Folha de S. Paulo
Esquema de lavagem de dinheiro vai de loja de
chocolates a casa de apostas
O 'amigão' Willer Tomaz usou a mãe como laranja e dividiu conta bancária com filho 01
O caso das rachadinhas —movimentações
atípicas de R$ 1,2 milhão na conta do assessor Queiroz— veio a público no fim
de 2018, logo após a eleição de Bolsonaro. De lá para cá, é notável a evolução
de investigações envolvendo o filho 01. Um enorme telhado de vidro, o qual, no
entanto, se mostra inquebrantável aos olhos de seus eleitores.
Entre os 12 candidatos à Presidência, é o único que se beneficiou do esquema Vorcaro —pediu na caradura R$ 134 milhões ao banqueiro picareta. No rol de denúncias e suspeitas estão a compra da mansão de R$ 6 milhões, além de outras transações imobiliárias em dinheiro vivo, e a loja de chocolates utilizada para lavar R$ 1,6 milhão. Sua lavanderia, digo, seu escritório de advocacia, emitiu R$ 13,7 milhões em notas fiscais sem detalhar os serviços. A sede da banca do senador é sua casa. É administrada à distância por uma funcionária que mora na periferia de Brasília.
.jpg)







