Folha de S. Paulo
Aperto das condições financeiras que houve
depois da eleição logo chega à economia real
Cumprir à risca o arcabouço fiscal evita
explosão certa, mas crescimento será bem baixo
Produção, vendas e emprego caíam no trimestre
final de 2014. Despencavam quando Dilma
Rousseff estava para voltar ao governo em 2015. Não há números
indiretos e muito menos indicadores (que saem com atraso de uns dois meses) de
que tal derrocada esteja acontecendo agora. Também não se está dizendo que Lula
4 seria reprise de Dilma 2. Primeiro, porque há providências a tomar a fim de
impedir tal desastre. Segundo, porque o colapso que
se viu a partir de 2015 não se deveu apenas à pavorosa política
econômica.
Mas a dívida do governo e a dívida das pessoas são maiores do que no final de Dilma 1. Diminuir endividamento quando receita e salário crescem menos, se crescem, é mais difícil. Para piorar, problemas como gasto, dívida e eficiência da despesa do governo estão amarrados por uma camisa de força.
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