O Estado de S. Paulo
A eleição para um novo presidente do Senado é só daqui a três meses, mas já se tornou a questão política mais urgente. A reeleição de Davi Alcolumbre seria o retrato acabado de um conluio de contornos sórdidos entre os Poderes, que nasceu da necessidade urgente de seus articuladores (Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre e o próprio Lula) de escapar das consequências imediatas das investigações de escândalos de corrupção.
Ganhou alicerces poderosos com o resultado da eleição presidencial, embora as eleições estaduais e do Congresso prometessem o contrário. A causa disso é a desarticulação da oposição, visivelmente sem liderança efetiva, neste momento. Mas também o fato de que um bom pedaço dessa oposição, no Senado e na Câmara, tem interesse num conluio que garanta aos donos de partidos os mesmos acessos a diversos fundos, além da máquina pública. Ou seja, o status quo promete mais do que seu rompimento.


