O Estado de S. Paulo
O jurista Gilberto Morbach escreveu que, eleito Lula ou Flávio Bolsonaro, “cada um a seu modo” terminará “de destruir o tribunal e qualquer resquício de integridade e impessoalidade no sistema de Justiça”. Referia-se ao Supremo e à projeção de o próximo presidente lhe indicar quatro ministros.
A provocação, realista, implica avaliar quais
serão hoje os valores que compõem o critério para a escolha. Há uma premissa: o
STF como Congresso paralelo, em que o governo forma bancada para ter resolvidos
os seus reveses no Parlamento do orçamento secreto. (O Parlamento
do orçamento secreto que tem em Flávio Dino, líder do governo no Supremo, o tesoureiro – aquele que abre e fecha a torneira das emendas – e o carrasco, gestor xandônico de inquéritos mantidos como espada sobre a cabeça dos políticos.)











