia perder a
parada e está disposto a uma briga de foice no escuro, à Tarantino. O ministro
Gilmar Mendes já avisou:
— Quem não gosta de pisão não vai ao bailão.
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, mostra-se firme na decisão de realizá-la e, como será o primeiro a votar, dará o rumo do debate, tanto limitando-o ao tema único de hoje, o pedido de investigação de Moraes, quanto determinando a melhor maneira de preservar a instituição máxima da nossa Justiça e, por tabela, da própria democracia brasileira. Os que se gabavam de ter salvado a democracia durante a tentativa de golpe do bolsonarismo e suas consequências hoje põem em risco o que consideram ter salvado, pois o poder que ganharam no correr dos tempos fez o que os deuses já previam e os homens definiram na História: poder em excesso corrompe completamente.








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