segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Entrevista |Tabata apoia Alckmin na Fazenda, admite disputar SP em 28 e quer pressão popular para rever emendas

Reeleita para o terceiro mandato, deputada quer discutir ainda neste ano regras que deem mais transparência ao algoritmo e ao financiamento das redes sociais nas eleições

Por Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo\ O Estado de S. Paulo

Reeleita para o terceiro mandato como deputada federal, Tabata Amaral (PSB) faz coro à defesa de Geraldo Alckmin (PSB) para o Ministério da Fazenda, sob o argumento de que o vice-presidente da República tem uma visão que “concilia o social e o fiscal”. Em entrevista ao Estadão, a parlamentar defendeu que a estratégia de mobilização das ruas e das redes sociais utilizada para impulsionar a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) seja adotada para pressionar o Congresso a aprovar pautas que contrariam o interesse de deputados e senadores, como mudanças nas regras das emendas parlamentares.

Terceira deputada federal mais bem votada na capital, Tabata afirmou que disputar a Prefeitura de São Paulo em 2028 é um “desejo” seu e do PSB, embora a decisão dependa de uma construção política. Na última disputa municipal, marcada pela ascensão do ex-coach Pablo Marçal, ela ficou em quarto lugar, com 9,91% dos votos.

A deputada fez críticas à atuação de Ricardo Nunes (MDB) na campanha deste ano, citando a redução da frota de ônibus no último domingo e a mobilização de servidores municipais em prol de Flávio. Procurada, a Prefeitura de São Paulo não se posicionou

Para Tabata, o crescimento de Lula na capital, com cerca de 800 mil votos a mais no segundo turno, é uma demonstração de que “São Paulo não é bolsonarista”.

Ela afirmou ainda que conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para votar ainda nesta Legislatura um código eleitoral para as redes sociais, em paralelo à discussão sobre a adoção do modelo de voto distrital misto. A proposta de Tabata é exigir mais transparência das plataformas sobre seus algoritmos e o financiamento de publicações impulsionadas.

Leia os principais trechos da entrevista:

Vimos nesta eleição o crescimento da direita e do PL no Congresso, que se deu muito às custas do voto dos partidos do Centrão. Ao mesmo tempo, alguns partidos de esquerda enfrentaram dificuldades para superar a cláusula de barreira. A senhora defende uma federação que reúna os partidos de esquerda?

A gente viu uma radicalização nessa eleição, o Brasil virou ainda mais à extrema direita às custas do centro e do Centrão. Só quero fazer uma provocação: por tudo o que eu estudo e acompanho, e por ser uma defensora de regulação de rede já há muitos anos, eu tenho dificuldade de dizer o quanto que essa radicalização à direita é uma expressão genuína do povo brasileiro e o quanto que disso não é resultado de uma interferência estrangeira.

Por tudo que a gente viveu, eu tenho muita convicção de que alguma coisa aconteceu. Esses códigos são escritos por pessoas no Vale do Silício. E esses códigos, de diferentes formas, deram demonstrações claras de que eles estavam priorizando um lado - o do Flávio Bolsonaro, do bolsonarismo - em detrimento do outro. Acho que, sim, a população brasileira está mais à direita, mas eu também acho que houve muita interferência por meio das plataformas que distorceram o resultado da eleição.

É necessário pensar em uma regulação?

Com toda certeza. Oito anos atrás, eu apresentei um projeto de lei, o famigerado PL das Fake News. O que ele defende? Transparência no financiamento. Se um conteúdo está aparecendo para um usuário porque alguém pagou por isso, a plataforma deveria ter a obrigação de dizer quem pagou e qual é o CNPJ. Ainda mais no contexto em que a gente tem denúncia de dinheiro estrangeiro sendo usado na eleição brasileira.

E a gente teve uma denúncia nessa eleição de dezenas de perfis de robôs gerando dezenas de milhares de visualizações para perfis da extrema direita. Na minha opinião, e na opinião dos autores desse projeto, a plataforma deveria dizer: esse aqui é um usuário real, [ou] esse aqui é um robô.

Outra coisa é o algoritmo. Eles não vão abrir o código, mas precisamos do mínimo de transparência. Eu preciso ter convicção de que, numa eleição, o algoritmo não está desenhado para favorecer um partido ou um lado.

Passados esses oito anos, e passado esse processo eleitoral, eu estou ainda mais convicta da urgência de a gente ter algum tipo de definição de regulação. E eu sempre digo: o debate não é se a gente vai regular ou não. O debate é quem regula. Porque já é regulado. No Vale do Silício. Tem alguns poucos bilionários que determinam como a principal arena de debate vai funcionar. Só não é o povo brasileiro. Só que é a nossa eleição, a nossa soberania que está em jogo nisso.

E como eu sei da dificuldade de avançar nesse debate por conta do lobby das plataformas, eu participei de uma reunião nesta semana com o presidente Hugo Motta, os presidentes de partidos e os líderes para a discussão de uma reforma político-eleitoral. E levantei uma defesa de que a gente debata, em paralelo, pelo menos um código eleitoral voltado para as redes sociais. E houve uma concordância muito grande dos mais diferentes partidos. Vai haver um grupo de trabalho e eu estarei nele representando o PSB.

O grupo começa agora?

Começa semana que vem. A reunião foi quarta.

A ideia é votar ainda nesta legislatura?

Exato. Existe um sentimento de que esse é um dos grandes temas que estão na mesa que dá para se avançar.

Por que a senhora acha que o eleitor optou por um Congresso mais conservador e uma Presidência progressista?

O povo quer mudança. As pessoas se cansaram dos escândalos, dos Vorcaros, dos ministros do STF envolvidos em corrupção. E as pessoas têm todo o direito, toda a razão de querer uma mudança. Na eleição do primeiro turno, essa extrema direita conseguiu simbolizar melhor esse sentimento de mudança. Por mais incoerente que seja você pensar que [a mudança foi simbolizada por] um Flávio Bolsonaro, acusado de envolvimento com milícia, de rachadinha.

Mas eu volto a dizer: teve muita coisa estranha em relação às plataformas. Muitos candidatos dos quais a gente nunca tinha ouvido falar que apareceram com milhões de votos. Por quê? Porque eles tiveram um empuxo ali na rede social que a gente não consegue dizer se foi orgânico ou não.

Veio o segundo turno, e aí eu acho que o meu campo, o campo progressista, o campo anti-Bolsonaro, sobretudo, conseguiu chegar nas pessoas de verdade por diferentes formas. A gente não pode ignorar o que foi o Exército do Lula, toda a liderança de comunicação do (deputado André) Janones; o movimento dos jovens nas ruas, que foi lindo de se ver; os idosos, que viveram a ditadura, fazendo inúmeros sacrifícios para poder votar. Então, não tem uma explicação única. Teve gente que votou por medo, porque não queria [a volta da família Bolsonaro].

A crise no STF ganhou destaque durante as eleições pelo envolvimento de alguns ministros com Daniel Vorcaro e também por interferências no processo eleitoral. Como essa crise deve ser enfrentada?

A gente tem o direito de esperar as coisas acalmarem, a gente só não tem o direito de fingir que as coisas que aconteceram antes não aconteceram.

O Vorcaro aconteceu. As denúncias envolvendo o ministro do STF aconteceram. As mensagens de WhatsApp aconteceram. Mensagens envolvendo senadores. Acho que o Brasil tem dois caminhos quando a gente fala desses muitos escândalos de corrupção. Um deles é fingir que nada aconteceu e se fazer um “acordão” em Brasília para que ninguém seja punido. Infelizmente, acho que muita gente trabalha por isso hoje. Acho, não: sei que muita gente trabalha por isso.

E o segundo caminho é entender que a gente quase perdeu a eleição para um miliciano, para o cara envolvido com corrupção até o último fio de cabelo, porque as pessoas começaram a acreditar que o sistema todo era corrupto. Se a gente não endereçar essas questões agora, talvez daqui quatro anos a gente não consiga ganhar a eleição mais uma vez. E quando eu falo a gente, não é a esquerda, não, são as pessoas sérias e democráticas deste País.

O julgamento dos ministros do STF vai ser um debate do Senado. Meu receio é que seja uma coisa completamente política. Mas independente disso, tem que corrigir a rota daqui para frente. Eu sou signatária de inúmeros projetos de leis e PECs de reforma do Judiciário. A gente pode debater indicação, tempo de permanência no STF, presença maior de mulheres, o que seria muito importante. Mas eu vou além: talvez a gente tenha que debater coisas que não eram ilegais até aqui, mas que são imorais. Que é, por exemplo, quando você tem um parente de um ministro do STF advogando em causas que estão no STF.

Então, a senhora acha que hoje caminha para um acordão?

Infelizmente. Hoje o mais provável é um acordão.

O que seria este acordão?

Eu não faço parte dessa conversa, não sou a melhor pessoa para responder. Mas eu tenho experiência e vivência suficiente para saber que o número de pessoas envolvidas com o Vorcaro foi tão alto que está interessando a muita pouca gente que essa coisa seja investigada.

Muitos economistas falam sobre a urgência de um ajuste fiscal. Mas algumas figuras no entorno do presidente dizem que esse não foi o projeto que saiu vencedor das urnas. Como a senhora vê essa questão?

Quando a gente está em uma eleição, na rede social, não cabe o mundo real, que é complexo para caramba. Você tem ali duas linhas. Uma que defende o Estado mínimo, que era o do Flávio Bolsonaro. Corta tudo, acaba com tudo. Não dá pra defender o Estado mínimo, porque esse Estado já é muito mínimo para os mais pobres do nosso Brasil. Tem uma outra visão ideológica, de uma esquerda de rede social, que defende um Estado inchado, que acha que dinheiro nasce em árvore e que dá para você pagar tudo, gastar à vontade.

Qual é a narrativa que é coerente pra mim? É de você defender um Estado efetivo, que atende os mais pobres. Vai cortar da saúde? Vai cortar da educação? Não é daqui que a gente vai cortar.

Agora, não vamos esquecer o quanto que esse Estado é inchado para as elites. Vamos começar reduzindo as emendas parlamentares? Vamos ter coragem de cortar a isenção fiscal, desconto para empresário que tem amiga em Brasília? Vamos enfrentar os supersalários?

Como o presidente pretende negociar as emendas com um Congresso que tem todo interesse em mantê-las?

Veio um caminho nas últimas semanas, quando o governo disse: vou mandar uma proposta para o Congresso transformando uma parte das emendas parlamentares em fonte de financiamento para o transporte público. Eu defendo o transporte público gratuito, e acho que começar aos finais de semana é uma forma bem bacana de a gente fazer isso, mas eu não queria nem debater o mérito disso. Que seja tirar das emendas parlamentares para financiar a saúde. Tirar das emendas para financiar a educação. Eu acho que esse é um caminho. Porque senão para o povo fica uma coisa muito etérea. “Ah, o que é emenda parlamentar?”. Ninguém nem sabe.

O que a senhora está defendendo é carimbar parte das emendas parlamentares?

É mais do que isso. É trazer o povo para o nosso lado. Tem muitas coisas que a gente pode aprender com esse segundo turno. Uma delas é que, se a gente explica para as pessoas o que está acontecendo e mostra a importância da mobilização delas, elas vêm.

Vamos pegar a experiência do Exército do Lula, ou a experiência do fim da escala 6 por 1, ou a minha experiência da distribuição de absorventes, que o Bolsonaro vetou, ou a experiência do Pé-de-Meia e falar: olha, tem que explicar mais. Tem que ir mais para rua.

Então, seja para dizer que vai ser carimbado para o transporte, para a saúde ou para a educação, se a gente não trouxer a população para enfrentar o escárnio que são essas emendas parlamentares, você bota para voto e vai perder. Agora, mobiliza a população. Quem foi o deputado ou senador que votou contra o fim da escala 6 por 1? Nem o Flávio teve coragem. A provocação que eu faço é essa. É o povo que sustenta uma democracia. E acho que os políticos desse centro democrático, mais tradicionais, ficaram muito distantes do povo nos últimos anos.

O PSB foi o principal aliado do PT nessas eleições. Com o governo reeleito, quais espaços interessam ao PSB na Esplanada?

Quem define ministério é o Presidente da República. Ponto, acabou. Muitos partidos políticos vão chegar nessa equação e dizer: esse partido tem que ter tantos ministérios, tem que ser um ministério com orçamento tal. Não é a lógica do PSB. Vejam os ministros que tivemos. Márcio França, Geraldo Alckmin, Simone Tebet, que agora é nossa, Flávio Dino. O que eu posso dizer é: o PSB não vai chegar nessa conversa fazendo um loteamento. A gente tem quadros e projeto de País.

Quais são os quadros do PSB que a senhora gostaria de ver nesse próximo governo?

A gente esbarra no mesmo “problema” de que quem decide é o presidente Lula. O mais óbvio é o nosso vice-presidente Geraldo Alckmin. Quatro vezes governador de São Paulo, só o homem fez. E, nesse momento que a gente tem esse desafio de conciliar a responsabilidade fiscal com a responsabilidade social, ele é o maior líder do nosso partido. Eu acho que ele tem muito a contribuir nesse governo, até mais do que pôde contribuir no último. Vide que ele foi muito importante na questão da negociação das tarifas do Trump. Ajudou muito, especialmente, o nosso Estado e o nosso interior.

Alckmin seria na Fazenda...

Eu defendo. Agora, importa minha defesa? É uma decisão do presidente Lula. Mas, de novo, não é porque a gente está interessado em lotear o governo. É porque a gente tem projeto de País. É porque eu sei que o Alckmin, nosso vice-presidente, tem uma visão que concilia o social e o fiscal. E é isso que eu gostaria de ver na Fazenda. Se outras pessoas tiverem também essa visão, ótimo, vou achar lindo também.

O presidente foi reeleito, mas foi um processo difícil. Que mudanças o governo Lula 4 precisa fazer?

Tem algumas reflexões que o PSB vem fazendo e eu acho que seria importante se o governo fizesse também. A primeira delas: a gente precisa falar de segurança pública. Segurança pública é o maior problema do nosso Brasil. Foi um erro, e é um erro, a gente não se debruçar sobre isso.

Outra coisa: as relações de trabalho estão mudando. A gente tem que falar mais de empreendedorismo. Tem trabalho precarizado e a gente tem que enfrentar isso. Agora, tem muita mãe que encontrou no empreendedorismo uma forma não só de ter a sua independência, mas de conciliar seus sonhos.

Combate à corrupção, transparência, não podem sair de moda, porque o sentimento das pessoas hoje é de que todo mundo é corrupto. De novo: vai ser mais confortável para os meus colegas varrer tudo pra debaixo do tapete. Eu acho que é um erro. E é um atentado contra a nossa democracia se a gente não tiver coragem e firmeza para levar adiante as investigações.Por último, o Brasil mudou muito nos últimos anos e acho que seria bom se a gente olhasse lá para o governo e visse algumas coisas diferentes, visse uma turma mais jovem. E, às vezes, a juventude não tem a ver com a idade, tem a ver com as práticas mesmo, sabe? É a forma de governar, de se comunicar. A campanha do presidente Lula rejuvenesceu muito em três semanas. Acho que pode ser uma oportunidade para o governo se rejuvenescer também.

A senhora mencionou na resposta a Prefeitura de São Paulo. Pretende disputar o cargo novamente em 2028?

Assim que terminou a campanha pela Prefeitura de São Paulo, eu voltei com o meu trabalho de deputada federal, mas em nenhum momento eu deixei de fiscalizar a Prefeitura aqui em São Paulo. Por quê? Porque não é uma questão de conveniência. Eu moro nessa cidade.

E eu continuo acreditando que Ricardo Nunes é o pior prefeito que São Paulo já teve. A gente não merece alguém como ele. E o papelão que ele fez nesse segundo turno? Essa questão da redução do número de ônibus - que afetou principalmente a periferia e onde o Lula era mais votado - é criminosa. Isso tem que ser investigado, alguém tem que ser responsabilizado. Volta duas semanas, estava ele lá mandando os servidores públicos votarem no Flávio Bolsonaro e irem a evento do Flávio Bolsonaro. Esse Ricardo Nunes está apequenando a prefeitura.

Eu acabei de ser reeleita deputada federal. Então, a primeira coisa é trabalhar. Trabalhar para resolver esses problemas, trabalhar para aprovar projeto. E, se daqui a dois anos fizer sentido, tenho toda a disposição e sei que o meu partido tem também. Mas da mesma forma que eu não esqueci de São Paulo nos últimos dois anos, eu não vou esquecer do meu trabalho em Brasília. Porque eu acho que a melhor pré-campanha que eu posso fazer é ser a melhor líder que as pessoas que me elegeram merecem.

Hoje não tem uma decisão tomada em relação a isso?

Esse é o meu desejo e é o desejo do meu partido. Mas é uma construção, como sempre é. Conversando com outras pessoas, conversando com quem está aqui na cidade e trabalhando.

Como a senhora avalia as possíveis mudanças no cenário político de 2024 para 2028?

São Paulo não é bolsonarista. Isso está claro para todo mundo. E até é importante dizer, com todo o amor que eu tenho ao Nordeste, como filha de baiana e de um paraibano, que o maior ganho de votos do primeiro para o segundo turno [do Lula] se deu no Sudeste. Se eu não me engano, um quarto dos votos adicionais foram dados pelo nosso Estado de São Paulo. Isso é muita coisa. Se você olhar para a capital, foram 800 mil votos a mais.

Eu ainda tenho a leitura de que o caminho para São Paulo é um caminho mais de centro. Mas não um centro morno. Um centro que inova, que traz gente bacana, que pensa na cidade, que faz a gente ser muito mais do que a gente está sendo hoje, que é essa mesmice, esse caos que a gente está vivendo. Esse é o projeto que eu acredito. Agora, o que vai acontecer, não sei. O que está claro para mim é que as pessoas entenderam que, para além de medíocre, Ricardo Nunes é um bolsonarista.

Essa foi a última eleição do presidente Lula. Qual é o projeto do PSB para 2030? O partido pretende disputar essa sucessão do presidente Lula e lançar candidato?

Muito cedo também. Posso te responder sem prazo de validade. Primeiro que a gente tem muito respeito pelo presidente Lula e sempre tivemos muita convicção desse caminho. O PSB foi, de novo, o primeiro partido a declarar apoio sem condicionar a nada.

Dito isso, o PSB tem seu projeto. É um partido mais de centro, tem um olhar mais antigo para a pauta da segurança pública, tem uma visão econômica mais de centro, acho que o Alckmin representa bem isso, então é natural que, com o tempo, a gente queira caminhar com as próprias pernas. Temos quadros para isso, temos projeto. Agora, está muito cedo para a gente dizer: “Tabata, mas é quem? Quando?” O que eu aposto de dizer é: faz falta ao Brasil um projeto mais de centro.

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