O Estado de S. Paulo
O Itamaraty, como instituição de Estado, está
ameaçado, qualquer que seja o resultado do segundo turno. Levando em conta as
políticas implementadas nos três mandatos do PT e no governo de Jair Bolsonaro,
as declarações durante a campanha eleitoral e de acordo com os programas dos
candidatos, são preocupantes as perspectivas para a política externa e para a
diplomacia nacional nos próximos quatro anos.
Do lado do lulismo, tudo indica que se repetirá a influência e o predomínio da ideologia e do partidarismo, deixando muitas vezes o interesse nacional em segundo plano. Com isso, continuará o esvaziamento do Itamaraty pela perda de espaço no âmbito da administração federal e pela deficiente formulação de políticas que respondam aos desafios do novo mundo e às prioridades nacionais.



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