As
próximas eleições municipais colocam em disputa as concepções de governar e de
se relacionar de cada um de nós e da sociedade em geral, desafiando a nossa
maneira de fazer política, antes e durante a pandemia, no dia a dia, e no
futuro imediato da sociedade brasileira.
Qual
está sendo o comportamento dos partidos e do(a)s candidato(a)s na disputa
política-eleitoral em curso, rumo ao próximo pleito de novembro? Como o
processo político-eleitoral está impactando a vida das pessoas? Qual o papel
dos governos, do mercado, da sociedade civil e da Cidadania no enfrentamento
dessa crise que estamos vivendo, aprofundada com a pandemia?
A
Cidadania está desafiada a uma participação efetiva no processo
político-eleitoral em curso. A escolha acertada do(a)s próximo(a)s prefeito(a)s
e vereadores(as)sé o caminho mais curto para enfrentar a triste e desoladora
realidade de uma parcela majoritária da população dos municípios brasileiros,
desrespeitada nos seus direitos básicos, constitucionais, a saber: moradia,
segurança, educação, saúde, saneamento, mobilidade, trabalho e renda.
Em quem
estamos votando? Qual o partido do candidato(a) e o que fez e faz o
candidato(a) pelo município? Deveriam ser as indagações da Cidadania e de toda
a sociedade frente aos partidos e aos candidatos(as) que disputam mandatos no
próximo pleito.
O(A)s
eleitos(as) devem estar comprometidos(as) com o enfrentamento sistemático dos
graves problemas sociais, econômicos e ambientais vividos no cotidiano dos
municípios brasileiros, agravados com a pandemia.
Aqui a
questão democrática coloca-se como centralidade nas relações entre os
governantes e governados. O conteúdo das mudanças em curso e das que devem ser
realizadas, durante e pós pandemia, em cada município brasileiro, deveria ser a
pauta de toda a sociedade, neste processo político-eleitoral que estamos
vivendo para a escolha das nossas representações municipais.
Ainda
mais: como tais mudanças que estão ocorrendo no mundo e no Brasil, em plena
pandemia, estão impactando cada município, em função das suas distintas
realidades política, econômica e social?
Assim, a
pandemia, a partir das mudanças técnicas e econômicas em andamento, está
construindo novas relações políticas e
sociais, impactando o mundo do trabalho, da educação e da cultura em geral, de
maneira presencial e/ou a distância.
A
difícil realidade cotidiana das populações municipais, em plena pandemia, é o
maior indicativo da necessidade de termos vereadores(as) e prefeitos(as)
eleitos(as) comprometidos(as) com as mudanças a favor da maioria da sociedade.
Portanto,
o período político-eleitoral que estamos vivendo é muito importante para a
sociedade: como nunca, a política deveria está sendo colocada na agenda
pública. Os eleitores, através dos eleitos, estarão delegando as suas
representações aos governos e câmaras municipais.
Devemos
discutir e avaliar os desafios de cada política pública no município,
relacionando-a com a realidade econômica, social e ambiental, regional e
nacional, e o papel do(a)s prefeitos(as) e vereadores(as), neste contexto.
Assim, a
Cidadania, com seus direitos e deveres, está convocada a ter uma efetiva
participação na construção e na implementação de políticas públicas municipais,
assim como no processo de avaliação permanente destas políticas, através de
Planos, Programas e Projetos que venham a atender às demandas municipais, em
sintonia com as outras políticas públicas regionais e nacionais, no caminho da
sustentabilidade econômica, social e ambiental de cada município brasileiro.