O Globo
Sete de setembro mostrou o afastamento das
Forças Armadas das eleições, enquanto templos religiosos ainda são usados como
currais eleitorais
Não se ouve mais barulho vindo dos quartéis, ao contrário do que ocorreu nas eleições de 2018 e de 2022. Não é por acaso. Nos últimos quatro anos comandantes militares fizeram um trabalho silencioso, mas determinado, para corrigir a rota na qual Jair Bolsonaro havia colocado as Forças Armadas. Algumas decisões foram públicas, como a de proibir manifestação do pessoal da ativa em redes sociais. Outras foram bem mais discretas e exigiram dos comandantes muitas conversas internas e viagens pelos estabelecimentos militares em todo o Brasil.
Jair Bolsonaro havia feito uma mobilização deliberada para envolver as tropas na disputa eleitoral brasileira. Começou anos antes de sua eleição e foi escancarada durante seu mandato. Oficiais voltaram a participar da disputa de poder no Brasil, depois de terem estado alheios durante todos os outros governos após a redemocratização.


































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