quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Garantia do status quo, por William Waack

O Estado de S. Paulo

A eleição para um novo presidente do Senado é só daqui a três meses, mas já se tornou a questão política mais urgente. A reeleição de Davi Alcolumbre seria o retrato acabado de um conluio de contornos sórdidos entre os Poderes, que nasceu da necessidade urgente de seus articuladores (Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre e o próprio Lula) de escapar das consequências imediatas das investigações de escândalos de corrupção.

Ganhou alicerces poderosos com o resultado da eleição presidencial, embora as eleições estaduais e do Congresso prometessem o contrário. A causa disso é a desarticulação da oposição, visivelmente sem liderança efetiva, neste momento. Mas também o fato de que um bom pedaço dessa oposição, no Senado e na Câmara, tem interesse num conluio que garanta aos donos de partidos os mesmos acessos a diversos fundos, além da máquina pública. Ou seja, o status quo promete mais do que seu rompimento.

Consolidação fiscal gradual é chave para crescer, por Felipe Salto

O Estado de S. Paulo

O ajuste fiscal deve ser feito por etapas, mas sob um plano completo e aprovado desde a primeira hora, de modo a pavimentar a rápida queda do risco e do juro

Há duas premissas básicas para qualquer plano de consolidação fiscal. A primeira é a viabilidade política. A segunda, a distribuição de medidas relevantes para estabilizar a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) em alguns anos. O resultado buscado: juros menores e aumento das possibilidades de endividamento sustentável e do crescimento do PIB.

O plano de ajuste miraria um superávit primário crescente até o nível de 1,5% a 2% do PIB em quatro anos. A alternativa, produzir ajustes agressivos para um ou dois anos, não seria aprovada no Congresso e, caso fosse, jogaria a economia em recessão em 2027.

BC não se dobra a pressões políticas, por Alvaro Gribel

O Estado de S. Paulo

Sozinho no combate à alta de preços, BC segue sendo âncora da economia em um cenário de incertezas

O Banco Central decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, dez dias após o segundo turno das eleições que garantiram ao presidente Lula mais um mandato. A decisão é amparada pelos dados, já que houve uma forte piora das expectativas de inflação. Mais do que os números do mercado, o que pesou foi a projeção do próprio BC, que se descolou do centro da meta.

A atual diretoria demonstrou, mais uma vez, que não está preocupada com pressões políticas, mesmo após dias de debate em torno de uma tese do economista André Lara Resende que defendia cortes e tabelamento da taxa Selic.

Poesia | Mestre, meu mestre querido, de Fernando Pessoa

 

Música | SAMBA-ENREDO DO CARNAVAL 2027 | Império Serrano