O Estado de S. Paulo.
Os dois líderes das pesquisas não convencem em como tirar o Brasil da estagnação
Os seguidores de Lula e os de Bolsonaro
detestam que seus respectivos chefes sejam comparados entre si. Sim, são
gritantes as diferenças, mas ambos convergem em ponto crucial. Os líderes das
pesquisas não apresentaram até aqui um conjunto de ideias coordenado de como
tirar o País da estagnação.
Cada um ajudou a aprofundar aquilo que o
professor e economista da FGV Fernando de Holanda Barbosa deu o título em
recente publicação de “flagelo da economia de privilégios”. Os privilegiados,
segundo o autor, são empresários obtendo subsídios, tratamento fiscal diferenciado,
conjuntos de trabalhadores com tratamentos especiais, funcionários dos três
Poderes com salários acima do setor privado, além de aposentadorias e pensões
também especiais.
O “conflito social” entre enormes grupos de privilegiados e o resto produz as cíclicas crises fiscais das quais a atual está longe ainda de ter sido debelada. E ela precisa ser resolvida logo, sob o risco de tirar qualquer perspectiva de futuro para o País.